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Resenha #299: Para Educar Crianças Feministas - Chimamanda Ngozi Adichie (+SORTEIO)


Título:  Para Educar Crianças Feministas
Autor: Chimamanda Ngozi Adichie
Tradutor: Denise Bottmann
Título originalDear Ijeawele, or A Feminist Manifesto
Editora: Companhia das Letras
Edição 1
ISBN: 8535928510
Gênero: Manisfesto / Não-ficção
Ano: 2017
Páginas: 96

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RESENHA



"Nossa premissa feminista é: eu tenho valo. Eu não tenho igualmente valor. E ponto final" (p.12)
Em Para Educar Crianças Feministas - Um Manifesto, Chimamanda Ngozi Adichie retoma o tema da igualdade de gênero discutido no Sejamos Todos Feministas, mas aqui com uma perceptiva voltada para educação infantil em forma de um manifesto dividido em 15 sugestões.

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Resenha #298: Darkmouth - Shane Hegarty


TítuloDarkmouth
Autor: Shane Hegarty
Série: Darkmouth # 1
Tradutor: Bárbara Menezes de Azevedo Belamoglie
Ilustrações: James de La Rue
Editora: Novo Conceito / #irado
Edição: 1
ISBN: 9788581636771
Gênero: Fantasia / Infanto-juvenil
Ano: 2017
Páginas: 336
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RESENHA


E se os monstros fossem reais? E se o globo tivesse cidades onde essas criaturas costumam atacar em pró de conseguir o domínio da nossa dimensão. Você teria coragem para enfrentar essa ameaça? Você acharia essa vida algo legal? Finn não parece achar graça em qualquer uma das missões quase suicidas nas quais se arrisca com seu pai. Morador permanente de Darkmouth, seus doze anos parecem quase uma sessão de tortura interminável. Acontece que Finn é filho de um Caçador de Lendas, um matador de monstro que está encoberto de salvar a cidade das criaturas que a ameaçam. Sua família vem de uma longa linhagem de Caçadores e no momento, são os últimos que ainda exercem a função, sendo seu pai, um célebre e condecorado Caçador. Mas Finn? Uma falha inescapável. Acontece que ele é péssimo no papel e conforme os dias passam, fica mais claro que essa não sua vocação. Mal sabe ele que as força das Lendas estão se organizam para uma invasão em massa, e o preço pode ser sua vida.
'Darkmouth' foi uma surpresa atrás da outra. Em um primeiro contato achei que a obra seguiria o mesmo modelo juvenil já implantado por outras do Selo Irado. A Novo Conceito inova totalmente e o livro tem um ritmo angustiante e cheio de reviravoltas, onde dentro de 300 páginas, muita coisa acontece. Com uma pegada bem parecida com a série 'Percy Jackson', esse livro me cativou muito logo nos primeiros instantes, não só por trazer um personagem que fugia do molde de herói perfeito, mas também por não dividi-lo em um misto de vilão/herói já tão visto em outras obras do modelo.

Narrado em terceira pessoa, Shane Hegarty dá um panorama de toda a sua mitologia, personagem e universo nesse primeiro volume da trilogia 'Caçadores de Lendas'. Muito sucinto e o que mais me agrada é sua escrita curta que não torna os capítulos cansativos ou repetitivos, e mesmo assim consegue passar profundidade em suas descrições. Em poucos instantes me vi mergulhado na vida de Finn e nos dilemas que ele precisava enfrentar. 
Identifiquei-me com suas dúvidas e empreitadas e me divertir com seu humor azedo. Diferente do que você possa imaginar, ele não é um protagonista sociável ou irônico. Na maior parte do tempo ele mal expressa sua opinião e quando o faz cria atritos por toda a trama, o que também me surpreendeu. Tratando-se de um livro com um personagem que não tem habilidade exercer a função determinada, imaginei logo que milagrosamente ele iria conseguir se tornar o melhor, mas isso não acontece, pelo menos, não agora. Suas vitórias são sempre por acaso ou por pura sorte e isso não se torna forçado, pelo contrário, convém com a ideia de retratar que mesmo executando tal tarefa não é aquilo que ele deseja. O manto heroico apresenta muito mais peso nesse enredo.
A obra ainda abre espaço para discutir a relação familiar e o peso que tem as expectativas que os pais colocam sobre os filhos. Essa na realidade é a principal tecla que está sempre sendo tocada. A relação de Finn com o pai é muito bem desenvolvida e gerou um misto de amor e ódio em mim. Ao mesmo tendo que ficava com raiva pela falta de atitude do garoto, torcia por seu pai mudar a forma de agir.

E sem contar a bela edição, recheada de ilustrações e detalhes que me encantou ainda mais.
Não dá pra negar que 'Darkmouth' me aprisionou na leitura do começo ao fim. Levando cinco estrelinhas, já tenho na lista uma nova trilogia/série infanto-juvenil favorita que não subestima o leitor e busca aventuras mais aprofundadas. Ansioso pela continuação.

Resenhado por:
David Andrade

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Resenha #297: Sussurros do País das Maravilhas - A. G. Howard


Título: Sussurros do País das Maravilhas
AutorA. G. Howard
Série: Splintered #1.5, #3.5
Tradutor:
Editora: Novo Conceito
Edição: 1
ISBN: 9788581634937
Gênero: Contos / Fantasia
Ano: 2017
Páginas: 272

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RESENHA


Esse livro é para fãs, ou pelo menos é como eu descreveria. Se você nunca leu a trilogia 'Splintered', provavelmente a importância dessa obra será totalmente irrelevante. Mas caso tenha lido, prepare-se para mergulhar em aventuras antes não contadas, cheias de drama e emotividade, que fazem o leitor transbordar de muito carinho em revisitar um cenário tão obscuramente atraente, com personagens tão fortes e cativantes. 'Sussurros do País das Maravilhas' é uma leitura envolvente, que me prendeu desde o primeiro instante, cada vez mais enquanto as páginas passavam.
E se você pudesse revisitar o passado e futuro dos personagens de 'O Lado Mais Sombrio', você gostaria? Esse livro é uma coletânea integrada por 3 contos exclusivos que a autora escreveu trazendo mais algumas informações e explicando pontos chaves na trama que os fãs tinham curiosidade de saber. São eles: Menino na Teia, A Mariposa no Espelho e Seis Coisas Impossíveis. 

A Mariposa no Espelho já havia sido publicado antes pela Novo Conceito em formato digital. Vou discorrer um pouco de cada um agora.

MENINO DA TEIA


Nesse conto, iremos conhecer o passado da personagem Alisson, mãe da protagonista de 'O Lado Mais Sombrio'. Aqui, veremos a jornada de Alisson no País das Maravilhas e as escolhas que ela faz para proteger o garoto que ela ama.
Os contos são sempre narrados em primeira pessoa e esse foi o ápice deste para mim. Ter visto a narrativa tão de perto, de uma das personagens que eu mais tinha curiosidade de conhecer, foi maravilhoso e emotivo. A história me envolveu desde o primeiro instante. O ritmo da leitura é muito angustiante, de forma que mesmo dentro de poucas páginas, você já sofre com cenas de ação e drama mediadas da melhor forma. A autora soube mediar bem o espaço entre ambos núcleos, não tornando a leitura enfadonha ou arrastada em momento algum. Pelo contrário. A história de Alisson se transformou em prequel que eu gostaria de ler mais, saber mais sobre como tudo começou e as dificuldades que ela enfrentou para deixar esse mundo cheio de perigos.

A MARIPOSA NO ESPELHO


Quando Jeb sacrificou tudo para salvar Alyssa da selvageria do País das Maravilhas, suas lembranças foram retiradas. Agora, ele nunca mais saberá das origens de Alyssa, e nem mesmo as loucas provações de um mundo ao qual nunca poderia se adequar. Morfeu. por sua vez, quer acesso a estas lembranças, não só para conhecer mais de seu rival na corrida pela conquista do coração de sua amada rainha, como também para provar certos pontos de vistas pessoais. Estaria ele pronto para abrir mão de sua felicidade pela felicidade de outra pessoa? Ele se rebaixaria a raça humana que tanto esnoba? Qual o preço de amar?
A narrativa começa sobre o ponto de vista de Morfeu; personagem este que é um misto entre bondade e maldade; loucura e sanidade, aderindo a uma personalidade complexa. Para os leitores, está aproximação e ambiguidade pode tanto ser positiva quanto negativa. Morfeu de fato é um personagem que não me conquistou. Embora a autora atraia justificativas para a ações dele, eu pessoalmente não fui convencido. Egoísta, egocêntrico e extremamente manipulador, é da natureza do próprio personagem essa ambiguidade, que infelizmente não me cativou.

Por outro lado, voltei a me identificar nas situações e decisões tomadas por Jeb. Heroico, justo e protetor, Jeb é o amigo fiel que todos gostariam de ter. Suas ações ficam ainda mais verdadeiras quando desta vez, o leitor mergulha com profundidade em seus sentimentos. Sua personalidade se mostra ainda mais correta e crua.

SEIS COISAS IMPOSSÍVEIS


No último conto, dedicamos nosso tempo a conhecer um pouco mais sobre diferentes eventos envolvendo a vida de Alyssa após e antes dos acontecimentos de 'O Lado Mais Sombrio'. Esses contos são narrados por ela em forma de lembrança, sendo dividido em 2 grandes momentos: sua mortalidade e sua imortalidade. A primeiro passo conhecemos mais sobre sua vida com Jeb e sua família, para depois conhecer as descobertas e confusões ao lado de Morfeu, trazendo cenas muito bonitas envolvendo seu casamento e o nascimento de seus filhos.
Esse conto para mim teria sido espetacular se fosse um pouco mais curto. Não que tenha achado enfadonho, mas algumas partes me pareceram repetitivas demais; coisas que já haviam sido exploradas nos livros da série. Mas no geral, amei cada instante. A leitura foi muito cheia de emoção. A medida que nos envolvíamos com as situações de sua vida com Jeb, cheias de muito romance e diálogos repletos de carinho e afeto, por outro lado, tínhamos as tiradas sexys e irônicas com Morfeu, em um cenário louco e impressível. E esse é o ponto alto desse momento da narrativa. A. G. Howard é brilhante em reinventar uma mitologia tão rica e mágica, dotado do impossível para encantar seu leitor. E embora eu não tenha me apegado aos casais, em especifico, gostei muito da intensidade retratada em cada lembrança; do sentimento vívido estampado nas páginas.

Como disse no começo dessa resenha, esse livro é feito estritamente para fãs. Se você não leu a trilogia, recomendo. Apesar do foco no triângulo amoroso, a mitologia e o reconto valem cada página de enrolação romântica que os personagens venham a apresentar. Sem contar no forte sentimentalismo que está impregnado em cada página da série, fazendo o leitor se identificar com os personagens imperfeitos e cheios de dúvida.

Resenhado por:
David Andrade.


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Resenha #296: A Menina Que Não Acredita em Milagres - Wendy Wunder

Título: A Menina Que Não Acredita em Milagres
Autor: Wendy Wunder
Tradutor: Ana Paula Rezende Dias da Silva de Mello
Editora: Novo Conceito
Edição: 1
ISBN: 9788581638126
Gênero: Romance juvenil / Drama
Ano: 2016
Páginas: 288

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RESENHA


Um verão de probabilidades


Neste livro vamos conhecer a Campbell. Ela tem câncer e está morrendo. Apesar de todos os remédios e tratamentos que ela fez, o câncer voltou e agora não tem mais jeito, ela sabe que vai morrer e apenas um milagre seria capaz de salvá-la. Só tem um probleminha, Campbell não acredita em milagres, não acredita em Deus, não acredita em nada, diferente de sua mãe, que acredita que uma viagem para a pequena cidade de Promise pode ser o milagre que Campbell precisa para ser curada. 
Um livro que fala sobre amor, esperança, fé e sobre como achar a felicidade nas pequenas coisas da vida e não esperar que ela venha de bens materiais, mas sim de tudo aquilo que podemos viver.