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Resenha #317: A Máquina de Goldberg - Vanessa Barbara & Fido Nesti

Título: A Máquina de Goldberg
Autor: Vanessa Barbara
Ilustrações: Fido Nesti
Editora: Quadrinhos na Cia.
Edição: 1
ISBN: 978-8535921809
Gênero: Quadrinho brasileiro
Ano: 2012
Páginas: 112

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Avaliação: 



RESENHA



Vanessa Barbara em parceria com Fido Nesti se juntaram na produção do quadrinho A Máquina de Goldberg, publicada em 2012 pelo selo Quadrinhos na Cia., da Companhia das Letras. A obra traz o garoto Getúlio, que gosta de punk rock, é asmático, tímido e sofre bullying por ser acima do peso e antissocial na escola em que estuda. 

Para tentar fazer com que o filho se entrose mais com outros colegar, ele é obrigado pela mãe a passa as férias no acampamento de inverno Montanha Feliz, um lugar do qual Getúlio não sente a menor vontade de ir porque encontra as pessoas que não gostam dele, inclusive um dos professores de ginastica que é extremamente perverso com Getúlio. Para o garoto "Duas semanas no acampamento de inverno. É como três anos sem chocolate." (p.9). Mas as coisas no acampamento ganha um novo tom quando o jovem conhece o velho zelador Leopoldo que é obcecado por construir geringonças conhecidas como Máquinas de Goldeberg - que tem por objetivo complicar ao máximo uma tarefa simples, no caso, uma vingança.

Quem conhece o estilo da Vanessa Barbara, perceberá aqui que o texto é realmente seu. Ela tem essa característica de trazer em suas histórias situações peculiares e cheias referências e de detalhes curiosos. Aliados ao traço de Fido Nesti, temos uma HQ divertida e engraçada, rica em máquinas de Goldberg que nos deixam por longos minutos vendo as configurações do desenhos que vai seguindo uma ordem de desastres organizados resultando num efeito dominó que realizará uma simples tarefa, como colocar ração para um gato.
Uma das principais mensagens dessa obra, a meu ver, é sobre o papel da vingança na vida das pessoas. Porque temos um garoto introspectivo que sofre pelo meio social e um velho que, por um trauma do passado nunca esquecido planeja, por longos anos, uma forma de retribuir a humilhação que lhe fizeram. Não consigo ver isso como algo ruim já que histórias similares existem em nossa sociedade. Não que isso seja a forma certa de lidar, como diria Seu Madruga, "Não há nada mais feio do que a vingança. A vingação nunca é plena mata a alma e a envenena.", mas a vingança é uma consequência, e como as máquinas de Goldberg, sempre haverá uma reação (podendo ser uma vingança, ou um perdão). Os autores resolveram então trabalhar isso no quadrinho e ficou bem cômico e ao mesmo tempo é uma forma de mostrar que quem tá por baixo pode um dia mudar esse quadro.

A leitura de A Máquina de Goldberg é altamente recomendada para momentos chatos do dia em que não temos o que fazer e que certamente trará divertimento ao nosso dia.
Boa leitura!



Até logo,
Pedro Silva

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