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Resenha #247: Uma Noite Na Praia - Elena Ferrante

Título: Uma Noite Na Praia
Autor: Elena Ferrante
Ilustração: Mara Cerri
Tradução: Marcello Lino
Editora: Intrínseca
Edição: 1
ISBN: 978-85-510-0036-6
Gênero: Ficção / Infantil
Ano: 2016
Páginas: 40
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Avaliação: 



RESENHA


Uma Noite Na Praia é a única obra infantil da autora Elena Ferrante e surgiu do universo criado em A Filha Perdida. Aqui, vamos conhecer a boneca Celina, que adora brincar com sua dona Mati, uma menininha de cinco anos. Elas vão à praia todo fim de semana e passam o dia brincando juntas. Mas tudo muda quando o pai da menina traz de presente um gato batizado de Minu e a pequena Mati deixa Celina de lado para brincar com o novo bichano. Abandonada, Celina acaba esquecida na praia e terá que enfrentar o temível Salva-Vidas Malvado da Noite e o Grande Garfo. 
Aparentemente a história da boneca Celina tem tudo para ser fofinha se olharmos a capa da obra e seu título, no entanto, ao adentrarmos em sua narrativa, aos poucos, a obra vai ganhando um tom mais sombrio que destoa um pouco dos costumeiros livros dedicados à crianças, de certa forma ele causa até sustos, tendo em vista o que acontece na praia logo que as pessoas vão embora. É como se uma segunda paia que ninguém conhece, exceto os seres inanimados e alguns humanos (como o Salva-vidas), surgisse, mais assombrosa e cheia de mistérios que causam arrepios.
Aqui, Elena Ferrante aposta do poder das palavras e no valor que elas têm, afinal, em si, Celina tem guardadas as palavras que sua dona lhe ensinou e que valem um bom dinheiro caso caiam nas mãos das pessoas erradas. Outro detalhe apontado é a questão do pré-julgamento aqueles que achamos ser algo e no fim, se revelam ótimos sujeitos que por puro preconceito, ignorávamos.
Uma obra curtinha, mas que tem sua grande originalidade, além do mais, o livro está ricamente ilustrado com figuras de Mara Cerri. A boneca não recebe um imagem muito atrativa, mas em A Filha Perdida, Leda não a descreve com tanta beleza mesmo. Vale à pena a leitura, mesmo que você seja um adulto.

Até logo,
Pedro Silva



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