Nos siga no Instagram! TOP 5: coisas para se fazer em um dia de tédio Top Comentarista: Mês de Maio Resenha #145: O Leitor do Trem das 6h27 - Jean-Paul Diderlaurent
1

Sábado com Desventuras em Série #1: Mau Começo - Lemony Snicket

Título: Mau Começo
Autor: Lemony Snicket
Ilustração: Brett Helquist
Tradução: Carlos Sussekind
Editora: Seguinte (Companhia das Letras)
Edição: 1 (31 reimpressões)
ISBN: 9788535900941
Gênero: Ficção / Aventura / Juvenil
Ano: 2001
Páginas: 152
Adquira seu exemplar aqui!
Adicione esse livro ao Skoob.

Avaliação:



Resenha


      “Se vocês se interessam por histórias com final feliz, é melhor ler algum outro livro. Vou avisando, porque este é um livro que não tem de jeito nenhum um final feliz, como também não tem de jeito nenhum um começo feliz, e em que os acontecimentos felizes no miolo da história são pouquíssimos. E isso porque momentos felizes não são o que mais encontramos na vida dos três Baudelaire.” pág. 9

"Mau Começo" é o primeiro volume de "Desventuras em Série", lançado originalmente nos Estados Unidos em 30 de setembro de 1999 e como o título bem sugere vamos ter um começo não tão bom para os personagens principais.
Nesse livro seremos apresentados aos irmãos bem educados e inteligentes Baudelaires: A mais velha, Violet, de apenas 16 anos, é uma inventora nata e quando prende o cabelo com sua fita, pode ter certeza de que alguma ideia ela acabou de ter. Klaus, de 12 anos, usa óculos e é um leitor voraz. Ele já devorou mais livros do que qualquer criança de sua idade. E por fim, e não menos fofa, temos a pequena Sunny, tão pequena quanto uma bota, que ainda não aprendeu a falar e tem um hábito de morder praticamente tudo. Sim, ela ainda é apenas um bebê fofo.

Em um dia na Praia do Sol, eles avistam sob a névoa, um homem que viria a ser o sr. Poe, o executor testamentário, trazendo-lhes a triste notícia da morte dos pais dessas três crianças num incêndio e que ele passaria a cuidar do futuro delas de acordo com o desejo dos seus progenitores; sendo assim, as crianças teriam que viver com um parente próximo [próximo no sentido mais literal da palavra, ou seja, em questão de localidade e não parentesco].
"Se alguma vez vocês perderam uma pessoa que tinha grande importância para vocês, então sabem como é que nos sentimos nessas horas, e, se nunca perderam, não dá nem para imaginar." Pág. 18-19
Esse parente acaba sendo o Conde Olaf, o qual as crianças não têm afinidade. Ele é um ator de uma companhia teatral que vivem em uma casa bem deteriorada com uma torre enorme e possui um símbolo de um olho entalhado no centro da porta já com a pintura gasta. Percebemos claramente que essa casa não oferece nenhuma estrutura para proporcionar conforto a três órfãos que, claramente, precisam de abrigo e segurança em um momento tão desolador de suas vidas.

Até então, as crianças não sabia que estavam caindo nas mãos de um carrasco que iria explorá-las com o intuito de abocanhar a fortuna dos jovens Baudelaires. No entanto, o testamento diz que o dinheiro só será mexido quando Violet atingir a maioridade... Mas os planos do Conde Olaf podem ser mais perigosos do que imaginamos e as crianças devem ser rápidas para desmascarar as maldades que seu novo tutor tem em mente.
"[...] mas é uma triste verdade da vida: quando perdemos um ente querido, os amigos as vezes nos evitam, justamente quando a presença de amigos é mais necessária." (Pág. 31)
“Mau Começo” na verdade foi uma excelente porta de entrada para essa série que se mostra incrível. Começamos a adentrar num universo melancólico e sombrio. Porém, o narrador da obra chamado Lemony Snicket e que teve a triste tarefa de contar a mais triste história dos jovens acaba sendo demasiado repetitivo em relação a todo sofrimento que eles estão passando. Sentimos a dor deles e suas angústias e a empatia em relação ao sofrimento da perda, mas é impossível ficar só nisso porque ele dá às situações um tom cômico que nos deixa bem divididos. Passamos na verdade a desconfiar de tamanha tristeza, pois aparenta ter algo oculto que não sabemos de que se trata.

Nessa primeira obra é claro o desejo do autor em criticar os sistemas de tutela, já que a todo instante as crianças são as que mais sofrem nesses processos e as que menos são ouvidas quando estão passando por dificuldades. O sr. Poe é bem desleixado em relação às crianças e os demais adultos parecem não ouvir o que elas têm a dizer, como se não fossem importante o que um jovem tem a dizer. Além disso, os adultos dessa obra são bem passíveis de se enganar, o que é algo bem estranho e que mais uma vez, gera desconfiança.
Acredito que “Desventuras em Série” pode ser uma obra bem gostosa de ser lida, tanto por crianças quanto por adultos e que ainda temos muitos mistérios a resolver. Não sabemos bem como aconteceu esse incêndio que matou os Baudelaires pais. Por que o narrador insiste em nos falar que a vida das crianças extremamente triste e ruim quando já sabemos disso? Quem será ele e por que recebeu "a infeliz tarefa" de nos contar essa história? Será que as crianças vão conseguir encontrar a felicidade em "A Sala dos Répteis"?

No geral, é um ótimo livro e vale destacar a preocupação do narrador em aplicar palavras desconhecidas e explicá-las de forma didática para crianças. Os nomes dos Sr. Poe e dos Baudelaires me remeteram aos escritores, respectivamente, Edgar Allan Poe e Charles Baudelaire e essas referências são divinas (será que temos algum mistério aqui?)

E vocês, o que acharam desse primeiro livro? Conte-nos aí nos comentários e vamos conversar.Seria um prazer!


Até logo,
Pedro Silva!

0

Resenha #232: A Máquina de Fazer Espanhóis - Valter Hugo Mãe

Título: A Máquina de Fazer Espanhóis
Autor: Valter Hugo Mãe
Editora: Biblioteca Azul
Edição: 2
ISBN: 9788525062529
Gênero: Romance Português
Ano: 2016
Páginas: 264
Adquira seu exemplar Aqui!
Adicione esse livro ao Skoob.

Avaliação: 



RESENHA


A Máquina de Fazer Espanhóis, de Valter Hugo Mãe recebe a sua segunda edição publicado pela Biblioteca Azul. Na obra do autor português, o que vai reinar é a solidão dos idosos jogados em asilos e esquecidos por seus familiares. 
Após ter recebido a notícia da morte de sua esposa, Antonio, barbeiro de 84 anos é levado ao Feliz Idade, um asilo para idosos, por sua filha.  Lá, amuado e com raiva por ter sido apunhalado por sua própria filha, ele passa seus dias fechado para os demais velhos a sentir a dor da perda de sua tão amada mulher. Esse momento de isolamento dura um tempo, mas logo ele passa a se relacionar com os demais idosos e a trocar ideias afim de se conhecerem melhor. E assim, aquelas pessoas, vão apresentando suas peculiaridades e histórias de muitos anos, como a fase em que Portugal viveu a ditadura imposta por Salazar... período esse que guarda fantasmas da vida de António que ainda lhe assusta nos dias atuais.
Temos o quase centenário Esteves que se diz ser o protagonista do Tabacaria (um dos poemas mais famosos do Fernando Pessoa) e morre de medo que lhe tire a metafísica. A dona Marta que espera todos os dias notícias do seu marido (o qual é mais jovem que ela e toma conta de seus bens) entre outros personagens bem originais e descritos.

As conversas entre eles é uma das coisas que mais alegram aos moradores da Feliz Idade. Eles sabem que depois daquele lugar, o próximo destino é o cemitério. Depois que chegar a sua hora, outro residente chegará para substitui-lo como acontece e em meio ao ódio, as novas amizades, as loucuras e conversas com enfermeiros e médicos, eles encontrar motivos para construir uma ajuda mútua.
A obra de Valter Hugo Mãe é uma delicadeza de livro. Apesar de ter um ritmo mais lento que requer uma maior atenção, sua narrativa continua bela e poética assim como O Filho de Mil Homens. Lá ele deu vozes à minorias necessárias e aqui, mais uma vez nessa narrativa de devir, ele nos foca o olhar para os que padecem em lugares solitários e nada familiares que nos deixam questionando: o que estamos fazendo com nossos velhos? Afinal, os novos de hoje serão os idosos do amanhã e esse corpo um dia não vai sustentar tantas experiências vividas ao longo de décadas.

Até logo,
Pedro Silva

0

Resenha #231: A Garota do Calendário: Junho - Audrey Carlan

Título: A Garota do Calendário - Junho
Autor: Audrey Carlan
Tradução: Andréia Barboza
Editora: Verus Editora
Edição: 1°
ISBN: 9788576865278
Gênero: Romance estrangeiro / Romance Erótico
Ano: 2016
Páginas: 160

Compare e adquira seu exemplar AQUI!
Adicione esse livro ao Skoob.

Avaliação: 




RESENHA


Em junho, sexto livro da série A Garota do Calendário, Mia é enviada para Washington onde será acompanhante de Warren, um coroa em boa forma e um experiente empresário que a contrata para ser um tipo de esposa troféu e ajudá-lo a conseguir parceiros em seus negócios filantrópicos.
"O mundo seria muito melhor se todos dissessem o que pensam e vivessem de acordo com a regra de ouro."
Após conhecer mais Warren e seu projeto Mia realmente toma para si a tarefa de ajuda-lo nessa causa nobre. E apesar de não rolar nenhuma química entre Mia e o Sr. Warren, Aaron filho de Warren e um senador sexy com certeza tenta compensar nesse quesito, mas será que ele tem o mesmo coração nobre que seu pai?

Junho é o mês em que Mia vai aprender como as pessoas podem ser interesseiras, falsas e manipuladoras.

A leitura foi bem rápida, assim como todos os outros livros, porem isso não é um fator negativo, já que a leitura não se torna parada ou morgada. Nesse livro a coitada da Mia sofreu um pouco, coisas que até o leitor consegue sentir, além de claro, ela ainda não conseguir lidar com o fato de Wes estar transando/saindo com a Gina.
"Não importa. Eu poderia dizer isso a mim mesma várias vezes, mas o resultado ainda me daria um tapa na testa. Era impossível parar de me importar. Wes sempre importava."
Esse foi um dos que menos teve cenas hot até o momento, e isso mostra a autora não quer que a história da Mia seja apenas baseada em sexo quente, mas sim em conteúdo também, e isso me agradou muito, pois apesar de amar livros hot, as vezes fica um pouco cansativo.
Estamos na metade da jornada de Mia e mal posso esperar para saber quais desafios e clientes os próximos livros vão trazer para Mia.

Resenha escrita por: 
Sharon Alves

0

Resenha #230: A Garota do Calendário: Maio - Audrey Carlan

Título: A Garota do Calendário - Maio
Autor: Audrey Carlan
Tradução: Andréia Barboza
Editora: Verus Editora
Edição: 1°
ISBN: 9788576865261
Gênero: Romance estrangeiro / Romance Erótico
Ano: 2016
Páginas: 144

Compare e adquira seu exemplar AQUI!
Adicione esse livro ao Skoob.

Avaliação: 




RESENHA


No mês de Maio ao invés de ser uma acompanhante Mia é contratada para passar um mês no Havaí trabalhando como modelo de biquíni para uma coleção criada por um italiano para mulheres curvilíneas.
É claro que nesse novo trabalho ela encontra mais um pedaço de mau caminho, Tai Niko, um nativo que será seu colega de trabalho. Tai é moreno, alto, tatuado, e mais quente que o próprio inferno, ou seja, a distração perfeita que Mia está precisando.
"Abdome não, quadradinhos de luxúria. Cada gomo me fazia cobiçá-lo. Eu queria lamber e morder cada centímetro daquele tronco, com tatuagens e tudo... Especialmente por causa das tatuagens."
Entre sessões de fotos e sexo quente com Tai, Mia vai curtir alguns momentos com sua irmã Mads e sua amiga Gia no Havaí. Nesse mês Mia vai aprender a apreciar o verdadeiro valor da família e da amizade.
        
Maio é o mês de sexo selvagem e praias paradisíacas, além de claro, Mia ter a companhia de Mads e Gin. Assim como Abril, o quinto livro da série foi bem leve e divertido.

Mia continua mantendo contato com Wes *pausa para suspiro*, que por sinal, está aproveitando a vida tanto quanto Mia, mas não podemos culpa-lo, né? A Mia praticamente se assanha para qualquer homem bonito que esteja disposto, e é por isso que as vezes seus ciúmes e atitude em relação ao Wes me irrita um pouco, pois ela fica com ciúmes por ele estar com outra pessoa, praticamente quer que ele se guarde para ela enquanto que ela curte com quase todos os caras dispostos que encontra.
Estou chegando a metade da série, e até o momento a autora conseguiu manter as coisas interessantes, divertidas e quente, muito quente, só espero que ela consiga manter isso até o final da série. Por mais que eu quisesse falar mais, acontece que as obras são curtíssimas e não quero entregar mais do que devo.

Resenhado por,
Sharon Alves