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Resenha #81: A mão que me acariciou primeiro – Maggie O’Farrell


Lido em: Junho de 2015
Título: A mão que me acariciou primeiro 
Autor:
 Maggie O’Farrell
Editora: Bertrand Brasil

Gênero: Romance irlandês
Ano: 2015

Páginas: 322

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  Avaliação:    



Resenha:



Após ser expulsa da universidade, Alexandria se vê presa mais uma vez na casa dos seus pais, numa cidade do interior da Inglaterra. Uma moça a frente do seu tempo, ela quer mais que um casamento e virar dona de casa. E em um dia inquieto em meados da década de 1950, Alexandra reflete sobre suas possibilidades, e pensa em ir embora.  


"Um medo horripilante vem se instalando dentro dela furtivamente nesses últimos tempos. O medo de que a oportunidade de alcançar o que mais deseja- que sua vida comece de fato, que adquira algum significado, que passe de um borrão monocromático a um glorioso tecnicolor- passe por ela sem que se dê conta. Medo de não reconhecer essa oportunidade e de deixar que lhe escape.” Pag: 15




Logo ali, na cerca viva, Innes Kent, que estava a procura de um mecânico, a observa, e acaba sendo flagrado. Após uma conversa rápida com Innes, que é editor de uma revista em Londres, Alexandra acaba por ser decidir a respeito da sua vida, e dias depois, se muda para Londres, onde passa a se chamar Lexie. Cercada por novas influências, passa a trabalhar na Elsewhere, revista de Innes, e logo se torna repórter. Mal sabia Lexie, que aquilo seria apenas o inicio das mudanças de sua vida.

Muitos anos depois, na Londres dos dias atuais, conhecemos Elina uma jovem pintora, que acaba de ter um filho, e vive a turbulência das primeiras semanas da maternidade, que acabam sendo agravados por ter tido complicações e uma hemorragia durante o parto, e não se lembrar de nada.  Já para Ted, marido de Elina, a chegada parece ter despertado memórias distantes. 


"Quando pensava em sua infância o que mais se lembrava era da sensação de que a vida acontecia em outro lugar onde ele não estava." Pag:45 

Ted, nunca teve muitas lembranças da infância, e esses flashes de memórias, que ele não sabe de onde são, parecem perturbá-lo. À medida que essas memórias vão vindo à tona, as historias de Elina e Lexie vão se entrelaçando. Essas duas mulheres, separadas por décadas estão ligadas pela arte, a maternidade e segredos, que à medida que vão sendo desvendados emocionam.

A narração é em terceira pessoa, e a leitura é leve e fluida, e os capítulos são intercalados, então, em um estamos com Lexie na Londres de 1950 conhecendo um pouco de suas múltiplas vidas, no seguinte temos Elina e Ted, o que dá muita dinâmica a leitura. No principio imaginamos ser duas historias isoladas, mas logo percebemos que o fatos se entrelaçam, e a cada capitulo ficava mais presa na historia. Embora as partes de Elina acabem se resumindo apenas aos problemas enfrentados no inicio na maternidade, não achei enfadonho, pois a personagem é bastante real, e acabamos por se identificar com Elina, e seus medos. Outra coisa que achei interessante é o fato de o narrador nos alertar sobre acontecimentos que estão por vir, nos deixando presos na narrativa.

"Olhem bem pra ela, ali de pé na calçada. Parece diferente da Alexandra de vestido azul e lenço amarelo, sentada em um toco de arvore no jardim na casa dos pais. Ela passará por várias encanações nessa vida: contém muitas Lexies e Alexandras, uma dentro da outra, como as bonequinhas russas.” Pag:65

Maggie O’Farrel, escreve uma estória muito forte com muita sensibilidade, e emociona bastante. E nos mostra como acontecimentos prosaicos podem marcar nossas vidas para sempre. A Bertrand Brasil caprichou na edição do livro, que possui uma diagramação ótima, com folhas amareladas, com fonte de um tamanho ótimo, o que facilita muito a leitura. A capa por si só já é muito bonita, e foi o que mais me chamou atenção. Além de ser aveludada, e com o titulo em alto relevo. 

Até logo!

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