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Resenha #271: Só por uma noite - Mônica e Monique Sperandio

Título: Só por uma noite
Autor: Mônica e Monique Sperandio
Editora: Novo Conceito
ISBN: B01MZ25NQA
Gênero: Ficção nacional
Edição: 1° (2016)
Páginas: 189
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Avaliação:




RESENHA


Então, minha primeira leitura em parceria com a Editora Novo Conceito foi do E-book “Só por uma noite” das brasileiras Mônica e Monique Sperandio.
O livro conta a história de quatro amigas, Sam, Nat, Marina e Daphne, elas acabaram de perder outra amiga do grupo, que deixou uma lista bastante inusitada. Durante uma única noite elas devem sair pela cidade e tentar cumprir todos os desafios da lista, no entanto, o que elas ainda não sabem é que por trás de cada um dos itens dessa lista se esconde um segredo que cada uma delas nunca teve coragem de revelar para o grupo todo e, além de uma noite cheia de desafios, essa também é uma noite que irá testa a força e o limite da amizade das meninas.

Um livro bem fofo e bastante curtinho, “Só por uma noite” nos faz refletir sobre algumas coisas, nos faz encarar a vida de outra forma e nos mostra que devemos sempre viver de maneira bastante intensa, sem deixar que os medos nos sufoquem.

Por ser um livro curto, os personagens não são tão bem desenvolvidos e a história é, em alguns momentos, bastante previsível, no entanto, não deixa de ser uma leitura fofa e leve.

“porque, tudo bem sentir medo, contanto que você tenha coragem para lutar pelo que realmente importa.”

O livro todo é narrado pela Sam, que, assim como as outras meninas, esconde muitos medos e segredos que aos poucos são revelados. A forma como o livro é escrito faz com que você não tenha vontade de larga-lo até terminar a história, que é muito envolvente.

Por ter sido fornecido pela editora em E-book, não tenho muito o que falar sobre diagramação, embora a capa tenha ficado muito linda.

Outra coisa que me chamou bastante atenção é que o livro todo é permeado por trechos de músicas, citações e momentos em que algumas músicas “tocam”, por isso, acabei tomando a liberdade de juntar todas as músicas que aparecem durante a história e colocar em uma playlist ótima e que vocês podem ouvir enquanto aproveitam o livro: Aqui.


Resenhado por
Maria Clara Donato


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{Semana Especial - Verão} Top 5: filmes para o verão

Olá, leitores.

Inspirado pelo clima de "Aconteceu Naquele Verão", coletânea de contos organizada pela Stephanie Perkins, trago para vocês uma lista com cinco indicações de filmes que remetam, de alguma forma, ao verão.

A lista, foi baseada em filmes, em sua maioria, da década de 1980 (provavelmente você já deve ter assistido a todos), isso porque os filmes são bem divertidos e podem para ser assistidos com qualquer companhia, seja família ou namorado(a). Vale lembra não está em ordem de preferência.

1. Ferias Frustradas - (1983)


A família Griswold está de férias e resolve ir para o "Walley Park", um parque temático. O pai Clark (Chevy Chase), sua esposa Ellen (Beverly D'Angelo), e os filhos Audrey (Dana Barron) e Rusty (Anthony Michael Hall) pegam a longa estrada de Chicago até a Costa Oeste. No meio do caminho, encontram com o primo Eddie (Randy Quaid) e a tia Edna (Imogene Coca), e acabam tendo que levá-la até Phoenix. Até os Griswold chegarem ao parque muitas confusões acontecem e, quando eles finalmente chegam, uma surpresa pouco agradável os surpreende.




2. Curtindo a Vida Adoidado (1986)



Ferris Bueller (Broderick) é um garoto esperto e cheio de truques que decidiu tirar um dia de folga. Ele, a namorada e um amigo inventam muitas mentiras para não irem à escola e saem pelas ruas de Chicago com a Ferrari do pai de Cameron (Alan Ruck). 

Juntos, aproveitam ao máximo o dia livre enquanto o diretor da escola e a irmã invejosa de Ferris estão atrás deles. Clássico dos adolescentes da década de 80.

3. A Lagoa Azul (1980)



Emmeline (Brooke Shields) e Richard (Christopher Atkins), duas crianças, juntamente com Paddy Button (Leo McKern), um velho marinheiro, são os únicos sobreviventes de um naufrágio numa época em que navegar era a única forma de viajar. Após ficarem à deriva por várias horas eles vão parar em uma ilha tropical que é um verdadeiro paraíso. O lugar não oferece perigo, pois não há animais selvagens, mas após algum tempo Paddy morre. Com o tempo Emmeline e Richard se tornam adolescentes e vivem em uma cabana que eles mesmos construíram. Neste período novas emoções influenciam o relacionamento deles, os dois descobrem o amor e logo Emmeline está grávida. Na noite em que o filho deles nasce Richard descobre a origem dos tambores que eles ouvem de vez em quando no "lado proibido" da ilha.



4. Elvira - A Rainha das Trevas -(1988)



Elvira (Cassandra Peterson) é a anfitriã de um programa de baixo orçamento sobre filmes de terror, mas tudo pode mudar quando ela herda da tia Morgana (Cassandra Peterson) uma velha mansão em Fallwell, Massachusetts, uma pequena cidade com apenas 1313 habitantes. Ela sonha em vender a casa e ir para Las Vegas, mas encontra dois sérios problemas: o primeiro são os adultos da cidade, que ficam espantados com o modo de como ela se veste e se comporta.  

O segundo problema é Vincent Talbot (William Morgan Sheppard), um tio de Elvira que não herdou nada, mas deseja obter de qualquer maneira um "livro de receitas" que também foi herdado por Elvira, que dará a ele imensos poderes para fazer diversos tipos de bruxarias.



5. Edward Mãos de Tesoura (1990)


Peg Boggs (Dianne Wiest) é uma vendedora da Avon que acidentalmente descobre Edward (Johnny Depp), um jovem que mora sozinho em um castelo no topo de uma montanha e que na verdade foi criado por um inventor (Vincent Price), que morreu antes de dar mãos ao estranho ser, que possui apenas enormes lâminas no lugar delas.

Isto o impede de poder se aproximar dos humanos, a não ser para criar revolucionários cortes de cabelos, mas ele dá vazão à sua solidão interior ao podar a vegetação em forma de figuras ou esculpir lindas imagens no gelo. No entanto, Edward é vítima da sua inocência e, se é amado por uns, é perseguido e usado por outros.








Até logo,
Pedro Silva




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Resenha #270: Atlas de Nuvens - David Mitchell

Título: Atlas de Nuvens
Autor: David Mitchell
Título original: Cloud Atlas
Tradução: Paulo Henriques Britto
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535927580
Gênero: Ficção inglesa
Edição: 1° (2016)
Ano da obra: 2004
Páginas: 544

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Avaliação: 



RESENHA


No final de 2016, a Companhia das Letras trouxe a tradução do incrível romance de ficção cientifica "Atlas de Nuvens" do autor britânico David Mitchell. Publicado originalmente em 2004 com o título de "Cloud atlas", e adaptado para o cinema em 2012 com os atores Tom Hanks, Hugh Grant e Halle Barry, sob direção das irmãs Wachowski. No Brasil, o filme recebeu o título de "A Viagem".
"Atlas de Nuvens" possui seis histórias narradas em um tempo diferente com personagens e situações distintas. Tudo começa com um diário escrito em 1850 pelo advogado americano Adam Ewing, contando sobre a sua travessia do pacifico. Esse diário está sendo lido, em 1931, pelo jovem compositor Frobisher, o qual foi deserdado da família e fugiu sem nada para ser aprendiz de um velho musico. Enquanto isso, ele troca cartas com seu amigo e amante Rufus Sisxmith. Já em 1975, a jornalista Louisa Rey investiga uma usina nuclear que está prestes a causar uma catástrofe. Enquanto investiga e é perseguida por assassinos, ela lê as cartas que Frobisher trocava com Rufus Sisxmith. Essa aventura de Louisa Rey é registrado em um livro policial que chega às mãos de um editor já idoso e no fim de sua carreira. Devendo o pão que o diabo amassou, Timoth Caverdish, tenta fugir, mas acaba preso em um asilo. Essa desventura de Caverndish se transforma em filme, que estará nos registros do depoimento de uma jovem oriental num futuro bem distante. Por fim, num futuro pós-apocalíptico, os feitos desse depoimento ecoam e será a base para os lemas da sexta história e última história.

A complexidade da obra de David Mitchell se releva grandiosa dada a dimensão do espaço e tempo do enredo que ele criou. Temos uma linha cronológica do século XIX, passando pelos anos 1930 e 1970 dos século XX, um futuro distante e um pós-apocalíptico imaginados por uma mente brilhante. Pois só assim para conseguir não só imaginá-los, mas também uni-los de uma forma magistral, deixando o leitor concentrado em seu enredo, mesmo com a quebra das histórias, afinal é literalmente como uma boneca russa; as histórias são abertas, chegam à metade e do nada são interrompidas para à próxima narrativa. E esse recurso se repete até que ele volte fechando as histórias, cada uma por vez. 

Esse futuro retratado por David Mitchell, tem um fundamento ligado fortemente à nossa realidade e ao avanço tecnológicos. São velhos paradigmas à ética na ciência e a pergunta que fica é: até que ponto o homem pode chegar na constante busca de mais e mais?. E a forma como as histórias se ligam, nos leva a crer que um ato do passado acaba repercutindo no futuro e isso leva a uma reflexão sobre nossa existência (ou o fim dela).
Apesar de alguns finais tristes na trama, outros nos fazem acreditar num mundo melhor. Ter um panorama do passado, presente e futuro acaba nos deixando inquietos, com vontade de fazer algo para não termos o mesmo fim. É como se avançássemos tanto que fomos consumidos pela vontade do mais, tanto que o mundo pode não suportar tudo o que almejamos. Nossos atos, mesmo se tratando dos mínimos, irão reverberar ao longo do tempo, mesmo que não estejamos mais aqui para assistirmos os efeitos de nossas ações. E essa é uma das coisas mais extraordinárias da literatura; conseguir nos alertar sobres os efeitos do hoje num tempo que ainda nem existiu, com teorias muito plausíveis e que, no passado, muitos autores de ficção cientifica já imaginaram/previram. Quem sabe, alguém no futuro dirá: "David Mitchell avisou!"?

A tradução belíssima de "Atlas de Nuvens" foi feita pelo Paulo Henriques Britto, e é perceptível o cuidado na escrita, deixando cada narrativa com um estilo próprio de seu gênero e tempo. O diário de Adam possui uma escrita mais rebuscada que recupera traços coloquiais e acaba deixando a leitura um pouco mais lenta, já o livro policial de Louisa é de leitura rápida, com capítulos curtíssimos em uma trama cheia de reviravoltas (tipicas do gênero policial).

Atlas de Nuvens é um livro divertido e com uma trama espetacular que deve ser lido por todos os leitores que gostam de uma aventura inteligente para pensar em nosso futuro.

A adaptação não é uma das melhores e pode ser que deixe a desejar aos telespectadores que não leram o livro. São muitas as informações para pouco tempo (até mesmo para um filme de 2h30) e temos detalhes importantes que não recebem a devida atenção que o autor dá. No geral, é uma adaptação mediana, que surpreende mesmo com a maquiagem e atuação dos atores ao interpretarem até seis personagens.


E você, já leu "Atlas de Nuvens", ou viu o filme? Deixa nos comentários a sua resposta.

Até logo,
Pedro Silva

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{Semana Especial - Verão} Conto preferido

Olá, leitores. Tudo bem com vocês?


A coletânea de contos "Aconteceu Naquele Verão", organizada pela Stephenie Perkins traz doze ótimas histórias de amor. Mas tenho que eleger apenas uma como a minha preferida entre todas e convencer vocês a irem lê-la. 
Bem, o meu conto preferido foi "Amor é o Último Recurso", escrito pelo Jon Skovron. O narrador dessa obra, acaba nos alertando no inicio que não se trata de uma história de amor, de uma forma bem honesta e que as personagens centrais acham o amor coisa de tolos.

No enredo, temos um núcleo de personagens grande, situados em espaço pequeno: um hotel (spa), onde estão hospedados a Sr. Nalone e seu filho Vito e a dra. Elore e seu filho Franklyn. Além da dona, a srta. Ficollo, e dos funcionários Lena, Brice, Zeke e o recém contratado Arlo. Todos se ligam de alguma forma.

Vito é apaixonado por Brice, mas tem medo de sua mãe não aceitar a sua homossexualidade e decepcioná-la, já que ela vê no filho a oportunidade de um casamento de sucesso com alguma moça rica, como a srta. Ficollo. Já essa última, ama Franklyn e é correspondida por ele. Entrementes, ambos não sabem disso e temem que a paixão não seja correspondida.  Com isso, Lena e Arlo (os que não estão nem aí pro amor) agirão como cupidos, mal sabendo eles que antes mesmo de imaginarem, outros estavam tramando para cima de ambos.
Ora, mas o que tem de mais nessa obra? É que tudo é cheio de clichês, no entanto, é sãoclichês gostosos de ler. Sabemos em suma, o que vai acontecer, mas não como. A forma como Jon Skoron induz o leitor foi de uma ótima sacada, porque ele criou um narrador daqueles daqueles que enganam seu leitor, de tal maneira que quem está lendo fica com um sorriso no final do conto. 

A grande mensagem de "Amor é o Último Recurso" vai para as pessoas que acham que o amor é baboseira, inútil, fútil, quando na realidade, é ele o responsável por ligar tantas culturas diferentes e tornar nosso mundo e nossa existência mais fáceis de suportar. E se está apaixonado é tolice, que sejamos todos, "porque se formos todos tolos, talvez haja alguma sabedoria nisso que chamamos de amor." (pág. 254). E é por isso que gostei tanto desse conto, ele é simples, engraçado, mas com uma mensagem singela.

Confira a resenha do livro Aconteceu Naquele Verão clicando AQUI!