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Resenha #288: Férias No Acampamento Pikachu - Alex Polan


TítuloFérias No Acampamento Pikachu
Autores: Alex Polan
Tradução: Edmo Suassuna
Editora: Valentina
Edição: 1
ISBN: 9788558890335
Gênero: Ficção infanto-juvenil
Ano: 2017
Páginas: 104

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Lançado no final do ano passado, 'Férias No Acampamento Pikachu' é um infanto-juvenil voltado para crianças que estão no começo de suas vidas como leitores. Na obra, as crianças estão de férias e vão fazer parte do Acampamento Pikachu, onde há uma competição entre equipes com quatro integrantes e esconderijo próprio (cada uma recebe o nome de um pokemon) em um jogo chamado Captura-a-bandeira.

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Rsenha #287: A Amiga Genial - Elena Ferrante

Título: A Amiga Genial
Autor: Elena Ferrante
Série: Napolitana #1
Tradução:  Maurício Santana Dias
Editora: Biblioteca Azul
Edição: 1
ISBN: 9788525060600
Gênero: Romance Italiano
Ano: 2015
Páginas: 336
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'A Amiga Genial' é o primeiro volume da tetralogia Napolitana, escrita pela autora de identidade desconhecida Elena Ferrante. O livro foi publicado pela primeira vez em 2011 e traduzido por Maurício Santana Dias para a editora Biblioteca Azul em 2015.
No primeiro volume, vamos conhece duas amigas que moram no gueto de Nápoles. São elas Elena Greco e Lila Cerullo, ambas filhas de famílias de classe operária que crescem em um bairro pobre nos arredores de Nápoles, em meados da década de 1950. Um ambiente com violência onde os país batem em seus filhos, os irmãos batem em suas irmãs e também há a violência domestica. Quem narra os acontecimentos para o leitor é a Elena, depois que o filho de Lila ligou para relatar o desaparecimento de sua mãe, melhor amiga de Elena.

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Resenha #286: Filhos da América - Nélida Piñon

Título: Filhos da América
Autor: Nélida Piñon
Editora: Record
Edição: 1
ISBN: 978-85-01-08770-6
Gênero: Ensaios
Ano: 2016
Páginas: 400
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'Filhos da América' é uma coletânea de ensaios da escritora brasileira Nélida Piñon. Alguns tratam de sua biografia literária, da gênese de alguns de seus livros (“Guia-mapa de Gabriel Arcanjo”, “Vozes do deserto”, “República dos sonhos”,) A maioria de seus textos são reflexões sobre a literatura, e grandes escritores da America latina, Nélida passeia pela língua portuguesa, e tenta decifrar os mitos fundadores da literatura brasileira. 

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Resenha #285: A Garota do Cemitério - Charlaine Harris, Chistopher Golden & Don Kramer

Título:  A Garota do Cemitério
Autores: Charlaine Harris, Chistopher Golden & Don Kramer
Tradução: Heloísa Lea
Editora: Valentina
Edição: 1
ISBN: 978-85-5889-035-9
Gênero: HQ - Ficção
Ano: 2017
Páginas: 128

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A Garota do Cemitério é a estréia da Editora Valentina no universo dos quadrinhos. Aqui, temos a união de três artistas que resultou num bom trabalho. A primeira é a escritora Charlaine Harris (famosa pelos livros que deram origem ao seriado True Blond) que escreveu o roteiro da histórias junto com Chistopher Golden e por fim temos Don Kramer, responsável pela arte.

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Resenha #284: Royale Com Queijo - Mariza Gualano



Título: Royale Com Queijo
Autor: Mariza Gualano
Editora: Valentina
Edição: 1
ISBN: 978-85-65859-58-5
Gênero: Não-Ficção / Gastronomia / Cinema
Ano: 2015
Páginas: 240

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Royale Com Queijo, publicado pela editora Valentina, traz um copilado de frases sobre gastronomia retiradas de mais de 600 filmes do cinema mundial com uma variedade de gêneros e épocas, selecionados pela autora carioca Mariza Gualano.

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Resenha #283: Princesa das Águas - Paula Pimenta

Título: Princesa das Águas
Autor: Paula Pimenta
Série: Princesas Modernas #3
Editora: Galera Record
Edição: 1
ISBN: 9788501075727 
Gênero: Jovem Adulto
Ano: 2016
Páginas: 368
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Paula Pimenta é brasileira, de Belo Horizonte, e ficou bastante conhecida pelas séries “Fazendo Meu Filme” e “Minha Vida Fora de Série”, agora a mineira faz sucesso com sua nova série “Princesas Modernas” onde o foco são as releituras de diversos contos de fadas adaptados para o mundo atual. 
“A Princesa das Águas” é o terceiro livro dessa série e vem nos recontar o famoso conto da Pequena Sereia. Nesse caso, conhecemos Arielle, uma jovem que perdeu sua mãe assim que nasceu, ela é uma nadadora super premiada e prestes a ir para as Olimpíada. Sua vida se resume a escola e treinos e, apesar de amar o esporte, Arielle, conhecida como A Princesa das Águas, é um pouco infeliz por não poder levar uma vida normal como qualquer outra adolescente de 16 anos. 

Sufocada pela rigidez de seu pai e do seu técnico, além do contínuo julgamento da imprensa, ela se revolta durante uma viagem para Suíça, onde ela foi competir mais uma vez, e foge para uma festa de confraternização dos atletas que estavam no torneio. É durante essa celebração que ela conhece e se apaixona por Erico, um tenista suíço bastante premiado, mas, é durante a mesma festa que ele sofre um acidente e é salvo por Arielle. Logo que a ambulância chega ela foge do local e deixa Erico aos cuidados dos médicos e com a vaga lembrança da garota que o salvou e cantou pra ele.
É bem difícil resumir a história com poucas palavras, o livro é cheio de acontecimentos e tem uma premissa bem diferente de outros que eu já li. 
Os personagens são todos muito fofos e, desde o primeiro segundo é impossível não torcer para que Erico e Arielle fiquem juntos, mas, claro que tem que ter alguém pra atrapalhar e a vilã desse livro foi, particularmente, Insuportável. Sula é uma atleta do nado sincronizado que vai fazer de tudo para destruir qualquer coisa entre Erico e Arielle e por várias vezes eu quis entrar no livro só pra bater na cara dela.

Como sempre, a escrita da Paula é maravilhosa, é impossível largar o livro (perdi uma noite de sono por causa dela). A escrita é fácil, fluida e apaixonante, você só consegue largar o livro quando ele acaba e, mesmo assim, fica com aquele gostinho de quero mais, coisa que também aconteceu quando eu li outros livros da autora.

A Editora Gutemberg fez uma edição muito linda e que combina com as dos outros livros da série, deixando eles muito fofinhos juntos. Além disso, a revisão e a diagramação interna são impecáveis. Só podemos torcer que a Paula não demore muito para lançar mais um livro para a série.

Resenhado por:
Maria Clara Donato

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Resenha #282: Dicas da Imensidão - Margaret Atwood

Título: Dicas da Imensidão
Autor: Margaret Atwood
Tradutor: Ana Deiró
Editora: Rocco
Edição: 1
ISBN: 978-85-325-2991-6
Gênero: Contos Estrangeiros
Ano: 2017
Páginas: 240

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Dicas da Imensidão, de Margaret Atwood, foi publicado originalmente em 1991, mas só traduzido agora em 2017 pela editora Rocco, marcando assim uma nova proposta de designe gráfico para a obra da autora na casa editorial. Atwood escreve sobre colapsos mentais, casamento, relacionamento, traição, acampamento de verão, jornais, direitos das mulheres e outras questões sociais.
O livro traz em seu conteúdo dez contos que destrincha o universo feminino com uma abordagem bem diferente da que já estamos acostumados. Isso porque, em nenhum momento Atwood trata a mulher com um ser que se dedica ao esposo e que deseja um casamento perfeito típico dos contos de fadas. Pelo contrário, suas personagens são independentes e embora se mostrem frágeis em primeira instancia, em seguida, se revelam donas de si e que são responsáveis por  aquilo que desde o inicio não estava planejado do jeito delas, mas que há uma forma de contorno. Em outros momentos, da inocência, as personagens amadurecem com o amargo da vida e buscam sejam no trabalho, no passado ou num tumor, uma forma de amenizar esse sofrimento.

Já os homens retratados nessa obra são machistas, cheios de si e se acham os donos do mundo, do tipo que pensam que a mulher deve ser submissa a eles. Homens que não podem ver uma mulher ganhando mais poder ou notoriedade que já pensam em alguma forma de derrubá-la daquele ponto de destaque.

Farei uma breve descrições dos contos aqui.


“Lixo Verdadeiro”,abre a coletânea e traz um grupo de meninos que estão em um acampamento de verão e espiam as garçonetes mais velhas. Uma delas se chama Ronette, e desperta a atenção por ser mais desinibida. Donny, um dos meninos, tenta defender a sua maneira a honra da adolescente que tem fama de ser fácil demais.

"Bola de Cabelo" conta a história de Kat, uma jovem que enfrenta uma doença e ao mesmo tempo quer vingança do seu amante casado. Aqui há uma bela metáfora com a doença e os males que a relação trouxe a personagem.

"Isis na Escuridão", é sobre um homem casado, mas que cria uma obsessão por Selena, uma misteriosa poeta que ele conheceu durante um sarau. Trata muito de escolhas, arrependimentos e de solidão.

Em “O Homem do Brejo”, um professor universitário de arqueologia dedicado a descobrir a história de um sacrifício humano preservado pela lama. Ele tem um caso com uma de suas alunas, Julie, que o acompanha nessa jornada de pesquisa para “ajudá-lo”, mas no local, a jovem entra em choque.
"Morte por Paisagem" é uma história sobre a amizade entre duas garotas também em um acampamento em meio a uma tragédia. Lois, uma das garotas, passa a vida inteira tentando lidar com sua perda. Nesse conto, Atwood faz uma brincadeira com uma coleção de pinturas que deixa o conto muito bonito, apesar de triste.

Mae é a protagonista do conto "Tios", ela não tem pai e vive rodeadas pelos seus três tios, os quais a admira muito. No inicio temos uma criança promissora, e a jovem se torna uma jornalista de renome. Por influência dos tios, ela acaba enfrentando uma avalanche de sentimentos ruins.

"A Era do Chumbo" é uma história sobre a Expedição Franklin de 1845, uma viagem britânica pelo Ártico em busca da Passagem Noroeste. Jane é fascinada pela descoberta moderna de um homem congelado, John Torrington, que morreu durante a expedição. Ela compara o homem congelado com seu amigo de infância, Vincent, cuja morte a deixou vazia.

"Peso" fala sobrea profunda  lealdade entre amigas. Molly foi espancada até a morte por seu marido e sua melhor amiga faz o que pode para levantar dinheiro e conscientização para mulheres maltratadas, através da instituição que ela fundou.

O conto que dá título à obra traz três quatro irmãos, sendo Roland o único homem. George é um refugiado húngaro, ele é casado com uma das irmãs, mas faz amor com as demais. É um dos tantos excelentes contos da coleção.

Pra fechar, temos "Quarta-feira Inútil" que se passa no final dos anos 1980 com a protagonista Marcia, uma colunista de jornal, mas ela está sendo espremida. Seu marido, Eric, luta por todas as causas, mas sua carreira está abrandando. É uma história sobre o longo caminha através da meia-idade.
Nenhum dos contos, a meu ver, é feliz. Todos mostram alguma tristeza, seja uma frustação de uma criança que acreditava que o mundo era uma dança de sapateado, a quebra de confiança daqueles que amamos ou uma tragédia que nunca se resolveu.

Esse é uma ótima porta de entrada para conhecer a obra da autora. Ela tem uma escrita muito fluida, cheia de ironia que brinca de maneira inteligente com o passado e presente sem se perder no tempo. Seus temas refletem sobre a vida e percorrem lugares perturbadores que guardamos a sete chaves no coração. É sem duvida uma das melhores coletânea de contos que já li e traz um panorama tanto rico em descrições psicológico dos seus personagens quanto de informações de fundo que deixa o leitor a par do que está acontecendo. 

Você já leu essa obra? Deixa nos comentários e vamos conversar!

Até logo,
Pedro Silva

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Resenha #281: O Guia Para Ser Você Mesma - Lia Camargo & Melina Souza

Título: O Guia Para Ser Você Mesma
Autoras: Lia Camargo & Melina Souza
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501107640
Gênero: Guia
Edição: 1°
Ano: 2016
Páginas: 167
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Resenha


Muitos de vocês já devem ter parado alguma vez na vida nos sites Just Lia e no Serendipity das blogueiras Lia Camargo e Melina Souza. Pois bem, elas agora se uniram para lançar o primeiro livro chamado de "O Guia Para Ser Você mesma", publicado pela editora Galera Record.
A obra que junta estilo, inspiração e beleza traz ótimas dicas para os seus leitores do blog e funciona também como um convite aos que ainda não conhecem o trabalho de ambas.

São dicas em sua maioria voltadas ao publico feminino, como maquiagem, moda, comportamento,  estilo de vida, decoração, receitas de comida, guia de viagem, dicas para tirar fotografias, listas de filmes, músicas e filme. Tudo isso do jeito carinhoso que as autoras têm em seus blogs e no estilo Do it yourself (faça você mesma).

As autoras ainda trazem temas mais sérios como etiqueta na internet e consequentemente redes socias, falando como se comportar, sobre web bullying e sororidade, a união das mulheres.

É um livro de leitura bem rápida, rica em ilustrações e fotografias (algumas até já veiculadas aos blogs Serendipity e JustLia). Em sua maioria, são dicas bem simples já o publico alvo são adolescente. Porém, isso não tira nenhum pouco o charme da obra que tem tudo para agradar aos que adoram um livro descontraído e com um projeto bonito.
Por sua temática, não recomendo para garotos e muito menos adultos que já sabem um pouco sobre essas coisas, porque pode ser um tanto frustante, mas vale muito como um presente para uma adolescente. 
A diagramação da editora Galera Record ficou excelente e muito bem caprichada, a capa é mais resistente e as folhas são em couché fosco 115g, muito colorido e florido, com fontes variadas que trazem delicadeza ao livro.


Até logo,
Pedro Silva

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Resenha #280: Biblioteca de Almas - Ransom Riggs

Título: Biblioteca de Almas
Autor: Ransom Riggs
Título original: Library of Souls
Série: Srta. Peregrine #3
Tradução: Fernando Carvalho
Editora: Intrínseca
ISBN: 978-85-8057-966-6
Gênero: Ficção / Fantasia
Edição: 1°
Ano: 2016
Páginas: 416
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Resenha


Eu confesso que para o final da trilogia eu esperava bem mais. Na realidade, 'Biblioteca de Almas' não é todo ruim, e tem seus pontos de salvação, mas me decepcionou um pouco no quesito desfecho. Para uma história que já tinha explorado tantos pontos, acho que o autor falhou introduzindo um universo muito extenso que acaba ficando sem tempo para ser melhor desenvolvido e a solução surge de uma maneira muito mágica, até mesmo para os parâmetros de uma fantasia. Embora tenha uma escrita rápida e fluida, o procedimento da leitura cai em alguns momentos da história devido a mesmice das cenas.

A cruzada final de Jacob Portman chegou. Depois de todas as traições, Jacob e Emma estão perdidos, sem saber o que fazer ou como salvar seus amigos. Os Acólitos conseguiram tudo o que precisavam para seus planos e agora, o destino do mundo peculiar, está em colapso. Será que um garoto, uma garota e um cachorro são capazes de restabelecer o equilíbrio de tudo. Para impedir o fim, eles devem visitar uma das piores fendas temporais, um lugar cheio de depravação e das piores almas já existentes. Mas Jacob está dispostos a realizar essa tarefa, seja com vida, ou sem. 

Com certeza a sinopse que eu tentei fazer acima é bem simplista, e não conta nem metade dos fatos que iremos encontrar nesse último volume, justamente para evitar os spolers. Dessa vez a aventura se torna mais surpreendente, mais enigmatita e o leitor mergulha no mais profundo desse universo criado pelo autor. 'Biblioteca de Almas' é um livro recheado de nuances e sinceramente eu divido opinião entre gostar e não gostar. São aspectos que nessa obra, especificamente, eu consigo sinceramente diferenciar.

O livro vem narrado em primeira pessoa, sendo que somos guiados pelo protagonista Jacob, e aqui começa o primeiro detalhe negativo comigo. 'Cidade dos Etéreos' é o melhor volume para mim, justamente porque ao longo da narrativa, mesmo narrada sob o ponto de vista de Jacob, temos a oportunidade de conhecer os outros personagens, ver um pouco deles. Nesse último volume, devido a fatos ocorridos no anterior, eles se separam e por longas 400 páginas, somos guiados pelas chatice e clichês de um protagonista que não me agrada desde o começo. Eu diria que Jacob é um personagem suportável, mas nada mais que isso. O que me prendeu desde o inicio nesse universo foi a curiosidade de conhecer os personagens secundários como Emma, Enoch, Millard e outros. Nesse volume em especifico, uma narrativa em terceira pessoa, focando o outro grupo de personagens, seria muito valorosa, não só para o leitor participar da ação, mas para quebrar a rotina, conhecer mais desses outros personagens e quais perigos eles estavam correndo. Você só sabe que eles foram capturados, e sem mais nem menos, eles retornam, sem grandes explicações ou exploração de tudo que eles passam no cativeiro.

Outro ponto negativo foi a ampliação que o autor deu para o universo. Ao longo de dois livros, os peculiares são trabalhados como membros, basicamente, da nossa sociedade. Esse tipo de coisa muda de ótica quando aqui, somos apresentados a uma sociedade totalmente formada só por eles. Ransom Riggs até tenta ser explicativo, expor os pontos principais, mas ficam dúvidas sobre o universo, de forma que o leitor percebe logo de inicio que esses fatores seriam melhores avaliados se tivessem sido abordados com clareza desde o começo da trilogia. Uma pena, já que o meio cultural ao qual os personagens são inseridos, suas crenças e políticas, são um assunto muito interessante e seria legal conhecer.

Por outro lado, acabei ficando um tanto quando envolvido (finalmente) pelo romance Jacob e Emma. Eles são um casal muito ambíguo, mas que sempre parecem agir com muita verdade e racionalidade em seu envolvimento, de forma que quando se evidência que as coisas não são fáceis ou "mágicas" como acontece nos livros, eles tentam uma saída mais viável. Essa descrição crua de suas atitudes me chamou muita atenção e pessoalmente, finalmente me afeiçoei pelo casal (meu problema é só a narrativa do Jacob solo).

Na realidade, o ambiente verídico da trama, o final não perfeito e cheio de dúvidas, são um ponto positivo de Riggs. Me asfixiava ler suas cenas de ação e combate, muito bem detalhadas e super inesperadas. Elas realmente quebravam a rotina na leitura e me faziam mergulhar mais ainda no mundo, de forma que era impossível não querer continuar. Toda o enlace da Srta. Peregrine, da família Portman e do vilão, são muito bem pensados, envolvente e sem dúvida, inteligente. Embora Riggs venha acrescentar diversos clichês em sua trama, já famosos em outras sagas de sucesso, 'O Orfanato da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares' tem seu charme particular, seja nas fotografias que ilustram a narrativa, seja no mundo diferente e até meio sombrio. 

Sem dúvidas eu recomendo a trilogia. É uma leitura despretensiosa e leve, só não teve muito a acrescentar. Embora tenha uma trama gostosa de ler, senti falta de abordar temas mais relevantes ou trazer críticas ocultas. 'Biblioteca de Almas' é um fim ambíguo que pode ou não agradar. Vai depender estritamente da sua situação com a leitura.

Resenhado por:
David Andrade


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Resenha #279: Cidade dos Etéreos - Ransom Riggs

Título: Cidade dos Etéreos
Autor: Ransom Riggs
Título original: Hollow City
Série: Srta. Peregrine #2
Tradução: Fernando Carvalho
Editora: Intrínseca
ISBN: 978-85-8057-890-4
Gênero: Ficção / Fantasia
Edição: 1°
Ano: 2016
Páginas: 384
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Resenha


Envolvente e muito "peculiar", Ransom Riggs guia o leitor nessa peregrinação fantástica repleta de fantasia e fotografias, que intercalados na narrativa, trazem todo um ar diferencial. 'Cidade dos Etéreos' superou minhas expectativas quanto a medos que possuía dos pontos que falharam comigo no primeiro volume e quebrou o paradigma de que os segundos livros são ruins.

Jacob, Emma, Millard e todos os outros peculiares conseguiram escapar da ilha com vida e dispostos a abandonar tudo em uma jornada incerta. Jacob mais do que todos, já que deixou seu tempo e sua família, apenas com a certeza de que precisa pagar o favor que a Srta. Peregrine lhe fez. Ainda tentando escapar dos acólitos que lhe perseguem, os peculiares seguem firme, saltando de fenda temporal a outra em busca de ajuda para sua amada Srta. Peregrine. Mas novos obstáculos estão pelo caminho e revelações devastadoras estão prestes a chegar. Seriam eles capazes de lidarem com todos os perigos sozinhos?
Narrado em primeira pessoa, apesar de partimos da perspectiva de Jacob, um dos principais pontos que me incomodou no primeiro livro, dessa vez o espaço para os outros personagens é muito maior e você vai conhecendo eles ainda mais, sendo descritos com mais consistência. 'Cidade dos Etéreos' foi uma continuação com um ritmo inesperado. Logo nas primeiras páginas eu já estava completamente vidrado pela narrativa e envolto na ação que o livro traz. O leitor se pega arrebatado não só pela jornada dos adolescentes, que cada vez fica mais crua e mortal, em meio ao período mais sangrento da humanidade (2º Guerra Mundial), como também pelo mistério geral, que vai sendo esclarecido pouco a pouco enquanto pistas são lançadas para que o leitor comece a fazer suas especulações. 

Comigo a narrativa foi fluida e muito gostosa e agiu como um excelente destruidor de ressacas literárias, mas confesso que o tamanho dos capítulos ainda me incomoda. Amei cada instante do livro, mas meu toc com capítulos longos, possuindo cerca de 30 páginas, sempre tornava algumas partes mais enfadonhas, e por esse motivo demorei mais para ler.  Nada que altere o nível da narrativa. Riggs teve um crescimento muito notável de um livro para o outro. Sua escrita está mais segura e seus personagens mais verdadeiros, de forma que ele permite que os coadjuvantes tenham seu destaque e contem suas histórias, e você vai lentamente se apaixonando mais e mais por eles, e suas personalidades únicas.

Em especial gostaria com certeza de destacar o crescimento de Jacob, que nesse livro conhecerá mais sobre suas habilidades e terá grande importância em seu desfecho; Hugh que rouba a cena constantemente com seus atos heroicos e inesperados; e Horace, que assumiu a maior jornada de herói no livro e amadureceu muito do primeiro para esse. Na realidade, 'Cidade dos Etéreos' explora bastante e com perfeição o laço de amizade e fidelidade que existe entre todos eles e esse aspecto é o que mais me cativa, não só por ser bem trabalhado na trama, mas por ter liberdade de lidar com drama e aventura a todo instante.

Se você temeu a maldição do segundo livro, eu ofereço-lhe a certeza de que esse aqui não caiu. Sem atribuir muitas expectativas, a leitura acontece com velocidade, de forma que você vai se envolvendo por todos os fatores que aparecem na trama. Com uma edição hardcover muito linda feita pela Editora Intrínseca, cheia de detalhes e fotos que conversam a todo instante com passagens da obra, 'Cidade dos Etéreos', pra mim, é muito mais superior que seu antecessor e trabalha temas bem mais relevantes do que só o foco romântico do protagonista.

Resenhado por:
David Andrade


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Resenha #278: O Bosque Subterrâneo - Colin Meloy


Título: O Bosque Subterrâneo
Autor: Colin Meloy
Título original: Wildwood 2
Ilustrações: Carson Ellis
Série: Crônicas de Wildwood # 2
Tradução:
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501095077
Gênero: Ficção infanto-juvenil
Edição: 1°
Ano: 2016
Páginas: 432
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Resenha


O Bosque Subterrâneo é o segundo volume da série As Crônicas de Wildwood, lançado pela Editora Galera Record aqui no Brasil e que que é considerado um livro infanto-juvenil, apesar de ter quase 500 páginas e apenas algumas poucas imagens.
O primeiro livro conta a história de Prue McKell, uma garota que foi obrigada a entrar em uma Floresta Impassável - como o próprio nome já diz, é um lugar onde ninguém nunca entrou e os que entraram nunca mais voltaram para contar a história - depois que um bando de corvos estranhos sequestraram o seu irmão mais novo. Apesar de todas as lendas histórias e lendas que cercam o lugar, ela e seu amigo Curtis, conseguem ir e resgatar o irmão de Prue.

Já no segundo livro, vemos uma Prue que foi jogada de volta a uma vida monótona e sem graça, obrigada a frequentar a escola e continuar vivendo tudo como era antes, Prue não consegue se readaptar e só pensa na floresta e em todas as aventuras que viveu. Seu amigo Curtis continua na floresta e agora treina para ser um grande ladrão. Tudo começa a fugir do controle quando, na Floresta, começam a aparecer boatos de que alguém foi enviado para matar Prue e é ai que Curtis e outros moradores da floresta saem em busca de trazer a menina de volta, onde ela vai estar segura.
Outras histórias paralelas permeiam a trama principal, deixando tudo ainda mais misterioso e intrigante. 
Apesar de não ter lido o primeiro livro da série (Atenção Editora Galera Record, aceito presentes), isso não foi um problema tão grande, já que os livros podem sim ser lidos separadamente, no entanto, é claro que fica faltando alguma coisa, algumas pontas que ficam meio soltas com a ausência do primeiro livro. 

Os personagens são maravilhosos, muito engraçados e bem sarcásticos, o que deixa o livro bem divertido, leve e muito gostoso de se ler, o autor cumpriu muito bem a missão de prender o leitor à trama, intercalando cenas mais leves a momentos mais aventureiros e com bastante ação. 

A diagramação ficou maravilhosa, a capa desse livro é muito linda e faz muitas referências ao enredo do livro. Além disso, a diagramação interna também ficou ótima, a fonte, as páginas e as imagens contribuem demais para a fluidez do livro.

Uma aventura leve e incrível que deve sim ser lida por todos.


Resenhado por:
Maria Clara Donato


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Resenha #277: Caviar é uma ova - Gregório Duvivier

Título: Caviar é uma ova
Autor: Gregório Duvivier
Editora: Companhia das Letras
Edição: 1° Edição
ISBN: 9788535928167
Gênero: Crônicas
Ano: 2016
Páginas: 182

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Resenha:

"Caviar é uma ova", mais novo livro de Gregório Duvivier publicado pelo Grupo Companhia das Letras, é composto por uma coletânea de 83 (isso mesmo, oitenta e três!) crônicas, que versam sobre os mais variados temas, passando da política à temas mais cômicos, como o uso do famigerado pau-de-selfie ou da atrativa talvez nem tanto vuvuzela. 

Embora já conhecesse o trabalho do Duvivier (que também é roteirista, ator, comediante, cronista e poeta) através do canal Porta dos Fundos, ainda não havia tido a possibilidade de conferir mais de perto o material escrito publicado por ele. Devo admitir que minhas expectativas quanto aos textos já eram incrivelmente altas antes de ter meu exemplar em mãos, dado o respeito que possuo pelo autor. O que eu não esperava é que esta obra me surpreenderia tanto.

São tempos de vacas magras, sem dúvida. Mas a dieta das nossas vacas nunca foi muito calórica. Qual é, então, a grande novidade? Itaú e Bradesco engordaram lucro recorde no primeiro semestre de 2015. Sim, recorde. Na crise. Talvez seja esta a novidade: as vacas gordas nunca comeram tanto. (Página 110)


O livro é aberto com a crônica intitulada Triste Balneário, onde críticas pesadas ao estado do Rio de Janeiro são feitas e, em contrapartida, elogios são tecidos aos montes à São Paulo. O cômico é que, na crônica seguinte, o autor se retrata, ou seja, tenta também criticar São Paulo, dada a enxurrada de comentários recebidos no site da Folha - onde grande parte dos textos foram publicados inicialmente - e em sua página privada de paulistanos acerca da "realidade" da cidade da garoa. Nas palavras do Duvivier, "elogiar a cidade é trair o espírito paulistano". Parece confuso, mas a questão é a seguinte: o Gregório ama São Paulo embora aparentemente isso não possa ser dito em voz alta!

[...]a vida é essa pizza ruim que a gente não consegue parar de comer. (Página 36)

Entretanto, essas duas crônicas não chegam a ser nem de perto as melhores que estão neste livro. A que mais chamou minha atenção foi "Querido Pastor". Nos tempos sombrios em que vivemos, onde cada vez mais a religião de cada indivíduo está intrinsecamente ligada à tomada de decisão estatal, este texto aparece como uma fonte de lucidez. Nele, o autor apresenta-se como Jesus, criticando a postura atual da igreja, em especial a evangélica. Explicita a necessidade da mudança no pensamento da instituição e daqueles que a segue, demonstrando que Jesus era uma pessoa humilde e que andava com todo o tipo de gente (doentes, pobres, prostitutas) para ajudá-los, diferente do que os grandes pastores da mídia andam fazendo, utilizando-se da fé alheia para seu enriquecimento pessoal.     


Política também é um tema recorrente. Não seria de se esperar menos, dado que o Gregório é considerado por muitos hoje como uma das novas vozes da esquerda (aí está o trocadilho que deu origem ao título do livro). Com muita propriedade, o autor alfineta diversos políticos, sempre com um tom humorístico e bastante perspicaz.

Ser feliz é a melhor maneira de parecer um idiota completo. Pra muita gente, a felicidade dos outros é um acinte. E não estou falando dos invejosos. Não consigo acreditar que existam invejosos de mim, pra mim toda paranóia com a inveja alheia é delírio narcísico. Estou falando dos cronicamente insatisfeitos - esses sim existem, e são muitos. Experimente dizer que está feliz. O olhar vai ser fulminante, assim como a resposta mental: "Como é que esse imbecil pode ser feliz num país desse, num valor desses, com um dólar desses?". Aprendi que reclamar do calor ou do dólar não reduz a temperatura nem o dólar. Aprendi que a lei de Murphy só existe pra quem acredita nela. E aprendi que reparar na felicidade te ajuda a reconhecê-la quando esbarrar com ela de novo - e acho que isso foi o mais importante." (Página 65)

Confesso que já coloquei em minha lista outros livros do Duvivier, como Put Some Farofa (resenha disponível) e Ligue os pontos, ambos publicados pela Cia das Letras. Espero ter a oportunidade de, em breve, lê-los. Por fim, gostaria de salientar que foi uma experiência incrível poder adentrar um pouco mais no universo peculiar do autor. As crônicas são de fácil compreensão e bem curtas, com uma média de 2 páginas por texto. A leitura flui de forma singular, regada, é claro, por boas gargalhadas. Gregório Duvivier entra agora para o meu hall de melhores autores nacionais, principalmente pela sua capacidade nata de pegar qualquer assunto aleatório e dele extrair um pensamento crítico, gerando consequentemente um excelente texto. Acho que não preciso falar mais nada, não é mesmo? 

Um abraço,
Sérgio Henrique.

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Sábado com Desventuras em Série #10: O Escorregador de Gelo - Lemony Snicket


Título: O Escorregador de Gelo
Autor: Lemony Snicket
Ilustração: Brett Helquist
Tradução: Ricardo Gouveia
Editora: Seguinte (Companhia das Letras)
Edição: 1 [2004]
ISBN: 9788535905755
Gênero: Ficção / Aventura / Juvenil
Ano: 2003 ©
Páginas: 280
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Avaliação: 




RESENHA


O Escorregador de Gelo é o decimo livro da série. O livro começa com a continuação do cliffhanger deixado no anterior. Violet e Klaus estão separados de Sunny, que está nas garras do conde Olaf nas montanhas de Mão-Morta servindo de escrava domestica. Uma espécie de Cinderela (mesmo sendo uma bebê) para a trupe do violão.
Durante o percurso de subida. tanto para resgatar a irmã. quanto para desvendar os mistérios em torno do C. S. C., os irmãos vão se deparar com mosquitos ferozes da neve, reencontrar personagens do período da Escola Preparatória Prufrock, e novos personagens autodenominados Escoteiros da Neve. Um novo personagem. Quigley, aparecerá para ajudar os irmãos e com essa ajuda inúmeros mistérios são solucionados, embora novas perguntas, ainda mais cabeludas, surjam.

Esse decimo livro se mostrou mais direto ao assunto e mais maduro, nem só em relação ao enredo, mas Sunny, que é a personagem que mais se mostra evolui, passou ainda a tomar as redes das situações e decidir por deixar as amarras que a prendem na situação de bebê de lado e passar a colaborar com uma criança mais crescido e cheia de coragem, mostrando esse lado cheio de amor pelos irmãos Klaus e Violet.

O personagem que surge traz novas esperanças para os irmãos Quagmire e é bem feliz sua aparência. Conde Olaf e sua trupe continuam cheios de ódio e desamor por essas órfãos, os maus tratos passam a ser mais mais rudes e o que Sunny tem que passar é bem triste (mesmo ela dando a volta por cima). Como disse, há uma ligeira semelhança com Cinderela, que foi proposital do autor, para mostrar esse trabalho infantil.

Desventuras em Série segue com seu ritmo e sua leitura bem agradável, e o decimo livro nos entrega um final cheio de perguntas para que nos prendam e nos force a continuar a leitura no decimo primeiro volume. 

Sobre as referências:

  • CM. Kornbluth, um instrutor de mecânica de C.S.C. mencionado, é nomeado em referência ao escritor de ficção científica Cyril M. Kornbluth.
  • Sunny se comporta como espiã em alguns momentos, usando a palavra "Matahari". Mata Hari foi uma famosa espiã holandesa durante a Primeira Guerra Mundial.
  • Sunny é tratada como Cinderala, do conto de fadas.
E você, o que achou de O Escorregador de Gelo?

Até logo,
Pedro Silva