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Resenha #181: Talvez Um Dia - Colleen Hoover

Título: Talvez Um Dia
Série: Maybe #1
Autor: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Tradução: Natalie Gerhardt
Edição: 1
ISBN: 9788501050311
Gênero: Ficção americana
Ano: 2016
Páginas: 368

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Avaliação: 


RESENHA



Este é o terceiro livro da autora Colleen Hoover que li, além de O Lado Feio do Amor e Never Never. Colleen sabe prender a pessoa em suas histórias de comédia romântica. O leitor ri, chora, tem raiva e com Talvez Um Dia  isso não é diferente, principalmente quando o assunto é a moral. Duas pessoas não podem se apaixonar sem machucar uma terceira e a situação que a autora colocou seus protagonistas é de partir o coração.

A história começa quando Sydney chegou do trabalho e encontrou sua melhor amiga, Tori, e seu namorado, Hunter, se beijando. As pessoas que ela mais confiava a estavam traindo descaradamente por suas costas, e ela descobriu isso bem no dia do seu aniversário de 22 anos. Na chuva, sem bolsa e sem lar, Sydney é acolhida pelo seu vizinho músico, Ridge.

Acolhida por ele e depois de ver suas possibilidades, Sydney aceita morar com Ridge e acaba entrando no mundo que sempre quis: a música. Juntos e escrevendo músicas, Sydney e Ridge entram em seu próprio universo, só que essa proximidade fazem com que eles se apaixonem. Parecia ser fácil até a Sydney descobrir que Ridge namora há 5 anos uma menina chamada Maggie.

E é com essa situação conflitante que Sydney faz Ridge prometer que eles nunca serão Tori e Hunter. O que era para ser inocente acaba se transformando em uma bola de neve que vai se acumulando, chegando a um ponto que nenhum dos dois aguentam aquela situação. Foi difícil ver duas pessoas apaixonadas não podendo ficar juntas, porque ambos além de não quererem se transformar em traíras, tinham respeito pela Maggie.

É onde entra a questão da moral, por mais que os protagonistas quisessem ficar juntos - os obstáculos, seus pensamentos -, tentaram de tudo para evitar a repetição da história de Sydney. Particularmente uma hora deu raiva, pois uma questão que poderia ter se resolvido facilmente, acabou indo muito mais. O que acabou não só afetando Sydney, Ridge e Maggie que acabaram se machucando, mas também os amigos que estavam envolvidos na situação, que tentavam aconselhar e por fim se machucaram da mesma forma.

Talvez Um Dia é uma ótima leitura de fim de domingo, talvez as pessoas possam se identificar com alguns personagens, principalmente com os protagonistas, já que milhares de pessoas já passaram por uma situação dessas, onde dois apaixonados podem machucar várias pessoas, pois o amor nunca é uma linha reta, sempre terá fragmentos internos ou externos. 


A diagramação segue o padrão da Galera Record, folhas amareladas e fonte de tamanho agradável O livro ainda conta com um qr code, dando acesso à uma playlist relacionada ao livro. Isso é muito legal e traz um diferencial à obra e você pode conferir clicando aqui

Até mais,

5

Resenha #180: As Reputações - Juan Gabriel Vásquez

Título: As Reputações
AutorJuan Gabriel Vásquez
Editora: Bertrand Brasil
TraduçãoJoana Angélica d’Ávila Melo
Edição: 1
ISBN: Ficção colombiana
Gênero: 9788528618631
Ano: 2016
Páginas: 140

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Avaliação: 




RESENHA


Em 2016 resolvi focar minhas metas literárias em autores de língua portuguesa, e isso está sendo maravilhoso, mas também resolvi abri mais espaços para os autores latinos, principalmente os contemporâneos. Para a minha alegria, as leituras até então então uma maravilha. Mais um caso disso é o livro As Reputações, do colombiano Juan Gabriel Vásquez publicado pela Bertrand Brasil.
Para Javier Mallarino, personagem central da obra, os ossos e as cartilagens dizem muito sobre uma pessoa pois é o que molda a fisionomia de um individuo e a partir dali temos uma história. Isso porque Mallarino é cartunista de figuras politicas que ganhou renome ao longo dos anos com sua arte em jornais diversos. Sendo assim, ele exerce uma grande influência em seu país, a Colômbia, cenário em que se passa a história. Mas não foi uma tarefa fácil, recebendo muitas ameaças de morte tanto de sua pessoa quanto de sua filha e esposa. Essa ameaças foi um dos motivos pela qual o casal se separou.

Separado da sua esposa Magdalena, com quem teve uma filha chamada Beatriz e apesar da velhice batendo a porta, Javier continua pontualmente enviando seus trabalhos para as redações jornalisticas onde trabalha, ou melhor, há uma pessoa encarregada de recolher na residencia do cartunista, que só tem mesmo a preocupação de desenhar. O renome é tamanho que o assunto não precisa ter ligação com alguma matéria, a obra em si já é o destaque.
A monotonia de seus dias ganha uma reviravolta quando o cartunista vai receber uma homenagem e conhece uma mulher que posteriormente se revela conhecida e fatos do passado são vasculhados em busca de procurar saber se as atitudes e os julgamento que Mallarino fez acerca de um politico eram verídicas ou não passava de um erro cometido. Em paralelo, mas na mesma situação, essa mulher busca saber o que aconteceu durante uma festa em sua infância.

Recentemente vencedor do Prémio Literário Casa da América Latina/Grupo Lena, A Reputações é um livro que fala sobre assassinato de reputações. No jornalismo não existe apenas a credibilidade e hoje vemos claramente os erros apontados diariamente em emissoras de TV e e nos portais online, isso sob influência de uma imediatez, uma necessidade de obter o furo jornalistico e reportar primeiro. Assassinato de reputação trata-se portanto de uma distorção dos fatos fruto de um equívoco ou pode também ser de forma deliberada, consciente ou não. Isso pode manchar a imagem de algo ou alguém perante a sociedade. Em muitos casos usados em beneficio do próprio veiculo que comete tal atrocidade.

Foi uma grata surpresa ler As Reputações pois vi em pratica um dos assuntos que estudei no semestre passado da faculdade. O autor conseguiu trabalhar bem o tema de forma original, pois não é de se esperar que um cartunista tenha o poder de influência e um alcance tão grande quanto o de Mallarino. Descobrimos e confirmamos que na verdade um desenho fala muito e quando bem interpretado, ligado a situação em questão e ao contexto podem fazer grandes estragos, ainda mais sendo figuras publicas. 

O que é publicado em jornais é recebido com seriedade pelo receptor da informação, por isso ainda há quem acredite ser uma verdade universal as matérias jornalisticas. Pode até ser, mas As Reputações é um alerta para a verificação dos fatos e principalmente das fonte em que estamos obtendo tais informações. Comparar duas fontes nunca é demais e não é por ter credibilidade que um veiculo de comunicação não cometa erros. 
A escrita do Juan Gabriel Vásquez é fluída, mas nada supérflua. Escreve de forma doce, sabendo parar para observar os traços dos personagens, dos cenários descritos e descreve bem as expressões dos personagens. É um deleite e de quebra temos um enredo bem original.

Para quem gosta de uma leitura rápida, reflexiva sobre a forma em que expomos os fatos e de grande crítica à ética jornalistica. Mas não espere por um grande desfecho pois a grandiosidade da obra fica a cargo do seu tema principal.

Até logo,
Pedro Silva



6

{Novidade}: A definição do amor - Jorge Reis-Sá

Olá, pessoal!


Qual foi o último livro de literatura portuguesa que você leu?
Recebi recentemente um e-mail da Lara, responsável pelo marketing da editora Alaúde contendo essa pergunta. Assim que li, pensei nos inúmeros autores portugueses de renome e famosos que há por aí, e achava que seria fácil responder a pergunta. Engano meu. Fiquei pensando por alguns minutos qual foi minha última leitura que se enquadrava na questão e acabei tendo que consultar o velho Skoob para isso. É, faz um bom tempo que não leio um autor português, o último deles foi o clássico Poemas Completos de Alberto Caeiro, do Fernando Pessoa, que aliás gostei bastante.

Mas, para a minha e a nossa alegria, a Tordesilhas está com um lançamento imperdível do escritor português contemporâneo, Jorge Reis-Sá. Trata-se da obra A definição do amor, romance que fala sobre relações familiares, amor, morte e luto.

Confira a sinopse:


Numa pequena cidade portuguesa, Susana sofre um AVC. Os médicos decretam sua morte cerebral ao mesmo tempo que anunciam sua gravidez de doze semanas – causa provável do acidente vascular. Francisco, o marido, começa então o diário do seu luto, que vai de maio a outubro, porque decidem não interromper a gestação. Francisco falará então do que é viver a morte anunciada, com todas as circunstâncias que o levaram até ali e que diariamente tem de enfrentar. Entre cada um dos meses, uma véspera se anuncia. Cada uma delas é composta por uma carta, cujo conjunto percorre trinta anos da vida de pessoas ligadas intimamente ao casal e vai explicar muito do que agora se passa. 

Sobre Jorge Reis-Sá 


Jorge Reis-Sá nasceu em Vila Nova de Famalicão, uma pequena cidade no norte de Portugal, em 1977. Entre 1999 e 2009, fundou e dirigiu aQuasi Edições, e foi diretor editorial da Babel de 2010 a 2013. Sua extensa obra de poesia está reunida no volume Instituto de Antropologia – Todos os poemas (Glaciar, 2013). Publicou também os livros de contos Por ser preciso (Cosmorama, 2004) e Terra (Sextante Editora, 2007), além de volumes de crônicas e dos romances Todos os dias (Record, 2007) e O Dom (Record, 2009).

O que disse a crítica?


"Jorge Reis-Sá consegue, com este livro, tudo aquilo a que se propôs." – António Lobo Antunes

“Vincadamente expressivo, este livro não pode deixar de se implantar na memória de quem o lê.” – Luísa Mellid-Franco, Expresso

“Poucos autores conseguem inventar um mundo tão único e particular como este em que Jorge Reis-Sá nos coloca.” – Carlos Alberto Riccelli

"Depois de "Todos os dias" – comovente romance que tem como protagonista a casa onde soam as diferentes vozes de seus moradores –, o novo livro de Jorge Reis-Sá, "A definição do amor", também é um retrato emocionante, para não dizer tristíssimo, de uma família. Se invariavelmente é um diário de luto, de uma lenta despedida, o diário acompanha também o desenvolvimento do bebê que cresce ali, naquela mesma cama de hospital." – Alice Sant'Anna.

“Toda viagem de Jorge Reis Sá é uma espécie de resgate de uma memória e de uma emoçāo que é de todos nós. Com suas palavras nos transporta para um tempo que carregamos dentro e com ele vamos redescobrir delicadezas perdidas.” – Bruna Lombardi


Me pareceu um livro bem sensível e reflexivo, o que me agrada muito e a capa está um encanto. Não vejo a hora de lê-lo. E você, o que achou?

Até mais,
Pedro Silva

6

Resenha #179: O Caderninho de Desafios de Dash e Lily - David Levithan e Rachel Cohn

TítuloO Caderninho de Desafios de Dash e Lily
AutorDavid Levithan e Rachel Cohn,
Editora: Galera Record
Tradução
Edição: 1
ISBNFicção Jovem adulto
Gênero9788501105158
Ano: 2016
Páginas: 256


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Avaliação: 




RESENHA




O Caderninho de Desafios de Dash e Lily é resultado de mais uma parceria entre David Levithan e Rachel Cohn, ambos autores consagrados tanto por suas obras individuais tanto quanto por aquelas escritas em conjunto, como é o caso de Nick e Norah - Uma Noite de Amor e Música e Naomi & Ely e A Lista do Não-Beijo.
A história de O Caderninho de Desafios de Dash e Lily se passa nos últimos dias do ano e é narrada de forma intercalada entre os dois personagens principais. Lily, de 16 anos, acha que deve arranjar um namorado, mas não sabe de fato como fazer isso. Os pais dela, seguiram em viagem em pleno natal, e para ter mais privacidade, seu irmão gay tem a ideia de ajudá-la nessa tarefa através de um caderninho de desafios que será deixado em algum local de Nova York. A ideia é simples, quem cumpri todos os desafios, sem trapacear será o par perfeito.

Dash, um jovem que detesta essa época do ano, deu um jeito de burlar os pais que são separados com a finalidade de passar o natal sozinho. Assim, ao encontrar o caderninho em uma livraria, tudo o que ele planejou se desfaz quando segue os desafios propostos pela garota que ele desconhece. A troca do caderninho fica constante e as dúvidas sobre a identidade do outro emerge em uma curiosidade que instiga a leitura do livro.

Dash e Lily demonstram através da narrativa intercalada que nem sempre estamos dispostos a aceitar a personalidade do outro e que em muitos casos criamos uma ideia de alguém para satisfazer nosso ideal, quando na verdade a pessoa é o oposto disso. O que devemos fazer nesse caso é aceitar suas idiossincrasias e tentar conviver com isso. Jamais impor o que o outro deve ser ou fazer.
Ao longo do livro somos surpreendidos com momentos divertidos, engraçados e embaraçosos. Além disso, ele tem todo um clima natalino americano que remete a filmes da sessão da tarde sobre o tema, como Milagre na Rua 34, O Grinch, Esqueceram de Mim, Um Herói de Brinquedo entre outros.

Apesar de ser um livro do David Levithan, o qual aborda muito questões de sexualidade e gênero, nesse não é o foco principal, mas eles, os autores, foram  cuidadosos em por representatividade na obra com uma dragqueen e alguns casais gays peculiares.

Se você gosta de uma leitura rápida, divertida O Caderninho de Desafios de Dash e Lily segue como uma ótima leitura. Principalmente para aqueles que gostam de acompanhar as mirabolantes histórias de um casal que aos poucos estão se apaixonando. É um livro de descobertas e para torcer pelo casalzinho central.

O final é um pouco aberto, mas acabei pesquisando e descobrindo que a obra receberá uma sequência chamada The Twelve Days of Dash and Lily, que se passará um ano após O Caderninho de Desafios, ou seja, também no natal. O novo livro tem previsão de publicação lá fora para 18 de outubro de 2016. O jeito é aguardar!


Até logo!


6

Resenha #178: O amor Segundo Buenos Aires - Fernando Scheller

Título: O Amor Segundo Buenos Aires
Autor: Fernando Scheller
Editora: Intrínseca
Edição: 1
ISBN: 9788580579178
Gênero: Romance brasileiro
Ano: 2016
Páginas: 288

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Avaliação:





RESENHA


"Se você já amou demais
Brigou e perdoou
E conseguiu esquecer um grande amor
Mas ainda se lembra quando ouve aquela música
(E é uma lembrança doce)
Se de vez em quando se permite mais do que o necessário 
Se não resiste a um chocolate
(...)
Este livro é para você."

O Amor Segundo Buenos Aires é a estreia de Fernando Scheller na ficção. O autor, que também é jornalista já se aventurou na não-ficção com o livro Paquistão, Viagem à Terra dos Puros que fala sobre a cultura e o povo paquistanense.

Na nova empreitada, Fernando Scheller surpreende com a riqueza de detalhes em sua escrita e a segurança de narrar em várias vozes soando distintamente. Em cada capítulo temos um personagem sendo apresentado por outro. Ele usa poucos diálogos, mas esses são colocados de forma perfeita, ao invés de se alongar em falas desnecessárias.

Hugo, um brasileiro que deixou o país para viver em Buenos Aires com sua esposa Eleanor, vê seu casamento se definhando aos poucos. Como se não bastasse a dor de um coração partido, ele descobre que sofre de uma grave doença que pode leva-lo a morte. Mas Hugo não é de se mostrar fraco, mesmo debilitado ele quer aparentar saúde e força.

Em sua vivência em Buenos Aires, Hugo fez uma forte amizade com o arquiteto Eduardo e a comissária de bordo Carolina. O pai de Hugo, Pedro, ao saber da notícia larga tudo no Brasil e segue para a capital argentina para cuidar de seu bem mais precioso: o filho. Mas lá ele também encontra Charlotte, uma companheira despretensiosa que apenas deseja aproveitar da melhor forma possível os últimos dia de vida.
Os personagens vão sentir na pele a força de uma amizade sincera e verdadeira através das pessoas convertida em amor. Tudo isso sentindo o clima apaixonante da capital argentina: Buenos Aires e nos fazendo aproximar do ambiente acolhedor e apaixonante que ela nos propõem. No fim, quem se torna a personagem principal é a própria cidade e percebemos sua conspiração em torno das pessoas, seu cuidado e seu dedo no meio das situações para que tudo ocorra bem.

O livro não está só impecável no seu conteúdo, mas também em sua diagramação com fonte agradável e antecedendo os capítulos encontramos sempre um mapa onde se passa a narrativa a seguir. Quem conhece os livros nacionais da Editora Intrínseca deve imaginar o capricho. Entrementes, se não for o caso, O Amor Segundo Buenos Aires pode ser uma boa porta de entrada para a literatura nacional contemporânea que a editora vem publicando.
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{Novidade} - Giz Editorial publica sua primeira ficção internacional!



A Giz Editorial está começando a apostar no mercado literário internacional contemporâneo, e lança seu primeiro livro de ficção estrangeiro. Trata-se da obra Sua Secretária - Desfeita, da autora norte-americana Melaine Marchande que já tem vários best sellers independentes pela Amazon.

As apostas anteriores da editora foram nos livros de não-ficção da série de sucesso Angel Pets (Angel Dogs, Angel Cats e Angel Pets). Além disso, a Giz também tem planos para ampliar seu catálogo de obras clássicas. O primeiro foi uma edição com nova tradução de "O Pequeno Príncipe". Já estão em produção novas edições de Jane Austen, Julio Verne e Sir Arthur Conan Doyle.  

Confira a seguir um pouco mais sobre Sua Secretária - Desfeita:

Em breve traremos mais novidades sobre a obra. Enquanto isso, conta pra gente o que você achou?



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{Sorteio} 2 anos de Resenhando Sonhos

SORTEIO-2-ANOS-001 O Resenhando Sonhos está completando 2 anos de vida e junto com os outros sorteios que vão rolar e a festa ser maior ainda, alguns amigos foram chamados para a comemoração, para montarmos um sorteio coletivo com 18 livros divididos em 4 Kits. Tudo isso pra que vocês leitores e inscritos possam ganhar mais. E os prêmios estão incríveis! No Kit 1 temos: Box com três livros o David Levithan, Jovens de Elite e Os Últimos Sete Meses de Anne Frank; No Kit 2 temos: Nunca Jamais, A Menina que Não Sabia Ler, Por Lugares Incríveis e Aconteceu em Veneza; No Kit 3 temos: Garota Exemplar, 6 Anos Depois, O Oceano no Fim do Caminho, A Rainha da Neve e Brasil - Os Frutos da Guerra; E no Kit 4 temos: Guerra Civil, 6 Anos Depois, Alien e A Árvore da Mentira.

Confira as regras e participe:

  • 1 ganhador por Kit;
  • Residir em território brasileiro;
  • Cumprir com todas as regras obrigatórias de cada formulário;
  • Cada blog ficará responsável pelo envio do seu prêmio;
  • Os blogs não tem responsabilidade por extravio ou perda por conta dos correios;
  • O sorteio terá início em 08 de junho e término em 02 de julho de 2016;
  • O resultado será divulgado em até 05 dias neste mesmo post;
  • Os ganhadores deverão responder o e-mail de contato em até 48 horas, ou o sorteio será refeito;
  • Os blogs terão um prazo de 45 dias para o envio do prêmio;
  • Perfis fakes ou promocionais serão desclassificados;
  • Perfis do facebook restritos também serão desclassificados;
  SORTEIO-2-ANOS-002 a Rafflecopter giveaway SORTEIO-2-ANOS-003 a Rafflecopter giveaway SORTEIO-2-ANOS-004 a Rafflecopter giveaway SORTEIO-2-ANOS-005 a Rafflecopter giveaway  
Boa sorte aos participantes :D
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{TOP COMENTARISTA DE JUNHO + RESULTADO}

Olá, pessoal! Como vocês estão? 

Ansiosos para descobrir o nome do ganhador do top comentarista do mês de maio, suponho. O mês de maio foi excepcional, contando com dezessete postagens válidas para o Top Comentarista, distribuídas entre resenhas, divulgações e outros post's. O ganhador, este mês, levará pra sua casa um exemplar de Outro Dia, publicado no Brasil pela Galera Record e escrito por David Levithan. Não vou me prolongar, vamos aos dados:

Este mês tivemos sete participantes que comentaram em todas as postagens e, por haver apenas um prêmio, tivemos que sortear o exemplar entre estes sete.


Para realizar um sorteio justo, demos um número a cada um dos participantes, conforme a tabela abaixo:


Utilizamos, então, uma plataforma digital para sorteios, o Random.org, e o grande vencedor foi...
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Resenha #177: Outro Conto Sombrio dos Grimm - Adam Gidwitz


Lido em: Maio de 2016
Título: Outro Conto Sombrio dos Grimm
Autor: Adam Gidwitz
Editora: Galera Júnior
Edição: 1
ISBN:
Gênero: Ficção - Infanto-juvenil
Ano: 2016
Páginas: 352


Avaliação:   




Resenha:

Outro Conto Sombrio dos Grimm, publicado no Brasil pela Galera Record, através do selo Galera Júnior, traz aos leitores uma narrativa única, linear e comentada. Após grande aceitação do "primeiro" livro desta 'série', Um Conto Sombrio dos Grimm, já resenhado por aqui, o "segundo" volume , também baseados nos clássicos dos irmãos Grimm, já está dando o que falar. 

Antes mesmo de sermos introduzidos ao personagem principal, o João, conhecemos um sapo um tanto quanto ingênuo que mora em um poço infestado de salamandras, próximo ao castelo do reino. O Sapo acaba por encontrar uma menina que está tristonha e... bom, as cenas que se seguem são totalmente sangrentas e de causar enjoo. Este fato corrobora a premissa de que a obra não foi escrita única e exclusivamente para o público infantil, mas para aqueles que já estão na fase adolescente/adulta. 

Logo após conhecermos a história do sapo, conhecemos a de Jill, uma bela princesa, mas que nem de longe chega aos pés de sua mãe. Jill é uma menina que não possui muita confiança em si, provavelmente por sempre ter sido guiada e moldada para ser igual a rainha. Após passar um grande vexame no castelo, decide visitar seu primo, e é aí que o João aparece.


Mas desejos não podem ser desfeitos, por mais que se deseje. Um desejo é uma coisa poderosa.

João é um menino pobre, que vive apenas com seu pai. A vaca da família, que há tempos havia sido a única fonte de renda que eles possuíam, simplesmente parou de produzir leite. Sendo assim, como presente por João estar se tornando um "homem", seu pai delega ao nosso protagonista a missão de vender o animal por não menos que cinco moedas de ouro na feira. João, tentando manter-se centrado, vai até o mercado e acaba trocando a vaca por um grão 'mágico' de feijão, induzido por Maria (neste livro, Maria é um menino!) e as outras crianças da vila.

Chegando em casa, João conta o ocorrido ao pai. Não muito compreensível, seu o homem arremessa o grão pela janela, e de pronto João vai procurá-lo, temendo perder sua preciosidade. Descobre, entretanto, que fora enganado. É aí que ele e sua prima Jill, filha da rainha, conhecem uma bruxa que promete transformar o grão em mágico caso eles estejam dispostos a procurar um objeto para ela. Trata-se de um espelho poderoso, o objeto mais poderoso de todo o mundo. Inconscientemente, as crianças decidem jogar-se nesta busca maluca, que tratá desafios, momentos de tensão, parceria e, obviamente, muito sangue.

Envolvendo sereias, gigantes, duendes e vários outros seres mitológicos, Adam Gidwitz consegue nos fazer viajar pelo mundo da imaginação. O autor explicita, em vários momentos, que nem tudo aquilo que é bonito, de fato, é bom. As aparências enganam, meus caros. Os diálogos entre nossos personagens são fluidos, tornando a leitura dinâmica. A edição, assim como a do primeiro livro, está impecável. 


Como já havia lido Um Conto Sombrio dos Grimm, tinha em mente o que me aguardava. Entretanto, Adam conseguiu ir além do que era esperado por mim. A criatividade e perspicácia do autor me impressionou em vários momentos, dada a sua capacidade de tornar um ato ínfimo em chave central do enredo. Recomendo a leitura para todos aqueles que querem uma obra engraçada e ao mesmo tempo instigante. E aí? Está pronto para embarcar em uma aventura com João e Jill (e um sapo de três pernas)?

Até logo,
Sérgio H.

8

Resenha #176: Diário de Andrés Fava - Julio Cortázar



Título: Diário de Andrés Fava
Autor: Julio Cortázar
Editora: Civilização Brasileira
Tradução: Mario Pontes
Edição: 1
ISBN: 8520012922
Gênero
Ano: 2016
Páginas: 128

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Avaliação: 



RESENHA



Já pensou ler um livro que menciona um diário de algum dos personagens e posteriormente o autor percebe que dali pode-se tirar realmente um diário e o escreve como um novo livro? Pois, foi justamente o que o autor Argentino fez em Diário de Andrés Fava, publicado originalmente em 1950, retirando do livro El Examen as anotações do personagem Andrés Fava.


Mas antes que você se assuste com a probabilidade de ter spoilers aqui, gostaria de informar que este é um livro avulso, mesmo tendo sua origem em outra obra, em nenhum momento recebemos informações sobre o que acontece ou aconteceu no romance anterior, tanto é que mesmo após a leitura, não sei sobre o que se trata o livro "El Examen".

Ao começar a leitura de Diário de Andrés Fava, esperava encontrar de fato um diário tradicional com anotações periódicas e datadas, mas não é isso que encontramos. Esse personagem faz anotações cotidianas, acerca de assuntos filosóficos e culturais, como literatura e música, coisas das quais gosta muito. Ele é uma pessoa muito crítica e sem papas na língua quando fala de obras que não lhe agradou, como o "Demian" de Herman Hesse. O comentário que ele faz é simplesmente verdadeiro, soa como algo que alguém não diria por temer o que os outros vão pensar. 

Por tratar de ser um livro de um personagem muito culto, muitas das referencias aqui citadas eu não consegui identificar por não ter tanto conhecimento. Alguns autores nem obras traduzidas para o português têm e isso pode ficar um pouco massante (afinal é bem chato ouvir alguém falar de algo que ficamos vagando), mas vejo isso como um convite para conhecer os artistas citados.

Andrés Fava tem uma certa coleção de epigrafes que ele gostaria de usar em livros que um dia irá escrever, mas são tantas, que ele teme e sabe que nunca escreverá tanto para encaixar todas. É nesse ponto que sentimos uma certa semelhança entre o Andrés e o próprio autor, mostrando que um poderia ser o outro, uma espécie de alter ego.
Cheio de passagens com reflações acerca da linguagem, construção textual, formas de escrita e os limites da transposição do material para a linguagem escrita. Diário de Andrés Fava é um livro leve que te fará ficar divagando sobre os pequenos trechos que o Julio Cortázar coloca na obra que são verdadeiras perguntas capciosas.

A edição da Civilização Brasileira está linda, as canetas da capa são todas envernizadas, e o texto recebe notas de roda pé por conta das inúmeras citações em outras linguás para ajudar na compreensão.

A seguir deixo alguns trechos que mais me agradaram e me fizeram pensar. Espero que vocês sintam um pouco do que é a obra.




  

 

 

Até logo!


8

Resenha #175: Primeiros Contos de Truman Capote

Título: Primeiros Contos de Truman Capote
Autor: Truman Capote Editora: José Olympio
Tradução: Clóvis Marques
Edição: 1 ISBN: 9788503012713 Gênero: Contos Ano: 2016 Páginas: 160

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RESENHA




Truman Capote, autor norte-americano, ficou conhecido mundialmente por suas grandes obras Bonequinha de Luxo, levado aos cinemas em 1961 com Audrey Hepburn no papel principal e A Sangue Frio, reportagem romanceada sobre uma chacina do interior dos EUA e que também foi levado às telonas 1968.


Desde cedo Capote começou a escrever. Na pre-adolescência praticava diariamente a arte da escrita para aperfeiçoar seu estilo e narrativa. Em 2013 foram descobertos alguns contos inéditos na Biblioteca Pública de Nova York, os mais completos e fechados deram origem ao livro Os Primeiros Contos de Truman Capote, publicado aqui pela editora José Olympio.


São 14 contos que nos mostram as origens desse autor que já dava os primeiros indícios de sua genialidade. Nos contos, encontramos um tom negrume, alguns melancólicos e outros com a morte a rondar que passam uma tensão ao leitor e o sentimento de que algum coisa ruim acontecerá a qualquer momento. 

O tema são em sua maioria coisas cotidianas. Em "O estranho íntimo" uma senhora, de nome Nannie, já idosa e doente recebe a visita inesperada de um estranho-velho-conhecido enquanto a criada vai buscar seus remédios na farmácia. De forma muito simples, ele explora nesse encontro, o fato de que, apesar das vivencias, sempre parece que nunca estamos prontos para enfrentar essa questão especifica que o breve conto aborda.

Nos contos "Louise", "Senhora Belle Rankin" e "Lucy" o autor aborda questões raciais, mostrando que apesar da cor, ninguém é melhor do que o outro. Louise é uma rica, de família e se mudou para os Estados Unidos em busca de educação, mas Ethel, colega de escola, descobre o seu segredo: Lousie é filha de negro. Mesmo sendo de rica, mais inteligente que as outras e mais educada, nada muda o fato de ser inaceitável negros na escola. Nos demais contos também ficamos com esse sentimento de revolta. 


"O trânsito Para Oeste" é construído de uma forma inversa, o fim é o início, assim, vamos lendo sem entender muito o que ele quer falar, mas ao terminá-lo o conto faz sentido e se torna quase uma matéria jornalistica. 

"Isso é para Jamie" retrata um jovem garotinho filho único, que recebe mais atenção (apesar de bem pouca) de sua babá do que dos próprios pais, esses andam muito ocupados trabalhando ou indo para jantares e eventos sociais. Em uma ida ao parque ele conhece uma senhora que passeia com o cachorrinho do seu filho Jamie. Aos a ida ao parque passa a trazer um pouco de alegria para o menino. Jamie não pode ir ao parque porque sofre de uma doença, e assim cria-se uma amizade indireta entre Teddy e Jamie. É um conto tão triste que chega a arrancar lágrimas, mas mostra a bondade e compaixão inerente ao ser humano.


Além dos contos em si, o livro conta com prefácio de Hilton Als e posfacia de David Eberrshoff introduzindo e contextualizando o leitor acerca do autor e o que sobre contos. 

A coletânea Primeiros Contos de Truman Capote que é uma excelente porta de entrada para o mundo do Capote, um ser humano extravagante, mas com a capacidade de captar bem os detalhes desse mundo caótico e cheio de maldade.


Até logo!