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Resenha #85: Put Some Farofa - Gregorio Duvivier


Lido em: Fevereiro de 2015
Título: Put Some Farofa
Autor: Gregorio Duvivier
Editora: Companhia Das Letras
ISBN: 9788535925067
Gênero: Crônicas brasileiras
Ano: 2014
Páginas: 208


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Avaliação:






Resenha:





Gregorio Duvivier, muito conhecido por sua atuação no Porta Dos Fundos, vem se destacando nos últimos anos por sua multiplicidade como artista, sendo: humorista, roteirista, ator, cronista, poeta. Em seu terceiro livro, Put Some Farofa, essa multiplicidade está muito nítida. O livro reúne textos escritos e publicados em sua coluna na Folha de S. Paulo, entre agosto de 2013 e agosto de 2014, assim como alguns esquetes do Porta dos Fundos e textos inéditos.
O livro é dividido em quatro partes: “Grandes, Pequenos, Gigantescos”, onde percebemos um lado mais sensível (ou não) de Gregorio. São textos e esquetes que falam de amor, casais, amores possessivos, etc.
"Pode ser que o grande-amor-da-vida seja um só. Mas os amores-da-vida são muitos, e acontecem o todo – grande, pequenos, gigantescos.” Pag: 21

A segunda parte é a “Cruzada elucidativa a favor da família brasileira”, onde, em minha opinião tem os melhores textos do autor. Gregorio escreve sobre temas “polêmicos”, fala sobre maconha, machismo, homofobia, política brasileira, religião, e tantos assuntos considerados tabu.
“O primeiro comentário sobre uma mulher é sempre este: feia. Bonita. Gorda. Gostosa. Comeria. Não comeria. Só que ela não perguntou, em momento nenhum, se alguém queria comê-la. Não era isto que estava em julgamento (ou melhor: não deveria ser). Tinha que ensinar na escola: 1. Nem toda mulher está oferecendo o corpo. 2. As que estão não são pessoas piores.” Pag:56
“Se as eleições, como plantão da Globo, são a festa da democracia, essa festa, Dona Globo, está meio caída – ou fui que bebi pouco” Pag:94 


“Put some farofa”, é a terceira parte do livro, e contém os textos mais engraçados, e cheios de ironia. E de um humor sem noção, típico de Gregorio.
“Se eu atravessasse a rua agora, eu morria atropelado por aquele carro preto. Era bom que eu não precisava entregar o texto dessa semana.” Pag: 117
 A última parte “O mundo, paradinho, tem a maior graça” reúne textos e esquetes com algumas reflexões sobre a vida, a profissão de ator e comediante, a morte e etc.
“A morte dos outros é um spoiler. Parece te revelar algo que você não sabia, ou fingia não saber sobre você mesmo: você vai morrer. Olhe à sua volta. Todo mundo vai morrer. A vida é pior que Game of Thrones. Não sobra nem o anão.” Pag: 196
“Ás vezes gosto de alguém e não sei por quê. Depois percebo: é baixinho. Quando cruzo com um de nós, aceno com a cabeça como quem diz: estamos juntos.” Pag:143 


No mais novo livro de Gregorio Duvivier, percebemos a sua multiplicidade como artista, como Luis Fernando Veríssimo afirma na contra capa: “Você paga por um Gregorio e leva seis”. Apesar de já ser fã do autor, e ter lido ou assistido algumas das esquetes, o livro me surpreendeu, e me fez rir bastante, assim como refletir e me emocionar com algum de seus textos. O que gosto da escrita de Gregorio, é que ele se utiliza de ironias pra criticar determinadas situações, como a política, ou o machismo existente em nossa sociedade. E defende seus posicionamentos de uma forma incrível. Bem, acho que já deixei claro como o livro é ótimo, e já está entre os meus favoritos. Recomendo bastante, pra quem gosta de uma farofa completa, com muito humor, ironia e sagacidade.

Até mais. 



Um comentário:

  1. Olha, nunca leio nada desse tipo, mas sendo do Gregório eu leria sim.
    Já li a coluna dele na Folha e achei bem legal.
    Ele escreve, além de coisas inteligentes e pertinentes, coisas engraçadas e fofas também!
    Boa dica!!!

    Beijo
    ooutroladodaraposa.blogspot.com.br

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