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Resenha #140: Ruína e Ascensão - Leigh Bardugo

Título: Ruína e Ascensão
Autora: Leigh Bardugo
Editora: Gutenberg
Gênero: Fantasia / Distopia
Ano: 2015
Páginas: 344
ISBN: 9788582352335
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Avaliação: 





RESENHA


Hoje vou falar de um dos melhores livros que li em 2015. A indicação que deixo a inicio desta resenha é: se você ainda não conhece esta trilogia, leia! Com um ritmo eletrizante e um volume mais alucinante do que o outro, Bardugo trás uma célebre fantasia recheada de personagens cativantes e cenários lindos que envolvem o leitor em uma sedutora e inesquecível jornada.

Ruína e Ascensão começa de uma maneira eletrizante. Para quem acompanha a trilogia desde seus primeiros passos em Sombra e Ossos, sabe o quanto a narrativa de Bardugo pode ser viciante. Neste terceiro e último volume as impressões não são diferentes. Começando o livro com a expectativa a flor da pele para o desfecho da história de Alina, o leitor se vê lançando-se pelas páginas sem saber o que mais a autora pode inventar para lhe surpreender. E ela consegue. Com maestria, Leigh Bardugo bate seus próprios recordes e supera novamente o livro anterior. São momentos de ação, tensão e emoção guardados em 344 páginas que não seguram a ansiedade do leitor por descobrir ao fim como tudo irá acabar. É complicado até mesmo de definir as sensações que este livro me transmitiu. Ele foi tudo o que eu esperava e um pouco mais, sem perder sua qualidade ou deixar a narrativa cansativa. Sábias palavras em uma distopia que com certeza merece adentrar a área VIP da minha estante. Foram três livros; três livros que sucessivamente garantiram o excelente enredo em alta, sem perder pontos e se manter sempre na classificação de cinco estrelas e o favoritismo pessoal deste que vós fala.
Uma foto publicada por De Cara Nas Letras (@decaranasletras) em
Neste último momento de sua aventura, Alina corre contra o tempo. Após travar uma cruel batalha contra o Darkling, tendo como preço, perder seu poder; seu dom de conjurar, Alina se isola de tudo e todos ao lado de Mally, fugindo para as profundezas do reino e de si mesma. Mas enquanto encontra-se escondida, o Darkling expande seu reino de sombras e ameaça finalmente dá um ponto definitivo para a Dobra das Sombras. Agora, fragilizada por tudo e por todos que perdeu, a garota precisará embarcar em uma busca definitiva atrás do Pássaro de Fogo, o amuleto final que lhe garantirá o poder necessário para derrotar seu inimigo, ou pelo menos é isto que ela aguarda conseguir. Mas novas reviravoltas podem alterar inteiramente não só seus planos, como também seu destino.

Narrado em terceira pessoa, o foco da história é totalmente sobre o ponto de vista de Alina. E isso não é ponto negativo. Pelo contrário! Na escrita de Bardugo esta é só mais uma soma espetacular de sua genialidade, segurando o leitor cada vez mais nas páginas e fazendo-o imaginar que outros acontecimentos estão por vir. Dotado de um cenário gótico clássico, o mundo de Bardugo ganha maior destaque ao final da trilogia, sem pecar em qualquer momento com excesso de informações ou falta delas. Tudo na medida certa. Até o romance, já assunto batido em diversos livros, não se torna cansativo ou lento, mas pelo contrário, fica cada vez mais envolvente e atrativo. Seus personagens, perfeitamente construídos, garantem ainda mais a segurança da autora. Alina é a protagonista das protagonistas. Sua forma humanizada, ora destemida, ora desestimulada, demonstram suas melhores qualidades. Após acompanhar tanto de sua história, é impossível não torcer por um desfecho feliz para ela, como também ficar na expectativa tensa a cada cena de adrenalina a qual ela participa. São 300 páginas ao lado de uma personagem leal, amiga e íntegra, que jamais refuta seus ideais.


Outra característica legal da personagem é sua suposta brincadeira entre o antagonismo e o protagonismo. Quebrando os estereótipos e diferenciando-se de outras mocinhas distópicas, Alina é a personagem dividida entre o mal e o bem, sem negar um só momento esta divisão. O jogo de poder, tematizado ao longo do enredo, não só retrata boa parte da trama, como também centraliza-se na batalha interior da própria protagonista, que está sempre lutando contra seus impulsos, ora altruístas, ora egoístas. Mas ela não é a única que se destaca. O príncipe mais FODA deste mundo também teve seu maior empenho neste livro, e embora sua participação no segundo livro tenha sido maior, neste, o personagem pareceu muito mais contextualizado, garantindo os diálogos mais engraçados de toda a obra. Nicholai, o personagem ao qual mais me identifiquei, é mais um personagem incrível que a autora deu criação. Até mesmo Mally, par romântico da protagonista, que nos livros anteriores, meramente parece um impostor em sua própria história (por estar sempre fazendo dramas desnecessários), ganhou seu destaque desta vez, sem perder o brilhantismo. Sua desenvoltura foi tão grandiosa que até eu mesmo, antes contrário a ele, passei a vê-lo com outros olhos (e confesso, torci por ele também). Não no esqueçamos do famoso Darkling, o antagonista, e a velhinha nada amigável, Baghar.Darkling de antagonista não tem nada. vale esclarecer. Aprofundando-se um pouco mais em sua história, desta vez vemos as realidades que o personagem precisou enfrentar e só então percebemos o porquê de suas escolhas. Baghar, a mulher amargar e altamente egoísta, apresenta os diálogos mais filosóficos e sinceros de todo o livro, com um toque de sabedoria que pessoalmente, acredito que só a personagem poderia ter. Bardugo foi inteligente ao ponto de não deixar ponta solta alguma, e ainda conseguiu abordar temáticas polêmicas (como homossexualidade) com grandiosidade, sem parecer forçada ou descabida.

Ruína e Ascensão foi a cereja do bolo. Em uma edição completamente linda, diferente de todos os volumes anteriores, trouxe uma cor bem mais viva a capa e muito mais chamativa. Bardugo deu um fim perfeito para todos os seus personagens, em um enredo encantador e uma narrativa totalmente marcante que com toda a certeza, fixa sua permanência eterna no universo literário de melhores séries que tive o prazer de conhecer. Alina e suas aventuras irão deixar uma saudade incontrolável com aquele gosto especial de "não pode acabar, não ainda".

Confira as demais resenhas da trilogia clicando nas imagens abaixo:


http://www.skoob.com.br/sombra-e-ossos-328784ed368339.htmlhttp://www.skoob.com.br/sol-e-tormenta-384689ed435242.html



Até logo, 
David Andrade

2 comentários:

  1. Oi Tudo bom?
    Nossa achou a trilogia tão boa assim? Não consigo ler o segundo volume por causa do mimimi da protagonista, preciso continuar porque quero saber o final, é

    Abraço

    http://penelopeetelemaco.blogspot.com.br/

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  2. Li só o primeiro e não gostei da escrita da autora

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