Nos siga no Instagram! TOP 5: coisas para se fazer em um dia de tédio Desventuras em Série #1: Mau Começo - Lemony Snicket Resenha #229: Era dos Extremos - Eric J. Hobsbawm
0

Sábado com Desventuras em Série #8: O Hospital Hostil - Lemony Snicket

Título: O Hospital Hostil
Autor: Lemony Snicket
Ilustração: Brett Helquist
Tradução: Ricardo Gouveia
Editora: Seguinte (Companhia das Letras)
Edição: 1
ISBN: 9788535904512
Gênero: Ficção / Aventura / Juvenil
Ano: 2004
Páginas: 232
Adquira seu exemplar aqui!
Adicione esse livro ao Skoob.

Avaliação: 



RESENHA


Após os acontecimentos terríveis de "A Cidade Sinistra dos Corvos", como se não bastasse as garras do conde Olaf, os irmãos Baudelaire acabam sendo acusados erroneamente de assassinos de Jacques Snicket. Foragidos da autoridades e com os seus rostos estampados no jornal O Pundonor Diário, a única saída deles é se disfarçarem no Hospital Heimlich, um hospital inacabado e com uma biblioteca de arquivos, onde as crianças esperam encontrar mais informações sobre o incêndio que devorou os seus pais e levou aos infortúnios de suas vidas. 
Até mesmo quando eles acham que estão livres de seu carrasco, o mesmo dá um jeito de achar as crianças com seus planos malignos e perversos. Aqui, caberá à Klaus e Sunny a tarefa de livrar Violet da morte e assim escaparem das mãos do conde Olaf.

"O Hospital Hostil" é o oitavo livro da saga "Desventuras em Série", aqui, o conde Olaf se mostra mais perverso e raivoso, a ponto de não medir esforços para acabar com os irmãos. Para isso, ele conta com a ajuda de seus capangas e de sua namorada Esmé Squalor. Mas na mesma medida, os órfãos estão mais inteligentes e ágeis no combate ao inimigo.

Poucos fatos foram revelados sobre as iniciais C. S. C. e sobre o incêndio. Mas um detalhe descoberto reacendeu as esperanças dos irmãos e espero muito que isso seja real, porque se o autor estiver brincando com o leitor como sempre faz, será uma esperança muito triste caso não haja verdade.

A leitura continua fluida e com capítulos curtos, embora os volumes esteja engordando aos poucos. A formula tá levemente sendo alterada, mas ainda sabemos que o conde aparece e as crianças se safam como nos anteriores. Será que no nono irá mudar? 

No geral, foi uma leitura divertida e agradável, mas com alguns momentos de raiva dos adultos que são verdadeiros bobocas nessa história. 

Referências:

Temos menções à dois escritos, respectivamente um russo e um japonês:  Mikhail Bulgakov e Haruki Murakami.

No hospital há vários pacientes internados que recebem o nome de personagens de alguns romances clássicos como:
Cynthia Vane, do romance "As Irmãs Vane", de Vladimir Nabokov.
Emma Bovary, do romance "Madame Bovary", de Gustave Flaubert.
Clarissa Dalloway, udo romance "Mrs. Dalloway", de Virginia Woolf.


E você, o que achou do oitavo livro de "Desventuras em Série?"

0

Resenha #262: O Louco de Palestra - Vanessa Barbara

Título: O Louco de Palestra & Outras Crônicas Urbanas
Autor: Vanessa Barbara
Editora: Companhia das Letras
Edição: 1
ISBN: 9788535924619
Gênero: Crônicas
Ano: 2014
Páginas: 200

Adquira seu exemplar aqui!
Adicione esse livro ao Skoob.

Avaliação:  




RESENHA


O Louco de Palestra e outra crônicas urbanas reúne cerca de 60 crônicas escritas pela Vanessa Barbara para alguns veículos de comunicação que ela trabalhou, como Brasil Econômico, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, Piauí e até mesmo para o blog da Companhia das Letras. A obra foi publicada em 2014 e os textos foram escritos ao longo de 2010 a 2013.
Os temas que a jornalista trabalha são bem diversificados. Ela dividiu as crônicas em três categorias. Na primeira parte chamada "Mandaqui e sua lógica", Vanessa recorda os momentos no bairro de São Paulo onde nasceu e se criou e vai destrinchando as peculiaridades desse bairro. Pelos escritos, dá pra sentir o seu amor e orgulho por esse lugar. 

A segunda parte, "Eu não entendo", a autora se mostra mais questionadora acerca do que está em sua volta, trazendo à tona discussões como a filosofia sacolejante e seu amor por meios de trasportes coletivos. Ela fala muito da rotina em ônibus, do aperto, da inclusão de tevês dentro dos ônibus, das conversas paralelas e que são audíveis por todos (mesmo que haja falhas na mensagem), faz descrições dos trajetos que as linhas fazem, traz textos irônicos sobre um grafite e manifestações e descreve aquele sujeito inconveniente que sempre existiu nas palestras. 

Já na ultima e terceira parte do livro, "Continuo não entendendo, só que em cantonês.", a autora faz o mesmo que fez em "O livro amarelo do terminal", só que em uma crônica sobre o o Aeroporto Internacional de Guarulhos. Escreve sobre esporte e escreve sobre a viagem feita à China para o Festival Literário de Macau e os impasses para chegar ao Japão.

Como puderam ver, é um livro bem diversificado como o gênero crônica é. A autora possui um texto muito irônico e um humor perspicaz divertido de se ler. Além de sua escrita, diferente, seus temas são muito peculiares e por isso mesmo, originais. Sendo assim, é muito difícil já ter pensado em algo que ela escreveu em "O Louco da Palestra". 
Para quem gosta de um texto leve e muito despretensioso ou se já leu outras coisas da Vanessa Barbara, tá aí uma ótima pedida tanto para conhecer sua obra, quanto se aprofundar em seu pensamento. Certamente irá lhe agradar.
0

Resenha #261: A Festa de Aniversário & O Monta-Cargas - Harold Pinter

Título: A Festa de Aniversário & O Monta-Cargas
Autor: Harold Pinter
Tradução: Alexandre Tenório
Editora: José Olympio
Edição: 1
ISBN: 9788503012836
Gênero: Teatro
Ano: 2016
Páginas: 176

Adquira seu exemplar aqui!
Adicione esse livro ao Skoob.

Avaliação: 






RESENHA


Harold Pinter foi um poeta, ator, dramaturgo e roteirista britânico. Em 2005 venceu o venceu o Prêmio Nobel de Literatura. Pela primeira vez, a  editora José Olympio reúne duas peças que foram escritas em 1957 desse autor conhecido por criar um clima de angústia latente em suas obras.

Na primeira e mais longa das peças intitulada  "A Festa de Aniversário", Stanley Webber, o único hospede da pousada à beira-mar comandada pelo casal Petey e Meg, recebe a visita de dois desconhecidos que passam a interrogar Stanley. A tranquilidade do local passa a mudar quando eles resolvem fazer uma festa de aniversário para comemorar mais um ano de vida do inquilino.

Já em "O Monta-Cargas", nos deparamos com um grande dialogo entre dois pistoleiros (Gus e Ben) que aguardam sua próxima tarefa em um quarto de porão em Birminghan com seus revólveres nos coldres.

Particularmente, eu não gostei de nenhuma das peças, ao menos aqui no texto posso confirmar que não foi uma experiencia muito interessante. Talvez na execução, ela funcione melhor. O que senti foi que não havia um enredo em si plausível para sustentar o que os diálogos dos personagens e principalmente suas atitudes são jogadas ao longo do livro sem nenhum tipo de explicação, como se fossem ocultas, proporcionalmente, do leitor, todo o jogo que há por trás dos atos. E eu particularmente senti que ao final das duas peças, foi como se o texto não tivesse surtido efeito nenhum em mim. 

Em A Festa de Aniversário fica oculto o motivo dos estranhos estarem atrás de Stanley, assim como não sabemos como ele foi parar naquele lugar e o que aconteceu logo em seguida. Já na segunda peça, "O Monta-Cargas", é uma leitura absurda, você tem que imaginar o que está acontecendo e ler entre as linhas. 

Como disse, com a leitura dessas peças, não consegui me envolver tanto com as situações e muito menos personagens. Foi tudo muito desprendido e solto no ar, a ponto de deixar sem onde se apegar. Creio que ambas as peças funcionem melhor no palco, com as expressões dos atores e tudo mas em nossa frente. Talvez, no fundo, essas obras não tenham sido escritas para serem entendidas, e sim sentidas. O que não aconteceu comigo!

Esta foi a minha primeira experiência com o teatro do absurdo, e devo dizer que não gostei tanto. Preciso ler outras coisas para ver se mudo de opinião, mas ainda assim, se você tiver interesse em ler as obras, acho que por curiosidade vale à pena, ao menos pra tentar descobrir o porquê desse autor ter sido laureado com o prêmio Nobel e também o motivo de suas obras serem estudadas mundo afora. 

E você, já leu algo do teatro do absurdo? O que recomenda?

Até logo
Pedro Silva.

0

Resenha #260: Farmácia Literária - Ella Berthoud & Susan Elderkin

Título: Farmácia Literária
Autoras: Ella Berthoud & Susan Elderkin
Tradução: Cecília Camargo Bartalotti
Editora: Verus Editora
Edição: 1
ISBN: 9788576862864
Gênero: Biblioterapia / Guia de leitura
Ano: 2016
Páginas: 376

Compare e adquira seu exemplar aqui!
Adicione esse livro ao Skoob.

Avaliação: 



RESENHA

Já imaginou que você pode ter uma farmácia em casa da qual nem se dava conta? Isso mesmo, a sua biblioteca pode conter as doses preciosas para a cura de alguns males. A obra "Farmácia Literária" lista algumas títulos da literatura mundial eficazes no auxilio a sofrência.
Ella Berthoud e Susan Elderkin, (que se conheceram quando estudavam literatura inglesa na universidade de Cambridge) se juntaram para acabar com doença e males que assombram o ser humano. Sejam dores do coração ou dores de cabeça; dor emocional ou dor física, essas duas mulheres tem a solução. Elas usam um conceito chamado de biblioterapia, consistente na prescrição de material literário com função terapêutica e muito usada para combater transtornos psíquicos e emocionais.  

São mais de 400 obras listadas que vão de clássicos à contemporâneos. "Farmácia Literária" é organizado por males em ordem alfabética e dependo do seu problema, elas indicam de um a três livros com o mesmo tema que podem ser úteis no combate à "doença" que lhe assola.

Você pode combater a dificuldade de falar com o livro "Menino de Lugar Nenhum", do David Mitchell. Ou  se você precisa cuidar de alguém com câncer, o recomendável é ler "O Chamado do Monstro", de Patrick Ness. Tá com o coração partido? Recomenda-se ler "Jane Eyre", de Charlotte Brontë e assim por diante. Claro que não é só as obras indicadas, sempre acompanha uma "receita médica" com os motivos uma resenha da obra dando enfoque ao problema central.

O livro não é apenas composto dessas indicações, mas também são inseridas listas com melhores livros para chorar, romances fantásticos, livros para levantar o astral, livros para a adolescência, ou para ler na fase adulta e muitas outras. Ainda é possível encontrar males associados a leitura, como medo de começar, medo de calhamaços e não saber quais livros levar para as ferias, afinal, todo leitor quer levar sua estante para as férias (mesmo que sejam férias curtíssimas).

É um livro necessário para amantes de livros que falam sobre livros e mesmo que você não vá ler de cabo a rabo de uma vez, você pode usá-lo para consultas periódicas de acordo com o seu humor e necessidades. Mas se optar por lê-lo, certamente irá ser agradável conferir as dicas das autoras e conhecer novas obras.
A edição da Verus Editora está bem caprichada. As folhas são amareladas, com a diagramação bem organizada, facilitando o acesso as doenças em ordem cronológica, além de contar com índices de autores, títulos, listas e males. Vale lembrar que essa edição nacional foi recheada com obras brasileiras como Machado de Assis, Milton Hatoum e Guimarães Rosa (senti falta das autora brasileiras nessa inserção).

Até logo,
Pedro Silva

0

Resenha #259: A Garota do Calendário - Outubro - Audrey Carlan

Título: A Garota do Calendário - Outubro
Autor: Audrey Carlan
Tradução: Andréia Barboza
Editora: Verus Editora
Edição: 1
ISBN: 9788576865315
Gênero: Romance estrangeiro / Romance Erótico
Ano: 2016
Páginas: 160

Compare e adquira seu exemplar aqui!
Adicione esse livro ao Skoob.

Avaliação: 



RESENHA


Outubro é início de uma nova jornada para Mia, com sua dívida paga, e sem a necessidade de ser acompanhante de luxo, Mia é contratada para fazer um quadro em um programa de televisão chamado Vida Bela, e para sua surpresa esse pode ser o início de uma nova carreira promissora na sua vida.
Apesar da nova oportunidade em uma carreira dos sonhos, o foco de Mia está em ajudar Wes a superar o trauma do que passou enquanto estava em cativeiro. Após o sequestro Wes ficou quebrado e com um trauma profundo, ele sofre terrores noturnos e é assombrado pelas memorias de seus companheiros de trabalho sendo mortos e torturados, e apenas o amor e a dedicação de Mia que pode ajudá-lo a superar essa terrível experiência.

Essa foi a com certeza a leitura mais intensa, saber o que o Wes passou realmente parte o coração de qualquer leitor, a Mia subiu ainda mais no meu conceito por ter lutado tão duro pelo que acredita.
A única coisa que me incomodou um pouco nesse livro foi as cenas hot, não por ter cenas hot, mas sério, para um livro tão sentimental que deveria ser o do mês de Outubro a autora puxou um pouco demais a cordinha do sexo, então acho que forçou um pouco a barra nesse quesito.


Resenhado por:
Sharon Alvez


0

Resenha #258: A Garota do Calendário - Setembro - Audrey Carlan

Título: A Garota do Calendário - Agosto
Autor: Audrey Carlan
Tradução: Andréia Barboza
Editora: Verus Editora
Edição: 1
ISBN: 9788576865308
Gênero: Romance estrangeiro / Romance Erótico
Ano: 2016
Páginas: 144

Compare e adquira seu exemplar aqui!
Adicione esse livro ao Skoob.

Avaliação: 



RESENHA


Após correr de volta para Vegas para poder cuidar de seu pai, que teve uma piora grave em seu estado de saúde, Mia acaba furando com o cliente do mês, e ao invés de estar recebendo uma grande quantia que iria ajudá-la a pagar a dívida de seu pai, ela acaba tendo de pagar uma multa de 200 mil dólares por não informar ao cliente que não poderia realizar o serviço.
Enquanto que nos últimos dois meses Mia teve várias alegrias, parece que setembro é o mês da merda bater no ventilador, e é quando as coisas começam a ficar ruins para ela, começando com Blaine que não aceita o atraso no pagamento da dívida e ameaça a vida de Mia caso ela não pague a quantia acordada, além disso ela recebe mais uma notícia terrível que a deixa muito abalada.

A cada página desse livro tenho certeza que você vai aperta-lo com mais força e desejar ser tão forte quanto a Mia conseguiu ser nesse livro, pois as coisas que acontecem não são coisas fáceis de lidar, mas a Mia mostrou que não apenas evoluiu muito ao longo dos últimos meses, como também amadureceu verdadeiramente e que é uma mulher de garra.
Escrever as resenhas desses livros é quase como desviar de balas ao estilo Matrix, não é fácil controlar a língua para não soltar spoilers, então só posso dizer que depois de junho as coisas começam a acontecer, e não é pouca coisa! Setembro com toda certeza não foi um bom mês para Mia, então só posso desejar que outubro venha como um arco-íris depois da tempestade e que a Mia possa superar os últimos acontecimentos.

Resenhado por:
Sharon Alvez




0

Resenha #257: A Garota do Calendário - Agosto - Audrey Carlan

Título: A Garota do Calendário - Agosto
Autor: Audrey Carlan
Tradução: Andréia Barboza
Editora: Verus Editora
Edição: 1
ISBN: 9788576865292
Gênero: Romance estrangeiro / Romance Erótico
Ano: 2016
Páginas: 160

Compare e adquira seu exemplar aqui!
Adicione esse livro ao Skoob.

Avaliação: 



RESENHA


Depois de seu mês com um cantor caliente, em agosto Mia é enviada para Dallas, no Texas, e seu trabalho é se passar por irmã de Maxwell, um cowboy lindo e magnata do petróleo, que para poder herdar o império de seu pai precisa cumprir alguns requisitos de seu testamento, e é exatamente nisso em que Mia deve ajudá-lo.

Usar seus talentos de atriz para fingir ser irmã de Max deveria ser fácil, mas Mia acaba realmente desejando que essa farsa fosse verdade, pois a ideia de ter um irmão como ele se torna cada vez mais atraente.

Nesse mês Audrey decidiu brincar com nossos sentimentos, mas calma, foi de uma maneira boa, pois em agosto Mia descobre que as vezes mesmo caminhos tortos conseguem nos levar a algum lugar bom e surpreendente.

Porém nem tudo são flores, e o pai de Mia sofre uma piora em seu estado de coma, e então ao invés de saber quem será seu próximo cliente, Mia pega o primeiro voo que consegue para ver seu pai, mas o estado crítico de saúde de seu pai não é a única coisa “bombástica” que acontece.

Se no começo dessa jornada eu pensava que os livros não passariam de apenas aventuras quentes de uma acompanhante de luxo, vos digo meus amigos, que a autora conseguiu tornar a história de Mia mais do que apenas algumas cenas quentes com caras mais quentes ainda e que a cada livro ela me surpreende e me prende ainda mais a história.


Resenhado por:
Sharon Alvez



0

Resenha #256: A Garota do Calendário - Julho - Audrey Carlan

Título: A Garota do Calendário - Julho
Autor: Audrey Carlan
Tradução: Andréia Barboza
Editora: Verus Editora
Edição: 1
ISBN: 9788576865285
Gênero: Romance estrangeiro / Romance Erótico
Ano: 2016
Páginas: 144

Compare e adquira seu exemplar aqui!
Adicione esse livro ao Skoob.

Avaliação: 



RESENHA



No mês de julho o cliente da vez é Anton, um sexy cantor latino, e o pano de fundo é a bela cidade de Miami. Contratada para fazer um clipe de hip-hop, Mia deve afiar suas habilidades de dança, que são basicamente inexistentes, para conseguir fazer seu trabalho, então ela vai ter que aprender a dançar!

Esse livro foi legal e divertido, mas estaria mentindo se não falasse que acho que a autora deu pouco atenção a certo acontecimento traumático que ocorreu com a Mia no livro anterior, porém, uma notícia boa é que nesse livro temos nossa santa dose de Wes que com certeza vai ajudar Mia a superar as coisas.

A cada livro que passa se torna mais difícil falar muito sobre a história. Pelo fato de o livro ser tão curto, falar muita informação acaba sendo um baita de um spoiler, então como estou tendo cuidado com isso acaba não tendo muito o que falar, mas posso afirmar que até o momento esse foi o melhor livro, digamos que as coisas estão finalmente se encaminhando para nossa Mia.

Audrey conseguiu fazer com a Mia tirasse um ensinamento de cada cliente, e a cada mês que passa podemos ver um crescimento na personagem. Agora, na metade do caminho, estou ainda mais ansiosa para saber como será o desenvolvimento da Mia na reta final da história.

Resenhado por:
Sharon Alvez


0

Resenha #255: O Androide - Paulo de Castro

Título: O Androide
Autor: Paulo de Castro
Editora: Novos Talentos da Lit. Brasileira (Novo Seculo)
Edição: 1
ISBN: 8542808126
Gênero: Romance brasileiro / Ficção Cientifica
Ano: 2016
Páginas: 256

Adquira seu exemplar aqui!
Adicione esse livro ao Skoob.

Avaliação: 





RESENHA



O que pode ser considerado mais humano que a habilidade, ou até mesmo necessidade, de se questionar sobre qual o “sentido da vida”? Todos nós provavelmente passamos ou passaremos em algum momento de nossas vidas por uma situação que nos faz pensar, para que existimos? Por que existimos? Qual nosso objetivo na Terra? Tá, talvez você nunca tenha se questionado tanto mas com certeza já ouviu esse questionamento algum dia, e é esse questionamento que se repete várias vezes durante toda a história de Androide, e surpreendentemente não é feito por humanos, mas por máquinas.

Androide conta a história de um futuro distópico onde a tecnologia evoluiu ao ponto de criar robôs e androides pensantes, no entanto algo deu errado e um destes androides se revoltou começando uma guerra do “Homem contra a máquina” que infelizmente a raça humana perdeu. A maior parte do livro se passa séculos depois do fim da guerra, os humanos estão extintos e o responsável pela guerra domina a Terra com tirania, exterminando qualquer robô que não esteja sob seu controle.

Como é de se esperar existe uma resistência, não são todos os androides que se ressentem da raça humana, no entanto não estão organizados, são apenas fugitivos vivendo escondidos em ferros-velhos, com medo e sem confiar em ninguém. Alguns afetados por um vírus perderam toda a razão, outros estão perdendo aos poucos por não conseguir encontrar um objetivo pra sua vida, afinal, todos são (ou somos) programados para algo na vida e será que vale a pena viver quando não se pode cumprir esta “programação”? 

O “protagonista”, androide JPC-7938, passava por este questionamento diversas vezes por dia durante os séculos que viveu escondido tentando preservar sua existência e usando suas habilidades de médico sempre que uma oportunidade surgia, afinal fora pra isso que ele foi programado. Um dia algo muda sua rotina perfeitamente calculada e tudo foge das probabilidades previamente pensadas e revistas, e então JPC-7938 se vê com uma escolha em suas mãos metálicas, será ele capaz de reviver a raça humana? Seria uma máquina capaz de se tornar um profeta divino? “Poderia a máquina ser esse Deus, dando vida de novo aos homens?”.
Paulo de Castro brinca com a raça humana e suas dúvidas mais profundas, ele brinca com o sentido da vida e sai impune pois ele faz isso de uma maneira incrível, fazendo com que máquinas questionem sua própria “humanidade”, e o que é afinal ser humano.

Uma coisa que achei incrível neste livro é que ele é brasileiro, no sentido que você está acostumado a ler ficções e distopias onde a Casa Branca é atacada, ou a Estátua da Liberdade é destruída, sempre o foco da ação é nos Estados Unidos ou até mesmo na Europa, mas este se passa no Brasil e é muito estranho mas satisfatório ver os personagens falando “vamos pra Minas Gerais” ou coisa do tipo, achei um ponto a mais pro livro com certeza.
A diagramação do livro ficou ótima, a capa é muito linda com verniz localizado. Além disso, a editora fez um bom trabalho na diagramação, com letras em tamanho ideal para que a leitura seja bastante confortável.

Apesar da leve confusão no início do livro, Androide é um excelente romance brasileiro é uma excelente alternativa de leitura para 2017.

Resenhado por:
Maria Clara Donato.


0

Sábado com Desventuras em Série #7: A Cidade Sinistra dos Corvos - Lemony Snicket

Título: A Cidade Sinistra dos Corvos
Autor: Lemony Snicket
Ilustração: Brett Helquist
Tradução: Ricardo Gouveia
Editora: Seguinte (Companhia das Letras)
Edição: 1
ISBN: 9788535903928
Gênero: Ficção / Aventura / Juvenil
Ano: 2003
Páginas: 232
Adquira seu exemplar aqui!
Adicione esse livro ao Skoob.

Avaliação: 



RESENHA


Em "A Cidade Sinistra dos Corvos", sétimo livro da série, o Sr. Poe decide, através do program "É preciso uma cidade para educar uma criança." que as crianças deverão ser criadas por uma cidade inteira. Sendo assim, ele deixa os irmãos decidirem em qual cidade vão morar. É quando eles veem a primeira vez a cidade chamada de C.S.C., que é a siglas que os irmãos Quagmire descobriram ser um terrível segredo e que tem relação com o tirano conde Olaf.

Mas ao chegar em C.S.C., Klaus, Violet e Sunny se frustam porque terão que ser responsáveis pela limpeza da cidade e por todas as tarefas de seus moradores. Lembrando que C.S.C é uma cidade repleta de corvos e que são tratados como as vacas na Índia. Eles contaram com a ajuda do factótum Hector nas atividades, além irem morar com ele.

Todo cuidado é pouco na busca pelo significado dessa sigla que aparentemente está envolvida com os nascedios que ocorreram, além do mais começam a aparecer pequenos poemas dísticos que dão pistas de onde os trigêmeos estão escondidos sob as garras do conde Olaf e sua atual namorada Esmé Squalor. Será que mais uma vez os órfãos irão escapar do seu carrasco?

No sétimo livro da saga dos irmãos Baudelaire temos muito suspense e correria. Aqui, o autor faz uma grande denuncia aos tradicionais costumes que acabaram virando regras e consequentemente, infelizmente, vão contra os direitos humanos. Coisas absurdas que você fica se questionando se em algum lugar ainda fazer coisas do tipo. E pasmem, ainda acontece. Desde um preconceito até mesmo a uma falta de humanidade por que está escrito em algum livro que determinado ato é errado.

A leitura mais um vez é bem fluida e rápida, no entanto, a formula do Lemony Snicket de narrar não muito muito. Ele usa muitas alusões e exemplos em sua narrativa, além de revelar que sente uma verdadeira dor de cotovelo por causa de sua amada Beatrice, que o deixou.
Personagens novos aparecem como o Jacques, Sr. Lesko, Sra. Morrow e Hector, que foi uma boa pessoa para os irmãos (ainda bem), porém, ainda falta muito chão para que os irmãos saibam mais sobre a sigla S.C.S.

Alguns detalhes e referências:

Detetive Dupin é uma referência a um dos personagens mais famosos de Edgar Allan Poe, que também é detetive, C. Auguste Dupin.
A Árvore do Nunca Mais é uma referência à obra "O Corvo", também de Edgar Allan Poe, onde um corvo ficava sempre repetindo: "Nunca mais! Nunca mais!".
Sr. Fagin, que liga para o Sr. Poe no inicio do livro, é uma referencia ao personagem de Charles Dickens no livro "Oliver Twist".

E você, o que achou do sétimo livro de Desventuras em Série?
Lembrando que a série da Netflix saiu ontem, dia 13.

Até logo,
Pedro Silva!

0

Resenha #253: A Livraria Mágica de Paris - Nina George

Título: A Livraria Mágica de Paris
Autor: Nina George
Editora: Record
Tradução: Pete Rissatti
Edição: 1
ISBN:
Gênero: Romance estrangeiro
Ano: 2016
Páginas: 308

Adquira seu exemplar aqui!
Adicione esse livro ao Skoob.

Avaliação: 





RESENHA


A Livraria Maágica de Paris conta a história de Jean Perdu, um livreiro de 50 anos bastante conhecido por ser o farmacêutico literário. Para todas as pessoas ele tem um livro que condiz com a situação que estão vivenciando, seja de um coração partido ou como cozinhar. Mas há um porém: ele não consegue curar a si mesmo.
Há vinte um anos Perdu foi abandonado pela mulher que ele mais amou na vida, Manon, e desde então ele vive uma vida solitária, melancólica, monótona. Entretanto tudo muda quando finalmente consegue ler a última carta que Manon deixou para ele.

E com isso, embarca em uma aventura junto com um aspirante a escritor, Max, que está com bloqueio criativo. Eles viajam com a farmácia literária de Perdu, do rio Sena em direção ao sul dá França, Provence, encontrando novas e antigas pessoas, histórias, experiências e outros. 
O livro conta com algumas diálogos bons, uma escrita leve, porém não conseguiu me cativar tanto quanto eu esperava. A premissa parece ótima mas ainda faltou alguma coisa na história, nos personagens, que não conseguiram ser cativos de uma forma positiva. 

Minhas expectativas foram quebradas quando li esse livro, porém com o pouco que gostei aprendi muito com as mensagens dos diálogos que Perdu dava para seus clientes. E mesmo que não tenha me agradado tanto assim, eu recomendo o livro da Nina George.

Resenhado por:
Sofia Fidelis

0

Resenha #252: As 100 Piores Ideias da História - Michael N. Smith & Eric Kasum

Título: As 100 Piores Ideias da História
Autor: Michael N. Smith & Eric Kasum
Editora: Valentina
Edição: 1
ISBN: 9788558890298
Gênero: Não-Ficção
Ano: 2016
Páginas: 256

Adquira seu exemplar aqui!
Adicione esse livro ao Skoob.

Avaliação: 





RESENHA


Quem nunca teve uma ideia que não deu muito certo? Planejamos tudo em nossa mente, está tudo arquitetado e calculado para sair conforme o combinado, mas na hora da execução o tiro sai pela culatra e acabamos nos frustando. Ou simplesmente dá errado porque nada foi programado. "As 100 Piores Ideias da História", publicado ano passado pela Editora Valentina e escrito pelo publicitário Michael N. Smith em parceria com o jornalista Erick Kasun traz, como o título sugere, as piores roubadas de todos os tempos.
O que seriam essas roubadas? Patentes vendidas porque o criador do produto achava que não tinha futuro (mas teve), ofertas negadas, atores que não quiseram um papel e esse mesmo papel estourou com outro ator. Jogadas de marketing que deram muito certo (embora nem tanto para outras marcas), biscoitos que causam diarreia, bebidas que causavam desgaste dos dentes, a história em torno da sexta-feira 13, cantores que não cantavam, golpe de estado, dentre outras roubadas.

O livro é dividido em 10 partes que categorizam as ideias entre as mais históricas, as de artistas, invenções de produtos, políticos, esportes, estrategias de guerras, cientistas malucos, ideias famosas no noticiários e etc.

É uma leitura muito agradável e recomendável para quem gosta do "Guinness Books", programas de curiosidade e de ter um pouco mais de conhecimento. A leitura flui muito rápido e os autores conseguem escrever em uma linguagem simples e um tanto cômica. Sempre com duas folhas para cada ideia (algumas ilustradas) com a seguinte estrutura: Título, a má ideia, os gênios por trás dela, a sacada aconteceu (data), resumo da ópera, de mal a pior (complicação da ideia), deu no que deu e reflexões posteriores.
O único ponto negativo, e que já era de se esperar pela nacionalidade dos escritores, é que as ideias, em sua maioria, são pertencente aos Estados Unidos (longe de mim dizer que eles são desprovidos de inteligência), mas poderiam se expandir mais e fazer uma divisão mais justa.

A diagramação da Valentina está caprichada: fonte de tamanha bom e fotos que ilustram as ideias em um texto bem organizado. 


Até logo,
Pedro Silva!

0

Retrospectiva literária de 2016 e metas para 2017!

Olá, leitores. Tudo bem?

Sei que estou um pouco atrasado, mas nunca é tarde para criar metas e tentar fazer de 2017 um ano repleto de leituras maravilhosas. Por isso, vim comentar como foi meu 2016 em termos literários e o que espero do ano que já começou (assim como fiz no inicio do ano passado: link)

Click na imagem para conferir todas as minhas leituras


Foram 97 livros lidos mais cinco releituras de Desventuras em Série. Um pouco menor do que o ano passado, mas mesmo assim, um número satisfatório. Lembrando que o que realmente importa é a qualidade, e não quantidade, tanto é que nem coloquei metas numéricas para o ano passado.

Minhas metas para 2016 eram ler mais autores que escrevem em língua portuguesa (#LeiaNossaLíngua), voltar com a dieta literária e com a TBR. Falhei nessas duas últimas mais uma vez, no entanto, fui até bem em ler autores de língua portuguesa.

Leia nossa língua


Foram 44 livros, 45 autores conhecidos (em Destino Poesia conheci a escrita de cinco autores e li autores mais de uma vez). A maioria foram brasileiros e portugueses, mas ainda quero expandir para outros países.
Destaques:


  • Valter Hugo MãeO filho de Mil Homens - (+)
  • A Máquina de Fazer Espanhóis - (+)
  • Jorge Reis-Sá: A Definição do Amor - (+)
  • Maria Valeria Resende: O Voo da Guará Vermelha - (+)
  • Fernando SchellerO amor segundo Buenos Aires - (+)
  • Adalgisa Nery: Neblina - (+)
  • Marilia Arnaud: Liturgia do Fim - (+)
  • Daniel Galera: Meia-Noite e Vinte - (+)


Leia Mulheres

Ainda não foi a vez das mulheres dominarem a minha lista de leituras. Mas essa não era a meta, o que eu quero é sempre conhecer mais mulheres escritoras e esse ano foram 40 leituras de mulheres. Ponho em destaque as seguintes (além das já mencionadas na categoria anterior):


  • Elena Ferrante: A Filha Perdida - (+)
  • Noelle Stevenson: Nimona - (+)
  • Vanessa Barbara: O Livro Amarelo do Terminal (ainda a resenhar)
  • Alice Walker: A Cor Púrpura - (+)
  • Adriana Lisboa: O Sucesso - (+)
  • Virginia Woolf: Profissão Para Mulheres e outros artigos feministas (ainda a resenhar)


Metas para 2017

Espero continuar lendo mais mulheres e mais dos nossos autores. Preciso ainda descobrir escritores e escritoras esquecidos e divulgá-los no intuito de que mais pessoas os conheçam. Além disso, quero me propor a continuar lendo de tudo um pouco; sem limitações ou preconceitos.


Um semestre, seis livros

Motivado pelo Christian Assunção e pela Nanda Lisbôa, resolvi optar por escolher seis obras para os seis primeiros meses do ano, nos segundo semestre opto por escolher mais seis. Foi uma forma justa comigo mesmo, já que um ano é um tempo muito longo e hora e outra perdemos o interesse em tal livro. O segundo semestre virá com renovações e naquele momento saberei o que melhor ler.


➡ Middlesex - Jeffrey Eugenides: Há temos quero ler esse livro. Sempre me interesso por questões de gênero. 
➡ Mrs. Dalloway - Virginia Woolf: Meu caso com a Virginia é "Nunca te li e sempre te amei", porque comprei ao longo dos anos várias de suas obras e até então só li um pouco de sua não-ficção. 
➡ Uma Vida Pequena - Hanya Yanagihara: Desde 2015 quer ler esse romance. Ganhei ano passado da minha amiga Shirley e como ela virá fazer uma visitinha ao nordeste, pretendo ler logo mais. Já separei os lenços.
➡ Atlas de Nuvens - David Mitchell: Esse eu já comecei. Estou por volta da página 150 e amando. A primeira parte foi bem confusa, mas aos poucos as coisas tá se encaixando e cada vez mais pegando ritmo. Assim que acabá-lo, comento com vocês.
➡ Os Miseráveis - Victor Hugo: Clássico que todo leitor sonha em ler. Em relação a ele, pretendo ler apenas o tomo 1, com 1118 páginas, nesse primeiro semestre. Já no segundo semestre, começo a segunda parte. 
➡ Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez: Gabo é um dos meus autores preferidos, li grande parte de sua obra, mas sempre guardei Cem Anos para um momento especial e acho que está mais do que na hora. Sei que vou amar essa leitura porque tudo o que esse homem escreveu é magnifico.


E quais são as metas de vocês para 2017? Deixe um comentário, eu adoraria saber.
Bem, no fim das contas é isso. Nada no bolso e livros nas mãos.

Até logo,
Pedro Silva.