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Resenhe #303: A Bolsa Amarela - Lygia Bojunga



Título: A Bolsa Amarela
Autor: Lygia Bojunga
Editora: Casa Lygia Bojunga
Edição: 35
ISBN: 8589020037
Gênero: Literatura infanto-juvenil
Ano: 2004
Páginas: 135

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RESENHA


Este livro conta a história Raquel, uma menina em conflito consigo mesma, e com a família, pois tem três grandes vontades que não quer que ninguém saiba. 1) é a vontade de crescer e deixar de ser criança; 2) ter nascido garoto em vez de menina; 3) vontade de escrever. 
“É só a gente bobear que fica burra: todo mundo ta sempre dizendo que vocês é que têm que meter as caras no estudo, que vocês é que vão ser chefe de família, que vocês é que vão ter responsabilidade, que —puxa vida! —vocês é que vão ter tudo. Você quer saber de uma coisa? Eu acho fogo ter nascido menina.” Pag. 17

Raquel precisa urgentemente arrumar um lugar para esconder suas vontades. Ela é aquela criança que ninguém entende, todo mundo acha que ela mente e inventa as coisas. Seus irmãos mais velhos, um irmão, e duas irmãs, não a entendem, os pais vivem brigando, e acham que ela não tem vontade própria. 

A menina acaba por ganhar uma bolsa amarela, onde passa a guardar suas vontades, nomes de personagens, e as historias que escreve. Raquel tem muita imaginação, cria histórias incríveis, e mistura sua vida real, sua família com o mundo inventado. Tem galo que não quer mandar no galinheiro, guarda-chuva que fala uma língua diferente, linha, alfinete, e vontades que crescem fisicamente. 
“Às vezes a gente quer muito uma coisa e então acha que vai querer a vida toda, mas aí o tempo passa. E o tempo é o tipo do sujeito que adora mudar tudo. Um dia ele muda você e pronto: você enjoa de ser pequena e vai querer crescer.” Pag.49
A bolsa amarela é um livro que nos mostra como as crianças se sentem tolhidas perto de “gente grande” que não escutam sua vontades, curiosidades e desejos. E aprendemos que não é porque crescemos que precisamos abandonar a diversão, ternura e sensibilidade.

Esse livro é a prova que Lygia Bojunga sabe escrever livros infantis como ninguém. A história é envolvente, e quando você começa a ler não quer mais largar. Tenho certeza que em algum momento da leitura todo mundo vai se identificar com Raque. Uma ótima leitura para pessoas de qualquer idade. 

Até mais, 
Elidiane


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