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Resenha #204: A Definição do Amor - Jorge Reis-Sá

TítuloA Definição do Amor
Autor:  Jorge Reis-Sá
Editora: Tordesilhas
Edição: 1
ISBN: 9788582353820
Gênero: Romance / Ficção
Ano: 2016
Páginas: 256
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RESENHA


A Definição do Amor, escrito pelo autor português Jorge Reis-Sá, narra de forma epistolar seis meses (de maio a outubro) da vida de Francisco, um professor de filosofia do 2° ano e pai do menino Andre, que passam por um momento difícil.

Susana, sua mulher, com quem é casado há quatro anos, sofreu um acidente vascular cerebral e teve morte cerebral. Como se não bastasse o luto pela perda irreparável, Francisco toma conhecimento de que a esposa não só estava a gerar um bebê como continua a gerá-lo e que a criança pode ser o culpado pelo acidente. Daí se inicia a batalha para manter com vida aquele ser num corpo que já não mais tem dona.
Francisco, viúvo e com um filho, passa a contar os próximos passos dessa gravidez nada planejada e inusitada. Para ele é duro perder a esposa de uma forma tão abrupta, sendo que seu corpo ainda resiste como se dissesse "eu ainda estou aqui, lutando para me manter. Não desejo partir, não agora". Para reforçar esse argumento, ele pensa ser o bebê o culpado de tudo.

Em uma narrativa fina, o autor nos transporta para a realidade de um pai, que a princípio descrer na existência de um deus, mas vai aos poucos perdendo essa ideia e busca conforto nele. Seus anseios acerca da criança que esta pra nascer coloca em cheque seu amadurecimento quanto ser e seus questionamentos em torno de sua capacidade de educar sozinho mais uma criança que, nem leite materno terá, vai aos poucos ganhando espaço em seus dias.

O final da obra é extremamente desolador. O que o personagem sente é plausível e entendemos a sua dor a cada notícia que recebe do hospital, a preocupação com as feridas que se forma no corpo de sua esposa, se os medicamentos para manter aquele corpo não vão afetar o bebê e tudo o mais.
A definição do Amor, não traz uma definição conforme um dicionário Aurélio, mas para quem gosta de livros profundos, saberá encontrar nas entrelinhas o que de fato é amor, quando ele nasce, quando se torna incondicional e da mesma forma quando é apenas "fogo de palha". Nas "vésperas" é que encontramos a diversidade da palavra "amor", cartas de pessoas ligadas ao casal.

A edição da editora Tordesilhas está excelente. A começar por essa capa que remete ao refinamento da escrita do autor, seguindo da fonte em excelente tamanho em folhas amareladas que ajudam na agilidade da leitura e finalizando sem erros encontrados na revisão.  Ah, por falar nisso, a edição manteve sua escrita original, no português de Portugal, o que causa um certo estranhamento a principio, mas que logo se torna habitual.

Até logo,
Pedro Silva
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Resenha #203: Six Of Crows, Sangue e Mentiras - Leigh Bardugo

Título: Sangue e Mentiras
Série: Six of Crows #1
Autor:  Leigh Bardugo
Editora: Gutenberg
Edição: 1
Tradutor: Eric Novello
ISBN: 9788582353820
Gênero: Ficção 
Ano: 2016
Páginas: 376
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Resenha 


Eu posso dizer com todas as letras: MELHOR LEITURA DO ANO, sem medo que outro livro o supere. Eu sei que virão leituras ótimas. Eu sei que ainda tem muita coisa para acontecer, mas o sentimento, a experiência e toda a agonia que presenciei lendo "Six Of Crows" não possuem qualquer comparação. Um livro repleto de violência, jogos de interesse e uma trama extremamente complexa, digna de seus personagens mais complexos ainda, o primeiro volume dessa duologia é sufocante, e ao meu ver, instigante. Conheça mais de um universo tão fascinantes, guiado por uma escrita maravilhosamente viciante.

A trama se passa em Ketterdam, capital de Kerch, um país a oeste de onde acompanhamos a trilogia "Grisha". Lá o mercado portuário é controlado pelas gangues e contrabandistas, em uma verdadeira terra sem lei. E é nesse buraco sem escapatória que Kaz Brekker sempre se sentiu em casa. Depois de tudo que viveu durante sua infância, ansiando o dia em que daria a volta por cima e mostraria quem realmente manda, essa oportunidade parece finalmente ter chegado. Em uma empreitada complicada, Kaz é convocado para uma perigosa missão considerada totalmente impossível. Ele precisa invadir a prisão de maior segurança de um reino extremamente rígido que capturou um famoso cientista que pode conseguir não só afetar todas as tabelas no meio mercatório, mas modificá-las para sempre. Para tal façanha, o rapaz precisará de uma equipe, formada pelos melhores dos melhores. Mas conviver com tantos pontos diferentes de pensamentos, pode trazer não só a ruína de Kaz, como o fim de seu sonho. Seriam eles capazes de realizarem a missão? Kaz Brekker, a quem todos chamam de Mão Sujas, está realmente preparado para o serviço?

Em "Six Of Crows" lidamos não só com a inteligência dos personagens, mas também com a perspicácia do leitor que a todo instante está fazendo inferências ou acusações, em um enredo que envolve um jogo novo de poder a cada página lida. Leigh Bardugo foi espetacular, originando protagonistas marcantes, romances conviventes e uma trama extremamente maravilhosa e inesquecível. Se estava com medo de se aventurar, não sabe o que está perdendo.

Narrado em terceira pessoa, o livro vem separado em seis partes, sendo cada capítulo narrado por um personagem. Essa amplitude dá todo um diferencial para a obra. Aqui iremos conhecer o íntimo de cada personagem e ainda participar de todo o campo de ação, sem deixar de perder um só detalhe. A autora, Bardugo, foi extremamente envolvente. Sua escrita se mostrou muito mais madura, segura de si, e presenteou o leitor com momentos asfixiantes de pura paixão durante a leitura de um livro tão magnificamente estruturado. Bem separado e impecável, "Six Of Crows" pode ser esquematizado em três diferentes momentos, sendo o inicio, obviamente a apresentação dos personagens e seu aprofundamento na trama; o segundo, a apresentação da problemática geral; terceiro conclusão. O mais interessante, é que com poucas páginas lidas, você já se vê totalmente envolvido pelo enredo e por seus narradores. São pouquíssimas palavras, mais que suficientes para transformarem Kaz, Inej, Nina, Mathias, Jesper e Wylan no grupo mais amado que você já possa ter conhecido. E mesmo que o personagem Wylan não narre capítulos sobre si (acredito que a autora teve motivos para isso e esse ponto deve ser explorado no segundo volume), ele não se torna menos apaixonante.

E o mais interessante, ninguém aqui é heroico ou bonzinho. Não espere por isso. A história é um verdadeiro jogo de interesses do começo ao fim, então não aguarde bons hábitos desses personagens, que podem ser vistos em certos momentos como vilões, devido a vida torta e perigosa que todos levam. Além disso, a trama ainda conta com palavras de baixo escalão, o que torna a leitura da obra totalmente não indicada para leitores mais juvenis ou que não gostem de palavrões. Apesar de não ter muito, vira e mexe eles aparecem, e eu pessoalmente gostei também, pelo menos neste contexto. Deu mais realidade a vida e a linguagem vulgar utilizada pelas gangues. Entretanto, é justamente trabalhando esses antiheróis, seja pela irônica e inteligência de Kaz, ao humor negro e divertido de Jesper, a todo instante somos bombardeado pela curiosidade iminente do que está para acontecer, e são surpresas atrás de surpresas. A autora não subestima o leitor e a trama te prende completamente, de forma, que eu pessoalmente, acho impossível não dá continuidade a leitura.

Eu diria que os personagens são a cereja do bolo. O aprofundamento psicológico e verídico que todos ganham é apenas o começo de tudo isso. É importante ressaltar a interligação dos personagens, seja internamente entre eles, ou externamente. E é ai que nasci o foco secundário da trama, envolvendo os casais. Bardugo, diferentemente da trilogia "Grisha", não quis focar em romance. A central aqui é realmente a missão desses personagens e o objetivo final de atingir seus desejos e realizar suas ambições. Mas ainda temos espaço para tal temática, seja na relação conturbada que acontece entre Mathias e Nina, seja pelos muros que são levantados entre Inej e Kaz. Bardugo explora das mais variadas temáticas nesse jogo inteligente de palavras, dando um foco também a homoafetividade, tema tão recorrente (e maravilhosamente trabalhado por ela aqui) nos livros YA atuais. Seus personagens são uma complexidade só. Qualquer detalhe que escape a sua visão pode ser fatal, e isso não deve ser tomado como algo negativo. Em 46 capítulos, eu não julguei um só instante que não fosse necessário falar sobre o que o capítulo em especial fala. Nada é desnecessário, e pra mim, "Six Of Crows" poderia ser um livro solo, embora o plot final seja MATADOR. A continuação das aventuras de Kaz e o desfecho de sua empreitada acontecem no volume seguinte, "Crooked Kingdom", onde nossas respostas serão dadas.
Muito mais sutil, inteligente e elegante (e isso não descreve nem metade do que esse livro foi pra mim), a autora aposta em algo diferente da trilogia "Grisha", e embora o livro se passe no mesmo universo, a amplitude e a temática trabalhadas aqui é extremamente diferente do que vemos na história da personagem Alina (tem resenha dos três volumes aqui no blog: "Sombra e Ossos", "Sol e Tormenta" e "Ruína e Ascensão"). Até a tonalidade do enredo é mais sombrio, violento, de forma que terão cenas que devem revirar seu estômago.

Ao fim, o que ficou claro é, "Six Of Crows" foi tudo o que eu esperava e mais um pouco. Um ano esperando por esse livro e não me arrependo de cada segundo de espera. Bardugo me presenteou com uma leitura repleta de sentimentos, adrenalina e angustia, fatores que somatizo como algo realmente positivo. Tendo uma edição linda (apesar da edição americana me encantar muito mais), a Editora Gutenberg me fisgou mais uma vez, com o cuidado com a obra e atenção aos fãs da autora que não viam a hora de saborear essa leitura. E que venha "Crooked Kingdom", porque ansiedade é só o que resta depois dessa leitura devastadora.


Até logo,
David Andrade!

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Editora Empíreo na Bienal Internacional do Livro - SP

Olá, leitores.

Passando para divulgar para vocês a programação da editora Empíreo  para a Bienal Internacional do Livro de São Paulo que se inicia na próxima sexta-feira (26). Confira a segui, os lançamentos da editora e os locais onde vocês poderão adquirir exemplares e claro, pegar autografos com os autores.

Corpo Estranho 


Sinopse: Corpo Estranho, de M. T. S. Dörrenberg, conta a história de Mear, um ciborgue construído para atuar numa exposição em Berlim. Ao conhecer uma mulher chamada O., Mear sai em uma jornada pelo tempo e espaço em busca de respostas sobre a composição do corpo. Ele pode se transformar na figura que quiser, viajar no tempo e entender qualquer forma de comunicação. Essas habilidades têm por finalidade permitir que o ciborgue se desenvolva no mundo humano, iniciando uma geração de novos seres.
Lançamento: 28/08/16 às 17h









Bumba, Nosso Boi


Sinopse: O boizinho passou por poucas e não tão boas com os outros bichos da fazenda, que caçoavam do jeito diferente como ele passara a falar após perder a língua, mas encontrou amizade em outras criaturas muito especiais - como o Saci que não tem uma perna, mas dá rasteira em qualquer dificuldade.
Juntos, os queridos personagens do nosso folclore dão uma lição sobre como tratar as diferenças. E Bumba, que perdeu a língua, com sua história repleta de magia e superação, ganhou um lugar especial na cultura brasileira, dançando e exibindo seu manto enfeitado em festas populares de todas as regiões do Brasil.
Escrito por Diego Freire e ilustrado por Rogério Maroja, Bumba, nosso boi ensina o respeito às diferenças e beleza da diversidade.
Lançamento: 04/09/16 às 11h 

Prosa Nova


Sinopse: Neste livro bem-humorado, André Filho apresenta cenas e situações que nos fazem refletir a respeito da vida e a comédia do dia a dia. Quando usa personagens, André conta pulsantes momentos de anseios e conquistas. Quando vai pelos relatos, o leitor vê-se no lugar do autor, que usa do cotidiano para falar de uma vida simples, porém interessante. Do drama à comédia, Prosa Nova nos faz sentir cada palavra. É pau, é pedra, é crônica, e acima de tudo, é um livro vivo.
Lançamento: 28/08/16 às 11h











Fábulas Cruéis


Sinopse: Luiz Vadico traz de volta as fábulas - composiçao literária que tornou famosos grandes escritores como Jean de La Fontaine -, mas dando um toque particular: o macabro. Cada uma das 30 histórias revelam uma moral de uma forma sombria e, por vezes, assustadora.
Lançamento: 02/09/16 às 16h













Retalhos: almas em versos


Sinopse: Retalho é um pedaço que se retira de um todo, parte de alguma coisa que foi fragmentada. Assim é a nossa vida, uma coleção de retalhos num apanhado de memórias. Somos versos diários tecidos nas páginas de uma história que não termina. Retalhos: Almas em Versos é isso, uma coleção de sentimentos, com poemas sobre a vida, a condição humana e as mazelas sociais. Como o título sugere, cada verso leva um pouco do sentimento das autoras. Os traços da ilustradora fazem a junção dos pedaços, costurando, junto com as letras, a alma da obra.

Lançamento: 27/08/16 às 18h40









Não quero ser lembrado



Sinopse: Em seu romance de estreia, Lucas Rezende conta a história de Bernardo, um homem de meia-idade em um casamento enfadonho, um emprego medíocre e uma vida de frustrações que lhe levaram até o momento em que a história se inicia: o dia em que assassina a esposa com as próprias mãos.

Lançamento: 27/08/16 às 17h














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Resenha #202: Não Pare! - FML Pepper

Título: Não Pare! 
Autor:  FML Pepper
Editora: Valentina
Edição: 2
ISBN9788565859660
Gênero: Ficção brasileira
Ano: 2015
Páginas: 280
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Resenha


Clichê e ao mesmo tempo, empolgante FML Pepper prende o leitor em um mistério envolvente, uma paixão abrasadora e um enredo diferente. Por trás de todos os seres sobrenaturais já explorados, tendo suas mitologias contadas e recontadas, a autora consegue surpreender não só com seus personagens humanos, mas também com as reviravoltas e a trama, um tanto quanto diferencial.
Nina sempre viveu uma vida passageira. Desde muito nova, presa nas neuras de sua mãe, vivia se mudança para diversos países e cidades, nunca fixando moradia muito tempo; nunca criando laços com as pessoas. A escola era apenas uma rotina chata que quase a toda semana mudava. Já havia ido para tantos lugares que sua existência se tornou isso: inconstante. E isso, exatamente porque? Ela não sabe. Sempre teve a impressão de que alguém lhe perseguia ou que sua sorte é sem dúvidas uma das piores, devido a todos os acidentes que quase sempre sofreu, tornando a rotina de sua mãe, aquela loucura de mudanças.

Mas algo está para mudar. Em plenos poucos meses para seu décimo sétimo aniversário, Nina e sua mãe retornam para os Estados Unidos e fixam moradia. O que Nina não espera é que as revelações que tanto ansiou sejam finalmente contadas. Uma avalanche de acontecimentos está prestes a colocar sua vida de cabeça para baixo. Como se não bastasse ser a esquisita de olhos estranhos, a garota ainda terá que explicar os bizarros acidentes que começam a acontecer cada vez com mais frequência. E enquanto luta para revelar seu passado e seu futuro obscuro, dividi-se em uma relação de amor e ódio com o mistério, bad boy e inconstante Richard. Que surpresas revelam o futuro de Nina ? Qual rumo todos esses acontecimentos vão lhe levar?
Narrado em primeira pessoa, vemos todo o cenário se mostrar através do ponto de vista da personagem Nina, o que não deixou de ser extremamente positivo. FML Pepper descreve suas cenas e seus cenários com sutileza, sem excesso de detalhes, mas dando elementos suficiente para que o leitor consiga se localizar na trama e viajar com sua história. Dotada de uma mitologia ainda mais avassaladora, a obra mantém um excelente suspense até mais da metade da leitura, de forma que o leitor vai com certeza ficar preso, sobre a expectativa de descobrir finalmente o que Nina realmente é.

O começo, definitivamente, foi meu momento mais devagar. Apesar de conter muita ação, os primeiros eventos que se passam na vida de Nina aparentam ser uma situação mais solta da trama central, o que meio que não me agradou muito, mas isso muda-se totalmente do sétimo capítulo em diante, quando elementos dos capítulos anteriores começam a fazer sentindo, personagens vão se encaixando no enredo e a sequencia da trama vai ficando mais densa e interligada.

Outro ponto chatinho pra mim foi o personagem Richard. Esse com certeza me rendeu uma boa dor de cabeça. Inconstante e altamente bipolar, mesmo tendo terminado o primeiro volume, ainda não consegui uma imagem clara do protagonista devido a suas muitas oscilações de personalidade. Se o intuito da autora era deixar no leitor a visão de otimismo e ódio frente ao personagem, com certeza ela atingiu. Richard foi o personagem mais inconstante que conheci este ano até o momento, sendo que ficava muito difícil saber se eu torcia por ele, ou torcia contra ele. Ora ele parecia bom, cuidadoso, amoroso e ora era grosso, sombrio e até meio violento. Seu envolvimento com a protagonista não me convenceu muito, e acabou transformando o romance si, para mim, em algo muito banal, ou atropelado demais.
Nina por outro lado foi um doce. Embora no comecinho ela pareça meio "tapada" demais, consegue surpreender o leitor devido a toda a sua coragem e inteligência para lidar com os problemas que vão surgindo a sua frente. Espero que no próximo livro ela se mostre mais autoritária, menos influenciável e ingênua. Esse também foi um ponto que me rendeu um pouco de raiva. Algumas situações que ela acreditava ou caia que ficava difícil controlar a fúria no momento.

Não Pare! bestseller nacional pelo site Amazon, que ganhou agora sua edição pela Editora Valentina, que convenhamos, está linda, não deixando a edição momento algum a desejar. Como dito acima, tudo rendeu para o bom desenvolvimento da trama, desde o enredo e toda a mitologia extremamente atraente da autora, quanto à edição, muito atraente.

Até logo,
David Andrade!
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Resenha #201: Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi - Joachim Meyerhoff

Título: Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi
Autor:  Joachim Meyerhoff
Editora: Valentina
Edição: 1
Tradução: Karina Jannini
ISBN: 9788565859974
Gênero: Ficção Alemã
Ano: 2016
Páginas: 352
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RESENHA


Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi não é apenas um livro com título enorme e capa chamativa, na verdade trata-se de um romance de formação (Bildungsroman) onde acompanhamos o desenvolvimento de Joachim, o personagem principal. Ele é o caçula de três irmãos e vive no hospital psiquiátrico Hesterberg com sua mãe e pai (o qual é diretor do hospital) no extremo norte da Alemanha
Ao desenrolar vamos sendo apresentados as loucuras e peculiaridades de alguns dos mais de 1.500 pacientes que são tratados no local e seu envolvimento com eles. Além disso, como é o relacionamento da família em um todo. Um pai que é ágil na teoria, mas falha na prática [um exemplo é seu desejo de tomar outro rumo na vida após completar 40 anos, porém, bastam alguns anos para deixar essas metas de lado]. A mãe que detesta o frio da Alemanha e sente saudades da Itália, e  os dois irmãos de Joachim, os quais o perturba, mas que no fundo é só amor de irmão. Ah, não podemos esquecer da cadela que é uma personagem fundamental no enredo.

É de admirar como o autor consegue navegar do choro ao riso, enquanto enxugamos uma lágrima estamos rindo alto, e quando estamos rindo, começam a escorrer lágrimas de nossos olhos. Isso porque o livro tem momentos muito cômicos, principalmente por conta da inocência que o Joachim tem enquanto criança e adolescente. Portanto ele não tem uma noção do quão triste é a morte, e ao encontrar um corpo de um senhor morto no início do livro, sai comemorando o achado. 
"Nunca vou esquecer esse momento. Eu tinha inventado uma coisa que, de fato, era verdade. [...] Como um instrumento arqueológico, a mentira havia trazido à tona um detalhe oculto das profundezas da memoria. Para mim, foi um reconhecimento incrivelmente libertador: inventar significa recordar". - Pág. 21
A morte em si é vista de uma outra forma pelo autor, como se fosse uma oportunidade de recomeço para quem vive e uma busca para a felicidade, algo estranho, mas que tem sentido se vermos todas as lembranças e momentos lindos que tivemos come um ente querido.

As descrições dos pacientes da instituição é melancólica e causa uma certa invalidez de nossa parte por não termos a oportunidade de fazer nada para mudar a condição da qual receberam desde seu nascimento. São transtornos mentais variados. Mas o relato mais chocante dentre todos é o de uma jovem que não sente mais sentido na vida e tentou suicídio várias vezes. O que deixa mais abalado é o fato de que ela existe e não sabe porque quer acabar com sua vida. Isso aperta o coração e é tão desolador que as lágrimas chegam a correr. 
Esse livro faz parte de uma série, e é o segundo volume, porém, apesar disso, não senti dificuldades ou necessidade de ter lido o primeiro livro. Mas adoraria ter outras obras do Joachim Meuerhoff traduzidas para o português. A Valentina está de parabéns, não só por trazer um autor de um nacionalidade que foge dos Estados Unidos (Somos bombardeados de autores norte-americanos), mas também por uma história tão envolvente.

A diagramação do livro ficou perfeita. Na folha de guarda vemos um gato que ilustra uma das teorias de um dos pacientes da instituição, as folhas são amareladas e possui uma boa fonte. Durante a leitura não encontrei nenhum erro de revisão, além do mais, creio que a tradução conseguiu manter o clima que o autor queria propor para essa história, com uma escrita graciosa.
Recomendo a obra para quem quer fugir um pouco do habitual, com um cenário novo, personagens  profundos e complexos, onde o romance consegue ter várias nuances e conduzi como a um passeio de montanha russa.

Para mim, somos seres distintos e as diferenças acabam gerando estranhezas, a partir do momento que vamos criando laços de afeto (ou nem tanto) vamos quebrando paradigmas e vendo o outro como alguém normal, com suas diferenças claro, mas que comparadas com as nossas estão nas mesmas medidas. É aquela história de que tudo tem um peso diferente, dependendo de quem o suporta.

E para você, a loucura está do lado de dentro ou de fora?


Até logo,
Pedro Silva!
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Resenha #200: O Corpo Humano - Paolo Giordano

Título: O Corpo Humano
Autor:  Paolo Giordano
Editora: Companhia das Letras
Edição: 1
Tradução: Eduardo Brandão
ISBN: 9788535925920
Gênero: Romance Italiano
Ano: 2015
Páginas: 384
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RESENHA


Paolo Giordano é um autor italiano nascido em Turim no ano de 1982 e é PhD em física. O seu primeiro livro A Solidão dos Números Primos (Rocco, 2009) foi o vencedor do Prêmio Strega, um dos mais prestigiosos da Itália.. Em 2010, Giordano viajou para o Afeganistão e acabou em uma base militar no deserto, um ano e meio depois saiu O Corpo Humano, o seu mais recente trabalho traduzido para o português no primeiro semestre de 2015.

Neste livro, vamos conhecer a vida de soldados italianos que viajam para uma "missão de paz" no Afeganistão, fazendo parte do pelotão comandado pelo sargento René. A maioria são inexperientes, soldados de primeira viagem, não sabendo para onde estão indo e nem o que esperar na Guerra do Afeganistão. Assim, terão que descobrir como agir no deserto, onde cada movimento errado pode explodir e levar o pelotão a inexistência.

Mas não se engane com esse contexto de guerra, pois apesar de ser o grande pano de fundo da trama, quem se destaca mesmo são os personagens e seus conflitos familiares, psicológicos e pessoais. E eles estão muito bem construídos e deixaram sua marca. Passamos com eles pela saudade de casa, experimentamos uma comida ruim e o sentimos o clima desabitual, até que nos vemos transportados e no Afeganistão com um soldado.
Nos deparamos com o drama do sargento René (que trabalha nas horas vagas como garoto de programa para mulheres solitárias) de manter ou não um bebê de uma de suas clientes, uma mulher mais velha. Temos o tenente Egitto que possui uma relação muito frágil com a sua irmã e seus pais, tornando uma zona minada onde qualquer passo em falso pode ser tão explosivo quanto em uma guerra. Torsu que sofre uma intoxicação alimentar e passa o tempo online tentando se conectar com sua namorada que ele nunca viu na vida e teme ser um homem. Zampieri, a única mulher. Cederna, um valentão que usa Mitrano como alvo de suas brincadeiras nojentas e idiotas. Ietri, 20 anos, é o mais novo, tem sede de conhecimento e sofre bullying de Cederna por ser virgem e Salvatore que é casado e possui um filho. Estes são alguns dos personagens que compõe O Corpo Humano e tudo eclode num terrível evento, quando eles precisam escoltar um comboio de caminhões através de uma campo de minas, tendo apenas uma questão de deslize para cair em uma emboscada.

Em mais um livro, o Paolo Giordano se mostra conhecedor nas reações humanas e nos traz personagens que não são heróis, não são perfeitos mas possuem sua individualidade e que estão perdidos em uma guerra. Eles precisam conviver com o outro, evitar o egoismo, saber perdoar e claro conhecer a si mesmo, pois vidas estão em suas mãos.
O livro é escrito em sua maioria em terceira pessoa e recebe uma voz em segunda pessoa com a mesma forma sutil em que ele escreve A Solidão dos Números Primos, e apesar de não nos trazer cenas de ação, há cenas descritas que formam imagens perturbadoras. Como já sabemos no inicio, alguns morrem e outros sobrevivem, a partir daí focamos nas consequências que uma perda causa numa família, ou até mesmo o seu retorno. Já imaginou receber um pedaço de um ente querido misturado ao de outras pessoas e você nem saber se esse pedaço que vai ser velado é de fato esse ente? É duro!

Não é um livro de final feliz, é um livro de final realista, concreto e duro, como a vida quase sempre é. 

Até logo,
Pedro Silva!

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Resenha #199: Moriarty - Anthony Horowitz

Título: Moriarty
Autor: Anthony Horowitz
Editora: Record
Edição: 1
ISBN: 9788501106230
Gênero: Policial
Ano: 2015
Páginas: 350
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Avaliação: 


RESENHA


O que você espera de um livro cujo nome é o do arqui-inimigo do Sherlock Holmes? Crimes, mistérios, talvez pistas que não levam a lugar algum ou levam a todo o desenrolar de uma historia fantástica e o desvendar de uma rede criminosa que se espalha pelo mundo. Esses são alguns dos ingredientes do qual Anthony Horowitz utilizou para conduzir sua história no universo Policial do mundialmente conhecido Sherlock Holmes.



Anthony Horowitz, escritor Inglês de grande reconhecimento e sucesso Foi indicado pela Conan Doyale Estate - entidade associada a família do Sir Arthur Conan Doyale que coordena a literatura, venda de produtos e direito de propaganda dos personagens criados pelo autor - para escrever dois novos romances do detetive Sherlock Holmes. O primeiro deles A casa de Seda, publicado aqui no Brasil em 2012 pela editora Zahar, e sua sequência Moriarty, publicado em 2015 pela editora Record. Embora Moriarty seja a sequencia do livro A Casa de Seda a historia de ambos não são dependentes, podendo serem lidos em qualquer ordem. 

No livro Moriarty, Horowitz conta a historia do detetive Americano Frederick Chase, da agência Pinkerton. Chase persegue o gênio do crime americano até a Inglaterra, onde ele iria se encontrar com Moriarty. O que Chase não sabia é que enquanto ele viajava a Londres, Sherlock Holmes e o Professor Moriarty se encontravam nas cachoeiras de Reichenbach, o que levaria a morte dos dois. Nesse contexto o livro é conduzido e o detetive Chase se encontra com o inspetor Athelney Jones da Scotland Yard que o ajuda na sua busca ao vilão americano que com a morte do Professor pretende expandir sua rede criminal à Europa.

A história narrada em primeira pessoa por Frederick Chase não deixa a desejar,  que contribui bastante para o mistério do livro. Além disso, conhecer a perspectiva do personagem quanto à esse mundo no qual ele foi inserido nos conduz de forma genuína pelas ruas da Londres de Holmes, como se estivéssemos redescobrindo cada personagem, cada rua, cada ambiente que, um dia, o grande detetive, Sherlock, esteve. 

A editora Record teve um cuidado muito grande com esse livro. Embora a capa seja simples, eu a considero bonita e com certa referencia à história. A diagramação foi muito bem escolhida, letras relativamente grandes, o espaçamento de margens e entre linhas adequado para garantir uma leitura rápida e menos cansativa. 

Tudo isso contribuiu para que minha experiência lendo esse grande romance do Horowitz fosse bastante prazerosa, para que a leitura fluísse rapidamente e que eu me sentisse cada vez mais imersa nesse mundo a ponto de querer juntar as pistas sozinha e tentar desvendar o caso do - posso assim dizer - nosso amigo Chase.

Até logo,
Maria Clara!

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Novidades: Editora Valentina

Olá, Leitores.

A Editora Valentina está com ótimos e diversos lançamentos que tendem a agradar um maior número de leitores, e os vim apresentá-los a vocês.

A Cor da Coragem - Julian Kulski


A Cor da Coragem é um livro que se passa na 2ª guerra mundial e tem tudo para emocionar os leitores de livros como O Menino de Pijama Listrado, O Diário de Anne Frank e A Lista de Schindler. Infelizmente a obra é um diário real escrito por Julian Kulski e que os 10 anos já estava no front, como soldado. Confira na sinopse com mais detalhes:


Em 1º de setembro de 1939, a Alemanha invade a Polônia. É o início da Segunda Guerra Mundial. Em poucos dias, Varsóvia se rende aos alemães, soldados poloneses depõem suas armas, a cidade já é um amontoado de escombros. Julian Kulski é um menino polonês de apenas 10 anos de idade. Filho do vice-prefeito de Varsóvia, escoteiro ousado e entusiástico, ele tem a firme convicção de que deverá lutar contra o Invasor. A cor da coragem é o diário de Julian Kulski, a história de seu amadurecimento durante os cinco anos da brutal ocupação alemã. Diferentemente do diário de Anne Frank, narrado a partir da sua clausura no esconderijo de um prédio em Amsterdã, o de Julian Kulski se passa nas ruas de Varsóvia, no front, no combate cara a cara com o inimigo, no infame Gueto onde se encontram seres humanos famintos, desesperados e doentes à mercê de todo tipo de tortura, do enforcamento, do fuzilamento, da câmara de gás...                                                                                                                               “Este diário, escrito com o coração e pela mão de um adolescente, nos proporciona uma visão única e comovente da Segunda Guerra Mundial”. Lech Walesa, Prêmio Nobel da Paz
[Adquira seu exemplar clicando aqui.]

Desejo Insaciável - Kresley Cole


Com uma pegada erótica e seres mitológicos, a série Desejo Insaciável tende a despertar o interessa dos fãs de livros mais apimentados, mas nem por isso menos gostosos de se ler. Apesar de ser o primeiro volume de uma série, os livros possuem inicio meio e fim, podendo ser lido de forma independente. confira a sinopse:

A lenda de um feroz lobisomem e uma encantadora vampira – improváveis almas gêmeas cuja paixão testará os limites da vida e da morte.

Um incansável guerreiro mítico. Nada o deterá até que possua a...

Depois de suportar anos a fio torturas constantes comandadas pela Horda dos vampiros, Lachlain MacRieve, líder do clã dos Lykae, fica enfurecido ao descobrir que sua parceira, há tanto tempo profetizada e pela qual espera há mais de um milênio, é uma vampira, assim como seus captores. Na verdade, Emmaline Troy é metade Valquíria, metade vampira. Jovem delicada e etérea que, com seu jeito todo especial de ser, é a única que pode suavizar a fúria que incendeia o faminto Lykae.

Uma vampira prisioneira de sua fantasia mais selvagem...

A doce Emmaline decide sair pelo mundo em busca da verdade sobre seus pais desaparecidos. Em Paris, um poderoso espécime Lykae a encontra, determina que ela será a sua parceira por toda a eternidade e a leva para o castelo escocês dos seus ancestrais. Lá, o pavor que Emmaline sente do Lykae – e da sua insaciável fome de prazer – faz com que ele inicie um lento e envolvente jogo de sedução e ela liberte suas mais sombrias fantasias.
[Adquira seu exemplar clicando aqui


A Identidade Secreta dos Super-Heróis - Brian J. Robb


Em breve a editora Valentina estará lançando o livro A Identidade Secreta dos Super-Heróis, e você pode colaborar votando através do Facebook na capa que achar mais interessante:

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A primeira aparição do Super-Homem em 1938 foi um momento sísmico na cultura pop americana. Desde então, centenas de super-heróis foram criados, desconstruídos e reinventados para novas gerações de fãs de revistas em quadrinhos, especialmente os ícones da DC, Batman e Mulher-Maravilha, e os X-Men e Vingadores do Universo Marvel.
Nesta ampla e fascinante exploração do fenômeno dos heróis dos quadrinhos, Brian J. Robb mapeia a ascensão dos super-heróis americanos, do auge inicial na era da Grande Depressão em gibis descartáveis ao renascimento brilhante nos blockbusters mais populares do cinema do século XXI.

Valentina na Bienal de São Paulo


A editora não terá um estande próprio, mas seus autores nacionais estarão presentes na estande da Livraria Leitura. Veja:

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Até logo,
Pedro Silva 

1

Resenha #198: A Garota do Calendário - Fevereiro - Audrey Carlan

Título: Fevereiro
Série: A Garota do Calendário - Livro 2
Autor: Audrey Carlan
Editora: Verus Editora
Tradutor: Andréia Barboza
Edição: 1
ISBN:  9788576865070
Gênero: Romance érotico
Ano: 2016
Páginas: 135

Avaliação: 



RESENHA


Em Fevereiro Mia é contratada para ser a musa de Alec Dubois, um excêntrico artista francês, com um corpo de matar e um sotaque sexy.  
Mia tenta lutar para manter Wes longe de seus pensamentos e se centrar em seu cliente atual, e Alec ser um homem muito bonito e atencioso torna mais fácil para ela se deixar levar pelos seus desejos e deixar as preocupações em espera. Além de claro, que Alec faz de sua missão mostrar a Mia como apreciar sua própria beleza, e claro, seu corpo.

Alec vai ensinar a Mia algumas lições sobre amor e sexo que ela vai manter pelo resto da vida.
Nesse volume também conhecemos um pouco da Mia e das coisas que aconteceram em seu passado que deixaram uma cicatriz em sua alma. No quesito hot, eu achei esse livro mais excitante que o primeiro, o modo como Alec “faz amor” envolve mais que dois corpos se unindo, é sublime, intenso e sexy.
Eu demorei um pouco para ler esse livro, apesar de ser bem curto assim como o anterior, talvez eu não estivesse no feeling ou apenas com raiva por que ela foi tão facilmente para outro cliente e não deixou que o Wes a ajudasse a pagar a divida. A editora manteve o padrão da diagramação do primeiro livro, com letras grandes e margens espaçadas.

Assim como no primeiro volume acho que a autora pecou um pouco na questão de deixar a história muito superficial, não há muita profundidade nos pensamentos, nos acontecimentos ou envolvimento dos personagens. Ainda assim, foi uma leitura valida sim, pois isso também deixou o livro mais leve, bem propicio para se ler numa tarde de descanso.
Mais uma vez a autora nos deixa curiosa para conhecer o próximo cliente de Mia, será que vai ser mais um homem sexy, adorável e bom de cama? Bem, só vamos descobrir em Março.

Até mais,
Sharon Alves!