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Sábado com Desventuras em Série #11: A Gruta Gorgônea - Lemony Snicket

Título: A Gruta Gorgônea
Autor: Lemony Snicket
Ilustração: Brett Helquist
Tradução: Ricardo Gouveia
Editora: Seguinte (Companhia das Letras)
Edição: 1 (reimpressões)
ISBN: 9788535907025
Gênero: Ficção / Aventura / Juvenil
Ano: 2005
Páginas: 288
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Avaliação: 




Resenha


O décimo primeiro livro de Desventuras em Série, A Gruta Gorgônia, vem seguindo com a tentativa do autor em manter o leitor longe o máximo possível desta história. Agora, Lemony Snicket se vale do ciclo das águas para deixar o leitor enfadado e cansado a fim de fazê-lo dormir e não prestar atenção nos infortúnios dos os órfãos Baudelaire, Violet, Klaus e Sunny.

A Gruta Gorgônia começa com os irmãos descendo pelo tobogã de gelo nas Montanhas Mão-Morta e sem saber o que lhe esperam no final do percurso. Mas acabam sendo salvos das águas violentas pelo submarino Queequeg que se eleva das  águas. É onde eles conhecem o capitão Andarré, amigo de seus país, a enteada dele chamada Fiona e reencontram Phil, já conhecido da Serraria Alto-Astral em Paltryville. Em busca do misterioso açucareiro, eles navegam até chegar à Gruta Gorgônea, um lugar infestado de venenosos cogumelos letal. Mais uma vez, os irmãos vão precisar de coragem e determinação para escapar das garras de seu carrasco, que só torna as suas vidas mais tristes a cada livro.
Muitos mistérios são revelados mais uma vez, e o quebra cabeça criado ao longo dessa história parece caminhar para uma solução logo em breve. O destaque da obra mais uma vez vai para a pequena Sunny, que é a personagem que mais se mostra crescer dentro da série. Por outro lado, novos personagens aparecem e alguns já conhecidos, como o Mãos de Gancho, acabam ganhando uma nova perceptiva através de seu passado e entrelaçamento com os novos. E é bem interessante de acompanhar essas ligações que o autor consegue fazer.

Lemony Snicket segue nos dando uma ótima narrativa, rápida e cheia de aventuras que deixa o seu leitor intrigado e ao mesmo tempo curioso pelo que virá a seguir. Porém, ele não entrega tudo de uma vez, e suas tentativas de fazer o leitor desistir acaba se tornando algo cansativo de acompanhar (o intuito está funcionando). É preciso persistir para continuar a leitura da saga e creio que pela curiosidade que ele deixa, é impossível abandonar sem chegar a última página.


Referências:

O nome dado ao submarino Queequeg é referência ao personagem homônimo do romance "Moby Dick", escrito por Herman Melville. 


  • Os poemas "A Morsa e o Carpinteiro", de Lewis Carroll, e "A Terra Desolada", de T.S. Eliot, são constantemente mencionados e de fundamental importância neste livro.
  • Alguns poetas famosos são mencionados como Elizabeth Bishop, Charles Simic, Samuel Taylor Coleridge, Franz Wright, e Daphne Cottlieb.
  • Em certo momento Sunny pronuncia a palavra "Hewenkella", uma provavelmente referência à escritora Helen Keller.
  • O poema "Minha última duquesa", de Robert Browning, é discutido quando Klaus relata suas descobertas a partir do livro que ele encontrou, Clarificação de Sibilinos Cantares.


Até logo,
Pedro Silva.

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