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Resenha #97: Naomi & Ely e a Lista do Não-Beijo - David Levithan/Rachel Cohn

Lido em: Agosto de 2015
Título: Naomi & Ely e a lista do não beijo
Autor: David Levithan & Rachel Cohn
Editora: Galera Record
Gênero: Young Adult
Ano: 2015
Páginas: 256

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  Avaliação:     






Resenha:

Oi, pessoinhas do DCNL! Como vocês estão? Estou invadindo o espaço dos meninos novamente para mais uma resenha de um dos meus autores favoritos. Espero que gostem! ^^

Naomi e Ely e a Lista do Não Beijo é um livro leve, com certeza, e não tem grandes significados, como outros livros do autor, David Levithan, apresenta. Entretanto, a leitura é prazerosa, rápida e muito fofa, de forma que o leitor se vê totalmente envolvido por sua trama e por todos os seus personagens. A obra, elaborada em colaboração com a autora Rachel Cohn, garante aquele cantinho especial na sua coleção, de uma forma que finalizar o romance pode gerar um misto impressionante de amor e ódio.

Naomi é a garota popular que sempre teve todos os garotos que quis, ou até mesmo aquele que não quis. Bastaria uma piscadela ou então uma jogada de cabelo para deixar qualquer cara caidinho por ela. Bonita, inteligente, descolada e muito sensual, Naomi sempre foi à garota mais cobiçada do prédio. E não que isso seja ruim. Pelo contrário, ela ama essa atenção, mas o único cara que ela queria chamar atenção é único que nunca terá. Ely é sua paixão platônica desde a infância, e mesmo agora, já com outros pensamentos, isto nunca mudou; o sentimento continua ali. Mas Ely não gosta de Naomi. Na realidade Ely não gosta de garotas. E é em uma improvável situação que ele acaba beijando o namorado dela, abalando a amizade dos dois. Seria Naomi capaz de perdoar Ely pelo deslize? Seria capaz de prosseguir sua vida sabendo que seu grande amor, jamais será mais do que seu grande amigo?

“Podem dizer que sou antiquado, mas estou esperando pelo amor verdadeiro. Ainda que não passe de uma fantasia inatingível."



“Existem muitas maneiras de se obrigar a tomar uma decisão. Fazemos isso o tempo todo, tomar decisões. Se realmente pensássemos em cada decisão que tomamos, ficaríamos paralisados. Qual palavra dizer agora? Para onde ir? O que olhar? Que número discar? Você precisa escolher quais decisões vai tomar, e depois esquecer o resto."

Levithan e Cohn guiam o leitor por uma divertida aventura romântica, cheia de encontros e desencontros, onde o foco é o relacionamento entre as pessoas. Narrado em terceira pessoa, sob a perspectiva de diversos personagens, desde os protagonistas aos secundários, Naomi e Ely deixam no leitor aquela sensação de preenchimento, momentos fofos e apaixonantes, onde a todo instante parece que estamos vivendo uma nova emoção.  Como já esperado de obras de Levithan, o livro também está recheado de passagens encantadoras e memoráveis.

“Mas minha mente não tem capacidade de dominar meu coração."

Ao mesmo tempo em que a diferenciação de pontos de vista é extremamente positiva, por outra se torna negativa. O lado positivo de tantos personagens narrarem é a perspectiva que o leitor ganha sobre toda a mudança que acontece no ambiente ao redor de Naomi e Ely, quando os amigos inseparáveis se vêem em uma situação que nem a amizade parece ser forte o suficiente para relevar. Visualizamos como esse fim de relacionamento, afeta diversas pessoas que convivem a sua volta, desde positivamente, quanto negativamente. Neste aspecto os autores trabalharam excelentemente. Como visto na sinopse oficial, o livro tem como idéia central tratar sobre a relação intrincada desses personagens, focando como fator principal o amor e a maneira como este sentimento pode afetar algo tão forte e duradouro. Embora a obra não apresente grandes questionamentos filosóficos (como em Dois Garotos Se Beijando ou Todo Dia), ainda sim mantém uma qualidade agradável e extremamente viciante, alavancando um verdadeiro estudo social entre as complexas relações humanas.


O ponto negativo de todas essas visões foi o número absurdo de informações desnecessárias, e a meu ver, alguns capítulos sem muita graça e com pouca relevância. Alguns personagens se tornam até meio descartáveis, já que sua convivência não está tão interligada aos protagonistas, e novos assuntos e novos relacionamentos começam a ser tratados nesta verdadeira rede de conflitos que Naomi e Ely e a Lista do Não Beijo se transforma. Em nenhum momento, porém, isso afeta o ritmo de leitura. A obra optou por apostar no humor, e nesse quesito, não deixou a desejar. Sem falar que a convergência de tantos pontos de opiniões não falha também, tendo um final muito bem arquitetado, emocionante até certo ponto e inteiramente concreto.

Seus personagens são ricos em personalidade, isto é inquestionável, mas não entram para minha lista de favoritas. Embora Ely e Naomi sejam protagonistas bem mistificados, com personalidades fortes, meio estereotipadas (ela a mocinha metida e popular; ele o gay purpurina e amigo para todas as horas) o egocentrismos de ambos durante boa parte do livro me levou a não me cativar tanto por eles. Como mencionei acima, finalizei a leitura com um misto de amor e ódio, sem saber se eles eram realmente fofos e precisavam apenas amadurecer, ou se eram personagens voláteis demais, de forma que não consegui ter uma visualização muito correta sobre eles. Se o amadurecimento deles tivesse acontecido mais cedo, de forma a explorar a história sobre esse outro campo, acredito que talvez tivesse me identificado mais.


O mesmo não posso dizer sobre o secundarista Bruce, o Primeiro. Além de possuir uma personalidade bem peculiar (também estereotipada (típico garoto nerd e apaixonado)), foi um dos poucos personagens que consegui me afeiçoar e me identificar, não só no quesito personalidade, mas também nas ações. Extremamente inexpressível, trancado em uma paixão da qual não consegue se livrar, o personagem me cativou, e embora sua exploração ao desfecho do livro tenha sido quase nula, gostaria de saber mais sobre que rumos seu destino tomou. De longe, o personagem que mais gostei.

“É uma grande mentira dizer que só existe uma pessoa com quem se vai ficar pelo resto da vida. Se tiver sorte – e se esforçar bastante -, sempre haverá mais de uma."

Contamos ainda com uma edição muito singela e bela, tendo uma capa muito atrativa e uma revisão impecável :) Naomi e Ely é uma pedida imperdível para os fãs do autor, e para quem gosta de um bom romance chick lit. Com uma pegada parecida, o livro é fofo e muito envolvente, tendo um ritmo gostoso e super leve.

Até logo,
David Andrade.

12 comentários:

  1. Estou seriamente interessada nesse livro. Tô até participando de top comentarista pra ver se ganho hahahahaha
    Achei a estória sensacional e quero muuito ler.
    Se eu não ganhar vou com certeza compra-lo!

    Beijo
    www.ooutroladodaraposa.com.br

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  2. Com certeza terei uma visão diferente quando ler :3
    Mas com sua resenha aumentou minha vontade de ler o livro <3

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  3. Quero muito ler algo do David, mas pela sua resenha notei que este não é o livro certo para quem vai conhecer o autor. Gostei da história, bem legal.
    Abraço, www.likelivros.blogspot.com

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  4. Ai eu achei que esse livro era super bom, mas ao ver na sua resenha que ele é cheio de descrições desnecessárias desisti, não gosto de livros que descrevem muito pois me cansam. Vou passar a leitura por enquanto.

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  5. Oiee ^^
    Leria esse livro só por ser do David...haha' adoro esse homem ♥ Adoro chick-lits e adoro mais ainda os livros e a escrita do Levithan, então algo me diz que eu vou me apaixonar por esse livro, mesmo que ele não tenha te conquistado 100%
    MilkMilks
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

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  6. Oi!
    Eu ainda não li nada desses autores, mas tenho bastante curiosidade sobre os livros do David Levithan e como sou fã de chick-lits esse parece uma boa opção para começar. Só espero com me irritar com essas informações desnecessárias que o livro traz.
    Abraço
    sobrelivrosesonhos.blogspot.com.br

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  7. Olá!
    Adorei saber que a leitura é fofa e rápida que nos prende
    Que pena que tem alguns capítulos sem importância isso me faz querer largar a leitura quando estou lendo. Não sei pq mas amei essa capa. Adorei sua resenha

    http://malucaspor-romances.blogspot.com.br/

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  8. Olá, boa noite!

    Confesso que nunca tive muito interesse por esse livro e lendo a sua resenha, o interesse que já não tinha, manteve-se nulo. :/
    Parabéns pela resenha!

    Beijo!

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  9. Oi, David!

    Sou fã do Levithan! Não pelos enredos dos livros em si (tirando Todo Dia, que é genial), mas pela forma como ele escreve. Já tinha bastante vontade de ler Naomi e Ely e a Lista do Não Beijo, mas a sua resenha só alimentou ainda mais esse desejo. Espero poder lê-lo em breve!

    Abraços,
    http://claqueteliteraria.blogspot.com.br

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  10. Oi David, tudo bem
    Ainda não li nenhum livro do autor e pelos seus comentários estou perdendo, risos... Entretanto, essa história não me conquistou. Mas eu conheço as famosas mensagens dele, li alguns trechos em resenhas e fiquei emocionada com o que ele diz em seus livros. Por isso vou começar por outro livro dele. Sua resenha ficou ótima!!!!!!!
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  11. Cara, eu não sou fã de livros deste gênero não mas, que capa é essa?! Eu tô apaixonada, essas cores o copo hehehehe acho que eu quero o livro!
    Enfim, tudo bem?! rs, eu gostei muito da resenha, do post e o blog tá lindão né?! Parabéns!
    beijos
    http://vampleitores.blogspot.com.br/

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  12. Olá!
    Eu já tinha visto a capa desse livro e achei a história bem legal.
    Deu pra perceber que esse escritor adora escrever livros em parceria né?
    Adorei a sua resenha.
    Beijinhos!
    http://eraumavezolivro.blogspot.com.br/

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