Nos siga no Instagram! TOP 5: coisas para se fazer em um dia de tédio Desventuras em Série #1: Mau Começo - Lemony Snicket Resenha #229: Era dos Extremos - Eric J. Hobsbawm
0

Resenha #274: O Menino Feito de Blocos - Keith Stuart

TítuloO Menino Feito de Blocos 
AutorKeith Stuart
Título originalThe boy made of blocks
TraduçãoAna Carolina Delmas
Editora: Record
ISBN9788501108081
Gênero: Ficção 
Edição: 1° (2016)
Ano da obra: 2016
Páginas: 378



Compare e adquira seu exemplar aqui!
Adicione esse livro ao Skoob.



Avaliação:




RESENHA



Mudança. Essa palavra nos assusta inúmeras vezes ao longo da vida. Às vezes uma mudança simples, às vezes uma mudança drástica, o fato é que elas sempre ocorrem. Por mais que nos assustem, mudar é quase uma necessidade, mas mudar por um filho é preciso, se adaptar ao seu mundo é a única forma de se aproximar dele. Principalmente quando ele é autista.
Mas quem, sinceramente, sabe por que fazemos as coisas que fazemos? (Pág. 11)

Alex ama sua família. Mas há oito anos ele tem visto como é difícil cuidar do seu filho Sam. Estar com o Sam é muito complicado, algo mínimo fora do lugar e inesperado pode deixá-lo muito irritado e acalma-lo não é fácil.

Após dez anos de casamento , oito anos dedicados completamente ao Sam, a mulher de Alex , Jody, não suporta ver o marido tão afastado da família, passando horas a mais no trabalho e tentando escapar da responsabilidade de cuidar do Sam. Sendo assim, Alex sai de casa e vai morar com seu amigo Dan, um design muito descolado que dá muito apoio ao Alex. Ao passar dos dias Alex vai percebendo que ele foi o grande problema do "tempo" no casamento dele e começa assim a perceber que ainda á tempo para mudar, e o mais importante que ele quer mudar. Alex vai se aproximando aos poucos de Sam, o visitando semanalmente , até que Jody compre um Xbox para Sam e ele começa a jogar Minecraft e dessa forma , Alex inicia um processo de construção ao lado de Sam, não só construção no jogo, mas também em uma relação de confiança e amor entre pai e filho. Poderia um simples jogo mudar a vida de um pai distante?

Ele é uma pessoa, e em algum lugar em sua mente estão suas próprias idéias, suas prioridades, suas ambições para o futuro. [...] Ele é uma pessoa --- ele quer coisas, quer entender seu lugar no mundo. E o meu dever é ajudá-lo. (Pág 217) 
A buscar por entender o diferente é um dos pontos mais bonitos que encontrei nesse livro. Um pai que adentra o universo do filho para se aproximar dele.

Com uma escrita divertida e leve, Keith Stuart nos mostra uma relação paterna sendo construída a partir de blocos em um jogo, fazendo-nos refletir sobre a importância de se doar para quem amamos. O livro traz em sua temática o espectro autista, mas percebemos que o autor , além disso, quer nos mostrar o quão ser diferente é difícil, quando as pessoas ao nosso redor não compreendem a razão de sermos como somos. Devo dizer o livro me surpreendeu de forma bastante positiva, pois o enredo apresenta uma carga muito reflexiva sobre mudança. Temos um protagonista que por conformismo, "ignora" o estado do filho por oito anos deixando todo o peso sobre os ombros da sua mulher até que depois de uma brusca "separação" começa a repensar seus conceitos e atitudes, o que acarreta uma mudança significativa em sua vida e na vida dos que o cercam.

É assim que acontece com a gente: inúmeras vezes temos que sofrer um impacto para podermos parar e refletir. A diagramação é bastante confortável e a leitura bem fluída a capa é simples com cores suaves, nada muito inovador.
Uma obra sobre mudar não somente pelo outro, mas para também encontrar a si mesmo em meio a mudança, O Menino Feito De Blocos é uma narrativa que vai além da relação entre pai e filho, e mostra que sempre existe tempo de mudar e fazer aquilo que se deseja, em qualquer área das nossas vidas.

Para aqueles que têm medo do novo, que tem medo de se arriscar , os convido para conhecer a história de superação de um pai que encontrou na diferença do seu filho um motivo para mudar e seguir em frente, mesmo com receios e marcas do passado.
Enfim, é um começo. E é onde a vida parece estar nesse momento: cheia de começos, ao invés de finais. (Pág. 301)


Resenhado por:
Ítalo Bernardo 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentário!