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Resenha #125: Corte de Espinhos e Rosas - Sarah J. Maas


Título: Corte de Espinhos e Rosas
Série: Livro #1
Autora: Sarah J. Maas
Gênero: Fantasia
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501105875
Páginas: 434
Ano: 2015
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Avaliação Pessoal:





RESENHA



“Ela roubou uma vida
Agora deve pagar com o coração"


Anos e mais anos atrás, uma brutal guerra foi travada entre as raças feéricas e os humanos em busca de liberdade. Do meio desta batalha, após diversas perdas para ambos os lados, um tratado foi assinado, um muro elevado e territórios separados, de forma que os feéricos jamais deveriam voltar a se envolver com a humanidade. Dos humanos, apenas medo, rancor e desconfiança restou. O território a eles destinados era escasso, sem meios de tornar sua vida mais fácil. 

É nesta realidade complexa que conheceremos Feyre, filha caçula de um mercador que perdeu toda sua riqueza, sendo que ela teve que assumir as responsabilidades sobre sua família. Tendo prometido no leito de sua mãe, cuidar de todos, ela se torna uma excelente caçadora, ganhando a vida desta forma. Certo dia, porém, durante uma caçada, ela se afronta com um lobo diferente, quase místico. Tendo o rancor e a certeza que a criatura pertence a corte das fadas, Feyre não hesita e ceifa-la a vida. O grande, porém, é a dívida que esta morte vem a lhe custar. A garota é levada de sua casa por uma criatura bestial, que a tranca por trás das muralhas em seu reino. A besta, então, revela-se como Tamlin, o Grão-Senhor da Corte Primaveril, um dos reinos feéricos, cheio de mistério e magia.


Deste envolvimento, Feyre começará a enxergar a raça que odiou por tantos anos de uma maneira diferente, e seus sentimentos por Tamlin podem vir a ser mais do que ela poderia imaginar. Mas uma sombra ainda mais poderosa ronda a felicidade do jovem casal. Um segredo antigo, a realização de uma maldição e os traços de um povo predatório são os termos que irão se mostrar no jogo perigoso e totalmente alucinante que Feyre está prestes a enfrentar. Até onde seu coração iria para proteger aquele que um dia tanto odiou?

Sarah J. Maas retorna ao universo fantástico com uma nova mitologia, novos personagens e um apurado de cenários deslumbrantes, apavorantes e apaixonantes. Em Cortes de Espinhos e Rosas somos guiados por uma rede de eventos bombásticos e românticos que vão envolvendo o leitor conforme sua leitura vai ficando mais asfixiante e densa.


Narrado em primeira pessoa, vamos mergulhar ao fundo na visão de Feyre, uma personagem extremamente cativante. Aos primeiros sinais do romance, nos vemos envolvido não só pela trama que nos cerca, como também pelas dificuldades que a personagem passa. No começo você pode até pensar que aquilo é muito para digerir. Espere, e logo teremos mais. Ao desenrolar da trama, os eventos vão ficando cada vez mais vívidos e mesmo narrado em primeira pessoa, não perdemos um só detalhe de importância. Pelo contrário, a autora soube estruturar bem sua narradora, de forma que ela esteja presentes nas cenas mais relevantes. E alguns momentos, também, nas mais desnecessária. O livro com 432, poderia ter feito o mesmo excelente trabalho com 300. Ao começo, Maas dá muito espaço para o envolvimento amoroso entre Tamlin e Feyre e isto não muda o fato de que o romance em si fica meio ambíguo, tornando-o uma coisa muito crepusculesca. Gosto da estruturação da autora, e me apaixonei por Celaena, protagonista de sua outra série (Trono de Vidro – Também publicado pela Galera Record), mas confesso que me decepcionei um pouco com Corte de Espinhos e Rosas. Logicamente que ao ler a sinopse, ou até mesmo a frase de introdução do livro (aquela no topo da resenha), já se espera um enfoque romântico, só não esperava que Feyre fosse se mostrar uma personagem tão confusa, de forma que sua personalidade oscila, ora para uma mulher destemida, brava e extremamente independente, ora para a mocinha apaixonada, caída aos braços do amado; a mínima princesa em perigo.


Tamlin também é outro personagem ambíguo na trama para mim. Esperava um maior aparecimento dele, ou até atitude, quando percebi que Feyre não era tão independente quanto aparentava ser em algumas cenas. Infelizmente, ao final da trama, quando os papéis se invertem e ele passa a ser a princesa indefesa. Tamlin é um voraz controlado, que esta sempre se martirizando pela culpa que carrega dos erros do passado. Até mesmo a aparência bestial que a Maas deu a suas fadas, remetemos a um visual meio vampiresco, com garras e caninos elevados. 

Rhysand, por outro lado, e Lucien, são dois personagens em particular que me apeguei e não pude deixar de torcer. Ambos irônicos, ácidos, quebrando todos os esteriótipos que os outros venham a mostrar. E apesar de não serem protagonistas, ao meu ver, roubam a cena em diversos momentos e transformam a história em algo muito mais interessante. Rhysand com seu sarcasmos e seus jogos de personalidade, e Lucien com sua ironia e humor depressivamente negro.


O romance mostra uma boa sequência, sem dúvidas, mas o desenrolar dos eventos, devido a muitos detalhes, muitos acontecimentos, tornam a leitura um tanto quanto enfadonha. Poderia ter sido muito melhor se a autora tivesse poupado mais detalhes para a continuação. E embora o final fique aberto a uma sequência, pessoalmente não sei o que esperar de um segundo livro, ou que pontos Maas pretende abordar. Surpreendente? Sim. A autora terá uma maior liberdade, mas também temeroso. Se o foco maior não tivesse sido apenas o romance e sim nos segredos e na sociedade feérica que envolve Corte de Espinhos e Rosas, o livro teria uma leitura muito mais dinâmica e momentos muito mais angustiantes. Uma coisa é certa, porém: os cenários são o ponto chave para a história ser tão magnífica, não só na riqueza de detalhes, como na maneira em que eles ganham toda uma nova visão sobre os olhos de Feyre. Igualmente a edição brasileira, com uma capa linda e colorida, tão charmosa quanto sua trama. Não é um livro ruim, não. É uma leitura muito boa, com toda uma mitologia diferenciada e instigante. Só pecou no exagero de páginas, explorando muito algumas cenas, e outras nem tanto.




2 comentários:

  1. Olá, David..
    O livro parece ser bem legal... Curti esta divisão de território e o mapa no livro. Bem dinâmico! É um livro que chama atenção não só pela bela diagramação, mas pela curiosa história. Fiquei com vontade de conferir a obra.
    Abraço, www.likelivros.blogspot.com

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  2. Que livro envolvente, me arrepiei com a sua resenha eu nunca li nada do tipo, mas fiquei apaixona pela história é daqueles livros que vc não imagina como vai ser o final. VOU LER!

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